O COMÉRCIO SANTANENSE E O TEMPO Clerisvaldo B. Chagas, 9 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3376   Qu...

 

O COMÉRCIO SANTANENSE E O TEMPO

Clerisvaldo B. Chagas, 9 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3376



 

Quando o senhor Abílio Pereira, comerciante com Armarinhos no “sobrado do meio da rua” teve o sobrado demolido pelo, então, prefeito, Ulisses Silva, procurou, como outros comerciantes, encontrar novo lugar para negócios. Estabeleceu-se no Largo Prof. Enéas ainda no Centro Comercial e, pelo que eu observava, mudou de ramo e passou a negociar com ferragens. Modernizou sua casa comercial e nela implantou um segundo andar que na certa servia de depósito. Foi o primeiro prédio do Comércio de Santana com primeiro andar, depois, segundo. Fato histórico, portanto. E, como o prefeito e seus seguidores pensavam, de fato novos e modernos horizontes surgiram na paisagem do Centro, afastando definitivamente o seu aspecto de vila.

Vale salientar que pareceu que o Sertão inteiro acompanhava a transformação que aconteceu na “Rainha do Sertão” e “Capital Sertaneja”. Muitos diziam que havia duas Santana: a do passado e a do presente. Muito embora as opiniões se dividissem, ninguém ousou desafiar o prefeito e, os contra as demolições do “prédio do meio da rua”, inclusive, minha opinião de adolescente, também era em favor dos edifícios que eram uma espécie de Shopping de Santana do Ipanema. Entretanto, o tempo deu razão ao prefeito, muito embora a forma com foi feita tivesse sido truculenta e rápida sem consulta pública para não dá tempo ao povo pensar. Isso também havia acontecido na década de 40 quando derrubaram o antigo cemitério de Santana à marretadas e pauladas, durante uma noite.

Histórias de empáfias e macabras se encobriram nas curvas do tempo e na força, na marra, no cacete, o Comércio de Santana do Ipanema foi considerado por inúmeros caixeiros-viajantes, como o mais bonito do interior de Alagoas. Imaginem agora com as transformações naturais e profundas que sempre estão acontecendo! Agora, como novo becos, viadutos, pontes e alargamentos de ruas estão completamente desatualizados, cada dia que passa o trânsito vira terra de ninguém. E como o número de motoqueiros só perde para Arapiraca, imagine o caos em que estamos vivendo. Ninguém sabe dizer até quando vai continuar essa falta de estrutura urbana para a segunda modernização. Enquanto isso viramos uma Índia no tráfego doido da cidade.

LARGO PROF. ENEAS (FOTO: B. CHAGAS).

 

 

 

 

 

OS AVISOS IGNORADOS Clerisvaldo B. Chagas, 9 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3375   Com certeza esta...

OS AVISOS IGNORADOS

Clerisvaldo B. Chagas, 9 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3375

 


Com certeza estamos vivendo este fim de verão, como se fosse o outono. O período chuvoso da sertão alagoano sempre foi de outono/inverno. Geralmente iniciando em maio e seguindo até a primeira quinzena de agosto. O certo é que nos últimos anos, esse período se prolongava chegando mesmo até outubro que era o mês mais seco do ano. Mas agora, como tudo parece sem nexo, esse período foi antecipado para os últimos meses do verão e completamente a seu modo. Tudo parecido com o outono que começará no próximo dia vinte. Confusão: Sol sem se esperar, chuva sem se esperar, frio sem se esperar... Fazer o quê? O homem já fez o que não deveria ter sido feito volta a valer a natureza. Em nosso entender, não tem mais remendo novo que dê jeito no panorama velho

Pelo menos agora, parece mesmo em voga a profecia dos tempos de Canudos “que o Sertão vai virar mar e o mar vai virar Sertão”. Também parece que o conselho de muitos agricultores experientes continua valendo: “choveu, plantou”. Esperar por quem? Entretanto, essa mudança confusa do tempo, divide muito opiniões. Semana passada um vídeo dessas últimas chuvas era exibido na Internet, quando o narrador mostrava a cheia chegando na barragem do rio Ipanema. Ao invés de alarme e terrorismo – como fazem alguns deixando em polvorosa as famílias de santanenses que estão fora – simplesmente dizia o narrador, elogiando a cheia e dizendo: “tempo rico”. Concordo com sua visão em passar a ESPERANÇA e não o MEDO, o TERROR.

Em breve, estaremos comendo feijão-de-corda com galinha de capoeira, comemorando a riqueza das águas. Barreiros absolutos, açudes “esborrotando”, capim cobrindo lombo de boi, galo correndo nos terreiros atrás das frangas, amor na cama após os trovões, dinheiro no bolso e fé adiantada. Esse é o Sertão paradisíaco que eu conheço e vivo.  Sobre a Natureza, não posso salvar o mundo, mas as pequenas coisas individuais que podemos fazer diariamente, formam um todo no Planeta. Vou fazendo a parcela mínima que diariamente é obrigação. O meio ambiente agradece.

O importante é o verde da caatinga.

Amor, amor... Somente AMOR.

CHUVA NA FEIRA (FOTO: B. CHAGAS).

 

 



  PARCERIA Clerisvaldo B. Chagas, 06 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3372   Tive a alegria de receb...

 

PARCERIA

Clerisvaldo B. Chagas, 06 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3372

 



Tive a alegria de receber em minha residência o jornalista, editor e escritor José Malta, conhecido como Malta net. Como, onde existe boa-vontade há evolução, tratamos da parceria entre escritor e editor para acontecer a mais nova edição da IGREJINHA DAS TOCAIAS, SUA HISTÓRIA E SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA. O Objetivo é sempre enriquecer a memória da juventude com a nossa história, a nossa tradição. Ambos os livros serão lidos e analisados pelos alunos das escolas municipais de Santana do Ipanema, entre alunos, professores e editor. Em uma segunda etapa, entra autor ou autores para possíveis entrevistas que dissiparão dúvidas e curiosidades encravadas nos textos. Relevantes prestações de serviços que o jornalista José Malta, vem realizando a bem da nossa história e da literatura produzida na terra.

Mas o momento também é de prestigiarmos o lançamento do livro, no próximo sábado, LEMBRANÇAS DO PASSADO, na, Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte, às 19 horas. O livro é da autoria de Ialdo Falcão (In memoriam), complementado pela esposa Marina Falcão. O referido livro foi editado pelo Instituto SWA de Santana do Ipanema e, contém prefácio do escritor romancista Clerisvaldo B. Chagas.  Além da sensibilidade familiar o livro fala da trajetória do pai do autor, tanto como homem do povo, quanto da sua profícua administração como prefeito/interventor e que traz muitas luzes para a complementação da história santanense. Um sonho da família, um presente para a nossa sociedade.

A construção da Ponte Padre Bulhões, a aplicação do nome Benedito Melo à Rua Nova, a doação do terreno para a construção da sede dos Correios, foram ações concretas do pai do autor, Firmino Falcão Filho, que se orgulhava de ter sido nomeado prefeito/ interventor pelo, então, governador Silvestre Péricles, para o período 1947-1948. Firmino Falcão Filho, o seu Nozinho (ô), particularmente, foi quem introduziu a raça de gado Gir, em Santana do Ipanema. Foi ele ainda quem doou terras na parte norte de Santana, onde hoje funciona a EMATER, a Caixa Econômica e, antes, o Posto de Puericultura. Portanto, a entrada moderna de Santana – Capital, deve-se às suas doações. Firmino foi um grande benfeitor ao clube futebolístico Ipanema. Todos esses dados do livro de Ialdo Falcão, contribuíram com o livro O BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA.