SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
SUÇUARANA Clerisvaldo B. Chagas, 30 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3352 Suçuarana é também ch...
SUÇUARANA
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de janeiro de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3352
Suçuarana
é também chamada onça-parda, sendo menor do que a onça-pintada, mais tímida e
de hábitos noturnos. É o segundo felino maior das Américas e, em alguns lugares
é chamada Puma. A onça parda ou
Suçuarana, possui histórias sem fim nos sertões do Nordeste brasileiro, tanto
de narrativas orais quanto da literatura romancista da região, inclusive do
cordel tão apreciado, como disse o poeta em referência ao banho de mar:
A negra levanta a perna
A gente vê a caverna
Da Onça Suçuarana...
No
meu romance PAPO-AMARELO, existe uma cena na caatinga em que surge uma onça
parda, rapidamente, mas decidindo episódio bruto relativo a uma emboscada.
A
Suçuarana se alimenta de pequenos animais, não é valente, não costuma atacar
humanos e sempre foge deles. Assim como a raposa, vendo-se faminta pode atacar
a criação doméstica de galináceos. No Sertão nordestino, pode ser ainda chamada
de onça -de-bode. A sua sobrevivência depende das condições do seu habitat. Com
a proibição da caça e os rigores da Lei, passo importante foi dado sobre a
fauna, porém, já havia muito ambiente degradado e ainda existem pessoas que
procuram driblarem a Lei, desmatando. O animal, notadamente, o de porte, fica
acuado pela falta de alimento e procura refúgio em lugares cada vez mais longe
como os cimos das serras que às vezes conseguem escapar da devastação.
A
pele da suçuarana tem uma variação entre o cinza e o avermelhado e o felino
habita desde o Canadá às terras semiáridas do Sertão nordestino. Quando
fazíamos a nossa caminhada pelo leito do rio Ipanema, das nascente a foz,
tivemos que percorrer trecho, solitário, esquisito e perigoso pela aba da serra
das Porteiras, entre Batalha e Belo Monte, pois o rio não dava passagem. Fomos
advertidos que ainda havia onças na serra das Porteiras. Isso deu origem ao
livro IPANEMA, UM RIO MACHO, entretanto, não nos deparamos com qualquer espécie
de felino. O governo faz muito bem em homenagear o nosso dinheiro com a imagem
da onça.
ONÇA
PARDA (FOTO: DIVULGAÇÃO).
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FEIRAS E FEIRAS Clerisvaldo B. Chagas, 26 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3351 As feiras tiver...
FEIRAS
E FEIRAS
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de janeiro de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3351
As
feiras tiveram início há cerca de 500 anos antes de Cristo. Dizem que
primeiramente as feiras começaram com simples trocas locais em torno dos
castelos medievais e foram evoluindo até chegar nas condições de hoje. Em
Santana do Ipanema, um dos seus fundadores, o padre Francisco Correia, já
indicava, em determinado momento que a feira semanal deveria ser aos sábados e
não aos domingos, como havia alguns esboços. Com êxito da feira em dia de
sábado, criou-se, então, outra feira semanal no meio da semana, passando a
funcionar às quartas. Até o presente momento é assim que funciona. Porém, a
feira da quarta-feira, sempre é mais fraca, uma espécie de complemento. A feira
da quarta supera a feira do sábado somente uma vez por ano que é no dia de
Semana Santa.
Pois,
no dia de ontem iria haver uma feira que no caso seria a 4O Feira
Familiar da CARSIL, Cooperativa de Santana do Ipanema. O evento aconteceria no
estacionamento da própria CARSIL, no Bairro do Monumento. Ótima oportunidade
para que os seus cooperados ganhassem mais um pouco de dinheiro e a clientela adquirisse
produtos frescos e de boa qualidade. Recebi o convite na noite anterior e tudo
indicava que seria um sucesso aquela festa rural. Já houve feira camponesa
defronte a EMATER, perto da Caixa Econômica, onde também houve apresentações
dos “Profetas das Chuvas”.,
Feira
é sinônimo de festa e é de fato uma grande festa, ponto de encontro entre a
população rural e urbana e vendas de produtos, boas palestras, história curtas
e compridas, namoros, “bicada” e glosa no balcão da bodega de esquina,
História, Geografia, Economia, Sociologia. E sobre a feira de Santana, disse um
embolador:
Viva a feira de Santana
Viva todo pessoá
Viva a feira de Santana
Tu quer peito pra mamar?
FEIRA DE SANTANA
(FOTO: B. CHAGAS).
O TERRENÃO Clerisvaldo B. Chagas, 26/27 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3350 Foi muito bom que...
O
TERRENÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 26/27 de janeiro
de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3350
Foi
muito bom que a prefeitura de Santana do Ipanema tenha começado a fazer alguma
coisa no imenso terreno baldio e abandonado durantes muito tempo, no Bairro
Camoxinga, defronte a Escola Municipal, São Cristóvão. Era um terreno federal
utilizado pelo DNOCS em passada ocasião. Até uma floresta espontânea estava se
desenvolvendo naquele espaço. Sendo o terreno abandonado tão grande assim,
poderia ter sido aproveitado de inúmera maneiras, entre elas: Construções para
todas as secretarias, feira de gado, instalações de indústrias. A prefeitura,
na sua escolha, segundo site local, iniciou um Centro Esportivo que congrega
vários espaços de atividades que beneficiarão os habitantes da cidade,
notadamente do Complexo Educacional e de Saúde mais as regiões circunvizinhas.
D
fato a região do Colégio Estadual e de outras escolas é um terreno insalubre
que, além de ficar permanentemente sujeito às cheias periódicas do riacho
Camoxinga, recebe direto águas que escoam da parte mais alta de bairro vizinho,
a escorrer nas ruas em busca do leito do riacho. O terreno abandonado deve ter
sido totalmente saneado para receber os benefícios esportivos, inclusive,
segundo ainda um site local, pista de caminhada. E como pista de caminhada as
pessoas só possuem a opção perigosa da pista na BR-316, trecho urbano e de
tráfego intenso. Avanço significativo para o bem-estar coletivo e para os
habitantes, com ênfase, da zona do extremo Leste do Bairro Camoxinga.
A
verdade é que vários terrenos assim, embora menores, não sendo utilizados antes
para coisas excelente do poder público, terminaram sendo habitados ou
preenchidos por coisas irrelevantes. Mesmo assim, aqui, acolá, ainda
encontramos espaços vazios que poderiam funcionar como pontos estratégicos da
administração pública. A cidade se expande ao todo dos Pontos Cardeais e a
olhos vistos, porém, um mistério continua porque o número de habitantes, nunca
atinge 50.000, segundo a contagem do IBGE. Não é mesmo um mistério?!
CENTRO
DO BAIRRO CAMOXINGA. (FOTO: B. CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.