HISTÓRICO EM SÉRIE DE 04 CRÔNICAS SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (I) Clerisvaldo B. Chagas, 18 de agosto de 2014 Crônica Nº 1.241 ...

SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (I)



HISTÓRICO EM SÉRIE DE 04 CRÔNICAS
SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (I)
Clerisvaldo B. Chagas, 18 de agosto de 2014
Crônica Nº 1.241



Santana do Ipanema – Esta série de 4 crônicas, refere-se à igrejinha de São Pedro, no Bairro do mesmo nome em Santana do Ipanema. Elas me foram espiritualmente solicitadas por quem tem o direito e o prestígio divino de fazê-lo. Para o bom entendedor, ”meia palavra basta” como diz o povo.

 O Nordeste brasileiro é rico em religiosidade. Os mais diferentes santos são evocados pela sua população distribuída em nove estados desde o Maranhão ao pequeno solo sergipano. Destacam-se os santos José, Antônio, João e Pedro, com inúmeras histórias, lendas, festas e tradição que furam os tempos. No momento, porém, vamos restringir esse campo vastíssimo, sair do nordeste e voltar aos dias do Cristo, revisando São Pedro.
  Pedro aparece nos Evangelhos com o nome de Pedro, Simão Pedro, Simão Barjona (filho de João ou Jonas). Dizem que seu nome, Simão, deveria ter sido Simeão, mas teria sido interrompido para Simão, por influência do grego, Símon. Quanto ao nome Pedro, é apelido dado pelo Cristo: Cephas que significa rocha e, que vem do grego: Pêtros.
Pedro nasceu na Galileia, era pescador e exercia o ofício com André (seu irmão) e mais João e Tiago, filhos de Zebedeu, segundo a Bíblia. Ao se falar em sua sogra, deduz-se que Pedro era casado. Ao se dirigir ao rio Jordão com seus colegas, por causa da fama de João Batista, André o apresentou a Jesus. O Mestre simpatizou com ele e disse que no futuro Simão iria ser pescador de homens.
Pedro é citado 182 vezes no Novo Testamento. Divididas por quatro, as citações ficariam assim: 23 vezes no Evangelho de Marcos, 24 no de Mateus, 27 no de Lucas e 39 no de João, mais uma.
Ninguém pode contestar a sua liderança no início da vida cristã, mesmo com algumas discordâncias com Paulo.
Não se encontra muita coisa sobre Pedro, fora dos Evangelhos. Paulo preocupava-se em propagar e Pedro em organizar.
Pedro foi preso duas vezes e ainda existem dúvidas sobre a sua morte, entre a crucificação e o falecimento por velhice.
Os festejos a São Pedro acontecem no dia 29 de junho, é comemorado como dia santo, com fogueiras, comidas e bebidas típicas e bastante folclore. Dizem que ele tem as chaves do céu. Pedro entra no anedotário popular com muita ênfase, piadas e brincadeiras de risos soltos, porém, sem ofensas ao santo considerado bonachão, inteligente e ingênuo pelos seus devotos. Pedro é santo de enorme prestígio diante do Senhor.
·         * Continua amanhã.



 















A PARTIR DE AMANHÃ (SEGUNDA 18), SÉRIE DE QUATRO CRÔNICAS HISTÓRICAS PARA SANTANA DO IPANEMA: SÃO PEDRO E SUA IGREJINHA.

SÉRIE HISTÓRICA

A PARTIR DE AMANHÃ (SEGUNDA 18), SÉRIE DE QUATRO CRÔNICAS HISTÓRICAS PARA SANTANA DO IPANEMA: SÃO PEDRO E SUA IGREJINHA.

ABÍLIO PEREIRA DE MELO Santana do Ipanema, 14 de agosto de 2014 Crônica 1.240 Revendo o mapa do comércio da minha terra, década...

ABÍLIO PEREIRA DE MELO



ABÍLIO PEREIRA DE MELO
Santana do Ipanema, 14 de agosto de 2014
Crônica 1.240
Revendo o mapa do comércio da minha terra, década de 60,
 (livro: O boi, a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema) vou me deter em armarinho, na “Casa Atrativa”. A Casa Atrativa estava localizada no antigo “sobrado do meio da rua”, demolido pelo prefeito Ulisses Silva, em sua 2º gestão (1961-1965). Ela ficava na esquina do prédio, mais próxima da subida pela Rua Coronel Lucena. Na parte de trás do prédio, no alto do sobrado, havia um alto-falante das notícias da rádio da prefeitura para o seu programa: “A voz do Município”.
Era ali, tendo como vizinhas outras casas comerciais como Arquimedes autopeças (no meio) e a Casa Triunfante de José e depois Manoel Constantino, na outra esquina. Entre essas duas últimas estavam sempre no seu ponto, o João Engraxate com sua cadeira-trono, muito procurado na época.
Abílio Pereira de Melo, que também fora vereador em Santana e presidente da Câmara em 1951, negociava com produtos de armarinho, possuindo mostruário no próprio balcão, em caixotes horizontais de madeira e cobertura de vidro.
Assumira a prefeitura com o afastamento do coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão, prefeito, para se candidatar a deputado. O comerciante, também chamado de Seu Abílio passara apenas poucos meses no comando do município. Abílio Pereira também era fazendeiro nas imediações da Imburana do Bicho puxando para a Timbaúba, faldas da serra da Camonga.
Com a demolição do prédio do meio da rua e do sobrado do meio da rua ─ construídos nos tempos de vila para fins comerciais ─ Seu Abílio passou a negociar abaixo do atual prédio do Banco do Nordeste, ocasião em que ergueu o primeiro prédio de dois andares do comércio de Santana do Ipanema, três andares contando com o térreo. Ali no largo Senador Enéas de Araújo, Abílio Pereira de Melo passou a negociar com ferragens, auxiliado por seu filho Neilton Pereira. Neilton e sua irmã haviam sido ótimos colegas de turma, em nossos estudos no antigo Ginásio Santana, escola Cenecista.
Morando na primeira esquina da Rua Martins Vieira, por muitos anos, Abílio Pereira foi um dos destaques do município, entretanto, não anda bem visível uma homenagem pública aos saudosos Manoel Celestino das Chagas, Tibúrcio Soares ─ figuras importantíssimas na terra ─ e ABÍLIO PEREIRA DE MELO.