SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
O CAVALO BOM DA MATA GRANDE Clerisvaldo B. Chagas, 31 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3390 Não s...
O
CAVALO BOM DA MATA GRANDE
Clerisvaldo
B. Chagas, 31 de março de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3390
Não sabemos ainda se
o grande aglomerado recente das faldas
laterais do serrote do Cruzeiro, em Santana do Ipanema, já possui denominação
oficial. Entretanto, o povo, como sempre, bota apelido em tudo e, alguns
apelidos, definitivamente, substituem os nomes registrados. Portanto, essas
casas construídas para longe da área de risco das cheias do Rio Ipanema, já
estão sendo chamadas de Cidade de Deus. A alusão reflete a circulação de drogas
e marginais no território. O mesmo problema é exposto no bairro novo que se
formou acima do Hospital Clodolfo Rodrigues de Melo. O apelido depreciativo
compromete seriamente a valorização do
local e freia os empreendimentos de porte. Saem os problemas da Natureza como enchentes,
deslizamentos, voçorocas e outros mais, porém, entra o problema social grave: a
marginalidade violenta, que não encontra Segurança fixa na área.
Há muito, Santana do
Ipanema já começava a imitar as capitais, isto é, a região do Centro, outrora
privilégio da Classe média e alta, foi recebendo comércio e mais comércio,
botando os antigos moradores para correr. Atualmente este processo urbano
evolutivo, já estar consolidado. O Centro propriamente dito e suas ruas
adjacentes, são agora ocupadas por lojas, bancos, escritórios e mais outras
coisas. Residências, no geral, só nas periferias que era da
pobreza. Assim, temos conjuntos residenciais, condomínios e chácaras pelos
quatro pontos cardeais da cidade. O que se espera agora são os grandes investimentos particulares
nessa periferias, do básico e além do básico para que não sejam preciso o deslocamento para
o Centro todos os dias. E esses investimentos tanto podem ser espontâneos quanto estimulados.
Entretanto se os
sucessivos prefeitos do Brasil, aplicassem os recursos corretamente, o Brasil
poderia sair dessa pecha de país não sério. As catástrofes que são problemas antigos, poderiam se evitadas,
mas, mas... Você sabe mais doe que eu para onde vão os recursos públicos. Basta
escutar os escândalos de todos os dias nos inúmeros meios de comunicação. Meu
pai já dizia, com sua simplicidade e sabedoria: “O excelente administrador é
como cavalo bom, um aqui outro na Mata Grande”, isto é, longe um do outro. Tenho feito a mesma observação
de meu pai e admitindo sua observação em toda a minha
trajetória. Pode até ser que na geração
dos meus bisnetos o Brasil consiga sair dessa observação verdadeira que dói na
alma do povo.
CAVALO BOM (PINTEREST).
O MEL DE 600 Clerisvaldo B. Chagas, 30 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3389 Vocês que sempre estão...
O MEL
DE 600
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de março de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3389
Os
méis que surgiam em Santana do Ipanema, eram coisas raras. Eram originários do
Alto Sertão; de algumas casas de sítios
rurais que possuíam a tradição do criatório de abelha em tronco
pendurado no alpendre; e daqueles enxus selvagens encontrados na caatinga. Os
da terra mesmo eram em pequena quantidade. Às vezes se encomendavam mel do
Agreste, principalmente o da abelha Uruçu que era em torno de oito vezes o preço de outros méis.
Geralmente essa encomenda era para cura de algum tipo de doença ou pelo próprio
sabor diferenciado. Mas, segundo os criadores de abelha sertanejos, o melhor
mel do Brasil é considerado o mel doBioma Caatinga. Uma coisa muito prazerosa,
é coletar o mel selvagem na caatinga no oco das árvores, como a catingueira.
Visitando
a fazenda de familiares de um colega do Ginásio Santana, fomos ao com um
vaqueiro levando um machado e uma vasilha para coleta. Aventura espetacular! As
abelhas estavam em para oco do galho da
catingueira e só o galho foi trabalhado. Mel terrivelmente doce da abelha
Mandaçaia e, que não tem ferrão. Caso fôssemos falar do meio mundo de anedotas
verdadeiras com os vendedores de mel falsificados, teríamos muitos “kkkks” na leitura humorística. Mas, basta o preço dos
méis para botarmos o humor para correr.
O Brasil possui em torno de 3.000 espécies de abelhas nativas e entre
250 a 350 são abelhas-sem-ferrão. Gostou?
O DESAFIO DA PRAÇA Clerisvaldo B. Chagas, 27 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3388 A foto deste t...
O
DESAFIO DA PRAÇA
Clerisvaldo
B. Chagas, 27 de março de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3388
A
foto deste trabalho representa uma praça chique na parte alta do Bairro São
José, no limiar com a parte baixa. Pelo declive acentuado do terreno, a praça
foi construída em três patamares, com escadaria ao fundo, ligando a parte alta à
parte baixa do bairro e da praça, para quem não quer utilizar a estrada normal.
Já faz um bom tempo que foi inaugurada e se encontra, praticamente intacta, sem
nenhum ataque tipo vandalismo, isto porque possui vigia, dia e noite que faz a
diferença no patrimônio público. Sua localização funciona como um mirante
voltado para as barreiras inclinadas da margem direita do rio Ipanema, no topo
da quais se encontra o Hospital Clodolfo Rodrigues de Melo (oculto na foto). Ao
fundo, vê-se o verde da barreira como se fosse uma só peça com a ligação da
serra Aguda, onde estar sendo construído o monumento à Senhora Santana.
Já
o Posto de Saúde do Bairro São José, é localizado na parte baixa do terreno
vizinho, colado com o patamar inferior da praça. Quero dizer, duas grandes
obras vizinhas. Coisa feia que ainda tem por ali, são as ruínas de uma
construção contígua ao posto e a praça que nem é demolida e nem nada se
constrói, servindo apenas para abrigar malfazejos. Até já cresceu uma floresta
dentro das ruínas. Recentemente todas as ruas da quadra e do Bairro receberam
os benefício do asfalto, cuja presença valorizou o trecho. A quadra de areia da
praça é bastante utilizada, principalmente durante á noite. Algazarra enorme
dos peladeiros juvenis.
Voltando
à vigilância, o último vigia que vimos em praça, foi nos anos 60, com um senhor
no logradouro Manoel Rodrigues da Rocha, defronte à Matriz de Senhora Santana.
O segundo o seu substituto, soldado reformado Gonçalo, bonachão e amigo. O
terceiro foi este agora em 2026 que atua na Praça chique do Bairro São José.
FOTO
B. CHAGAS.

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.