FALÉSIAS Clerisvaldo B. Chagas, 11 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3376 Especialista em Geografia ...

 

FALÉSIAS

Clerisvaldo B. Chagas, 11 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3376

Especialista em Geografia

 



As encostas íngremes ou verticais que estão voltadas para o interior, chamam-se “barreiras”; quando estão voltadas para o mar, são conhecidas como falésias. As falésias possuem variações na altura conforme o local e mostram entre vinte e trinta metros de altura, podendo atingir até os quarenta metros. Atualmente são as falésias muito exploradas pelo turismo, menos pelo seu estudo geográfico e muito mais pelas paisagens que exibem diante de praias e suas características com as variações de cores dos mares. O litoral de Alagoas é riquíssimo em falésias e em inúmeras formações geográficas que encantam estudiosos, turistas e banhistas costumeiros. Tanto faz o litoral Norte quanto o litoral Sul, delimitados virtualmente pela capital Maceió, possuem essas maravilhas. 

Em nossa opinião, o litoral Sul parece ter muitas formações geográficas que não têm no litoral Norte. Achamos também que a beleza máxima dessas formações está no município de Jiquiá da Praia, porém, estamos falando especificamente em falésias e barreiras. Em Maceió mesmo, sua falésias foram motivos de filmagens e capa de antigo catálogo telefônico do estado cuja paisagem alcançou alto índice de aprovação e beleza. Elas são usadas como mirantes, para construções de torres de sinais, construções avançada de símbolos como capelas ou mesmo mansões de veraneio.  Mas é preciso cuidado com elas, pois as falésias constantemente sofrem os desgastes das marés que levam o nome de “abrasão”.

Pode acontecer numa falésia – pela constante insistência das marés – um desgaste em que o tempo longo pode formar uma caverna rasa em parte rochosa e que na prática é muito utilizada para propaganda turística. Conforme o local, muitas vezes a maré cheia avança para tão perto da falésia que fecha a praia e, consequentemente a única passagem de pessoas e veículos, por algumas horas. Poderemos encontrar também outras formações geográficas interessante: lagoas, ilhas, atóis, promontórios, dunas, restingas, recifes, istmos, pontas, cabos, enseadas e mais. E como já foi dito, Alagoas é rica em inúmeras destas formações.

E você? Prefere as barreiras ou as falésias?

FALÉSIAS (DIVULGAÇÃO).

 

  

  O COMÉRCIO SANTANENSE E O TEMPO Clerisvaldo B. Chagas, 9 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3376   Qu...

 

O COMÉRCIO SANTANENSE E O TEMPO

Clerisvaldo B. Chagas, 9 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3376



 

Quando o senhor Abílio Pereira, comerciante com Armarinhos no “sobrado do meio da rua” teve o sobrado demolido pelo, então, prefeito, Ulisses Silva, procurou, como outros comerciantes, encontrar novo lugar para negócios. Estabeleceu-se no Largo Prof. Enéas ainda no Centro Comercial e, pelo que eu observava, mudou de ramo e passou a negociar com ferragens. Modernizou sua casa comercial e nela implantou um segundo andar que na certa servia de depósito. Foi o primeiro prédio do Comércio de Santana com primeiro andar, depois, segundo. Fato histórico, portanto. E, como o prefeito e seus seguidores pensavam, de fato novos e modernos horizontes surgiram na paisagem do Centro, afastando definitivamente o seu aspecto de vila.

Vale salientar que pareceu que o Sertão inteiro acompanhava a transformação que aconteceu na “Rainha do Sertão” e “Capital Sertaneja”. Muitos diziam que havia duas Santana: a do passado e a do presente. Muito embora as opiniões se dividissem, ninguém ousou desafiar o prefeito e, os contra as demolições do “prédio do meio da rua”, inclusive, minha opinião de adolescente, também era em favor dos edifícios que eram uma espécie de Shopping de Santana do Ipanema. Entretanto, o tempo deu razão ao prefeito, muito embora a forma com foi feita tivesse sido truculenta e rápida sem consulta pública para não dá tempo ao povo pensar. Isso também havia acontecido na década de 40 quando derrubaram o antigo cemitério de Santana à marretadas e pauladas, durante uma noite.

Histórias de empáfias e macabras se encobriram nas curvas do tempo e na força, na marra, no cacete, o Comércio de Santana do Ipanema foi considerado por inúmeros caixeiros-viajantes, como o mais bonito do interior de Alagoas. Imaginem agora com as transformações naturais e profundas que sempre estão acontecendo! Agora, como novo becos, viadutos, pontes e alargamentos de ruas estão completamente desatualizados, cada dia que passa o trânsito vira terra de ninguém. E como o número de motoqueiros só perde para Arapiraca, imagine o caos em que estamos vivendo. Ninguém sabe dizer até quando vai continuar essa falta de estrutura urbana para a segunda modernização. Enquanto isso viramos uma Índia no tráfego doido da cidade.

LARGO PROF. ENEAS (FOTO: B. CHAGAS).

 

 

 

 

 

OS AVISOS IGNORADOS Clerisvaldo B. Chagas, 9 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3375   Com certeza esta...

OS AVISOS IGNORADOS

Clerisvaldo B. Chagas, 9 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3375

 


Com certeza estamos vivendo este fim de verão, como se fosse o outono. O período chuvoso da sertão alagoano sempre foi de outono/inverno. Geralmente iniciando em maio e seguindo até a primeira quinzena de agosto. O certo é que nos últimos anos, esse período se prolongava chegando mesmo até outubro que era o mês mais seco do ano. Mas agora, como tudo parece sem nexo, esse período foi antecipado para os últimos meses do verão e completamente a seu modo. Tudo parecido com o outono que começará no próximo dia vinte. Confusão: Sol sem se esperar, chuva sem se esperar, frio sem se esperar... Fazer o quê? O homem já fez o que não deveria ter sido feito volta a valer a natureza. Em nosso entender, não tem mais remendo novo que dê jeito no panorama velho

Pelo menos agora, parece mesmo em voga a profecia dos tempos de Canudos “que o Sertão vai virar mar e o mar vai virar Sertão”. Também parece que o conselho de muitos agricultores experientes continua valendo: “choveu, plantou”. Esperar por quem? Entretanto, essa mudança confusa do tempo, divide muito opiniões. Semana passada um vídeo dessas últimas chuvas era exibido na Internet, quando o narrador mostrava a cheia chegando na barragem do rio Ipanema. Ao invés de alarme e terrorismo – como fazem alguns deixando em polvorosa as famílias de santanenses que estão fora – simplesmente dizia o narrador, elogiando a cheia e dizendo: “tempo rico”. Concordo com sua visão em passar a ESPERANÇA e não o MEDO, o TERROR.

Em breve, estaremos comendo feijão-de-corda com galinha de capoeira, comemorando a riqueza das águas. Barreiros absolutos, açudes “esborrotando”, capim cobrindo lombo de boi, galo correndo nos terreiros atrás das frangas, amor na cama após os trovões, dinheiro no bolso e fé adiantada. Esse é o Sertão paradisíaco que eu conheço e vivo.  Sobre a Natureza, não posso salvar o mundo, mas as pequenas coisas individuais que podemos fazer diariamente, formam um todo no Planeta. Vou fazendo a parcela mínima que diariamente é obrigação. O meio ambiente agradece.

O importante é o verde da caatinga.

Amor, amor... Somente AMOR.

CHUVA NA FEIRA (FOTO: B. CHAGAS).