HISTÓRICO EM SÉRIE DE 04 CRÔNICAS SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (IV) Clerisvaldo B. Chagas, 21 de agosto de 2014 Crônica Nº 1.244 ...

SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (IV)




HISTÓRICO EM SÉRIE DE 04 CRÔNICAS
SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (IV)
Clerisvaldo B. Chagas, 21 de agosto de 2014
Crônica Nº 1.244

ALTAR-MOR (Foto: Clerisvaldo).
SÃO PEDRO (Foto: Clerisvaldo).
O altar-mor da igrejinha de São Pedro abriga três imagens principais. Ao centro, apresenta-se Jesus, crucificado. Ao lado direito do Cristo, vamos encontrar a antiga e original imagem do titular e padroeiro do bairro. No lado esquerdo, a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres, comprada pelo próprio pároco, Adauto.
Mais adiante, dois outros altares, cada um de um lado, parecem pedir a senha de entrada ao visitante. À direita, Santo Antônio que manteve a tradição do seu abrigo naquele templo. À esquerda a imagem de São João que quase faz o historiador pular de alegria ao encontrá-la. É que essa imagem é do santo original da igrejinha de São João, do Bebedouro/Maniçoba. A igrejinha de São João foi construída por José Grande e seus familiares em 1917, como promessa para debelar a gripe da I Guerra Mundial que matou muita gente no mundo (livro: “O boi, a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema”, da nossa autoria). Depois de profanada, a igreja ficou ao abandono e ruiu. A imagem de São João foi recolhida e restaurada em Bom Conselho, encaminhada pelo pároco local e, hoje faz parte do acervo da igrejinha de São Pedro.
Na sacristia está a exposição de fotos com a imagem do Papa Francisco, do bispo diocesano D. Lucênio Fontes de Matos, do pároco Adauto Alves Vieira e do vigário José Paulo Rosendo da Costa.
CADEIRAS EM MÁRMORE
(Foto: Clerisvaldo).
As cadeiras dos celebrantes são de mármore negro, como de mármores são os altares e uma bela placa de agradecimento na parede, próxima às portas de entrada.
As bancas para os fiéis são de madeira, bonitas, bem feitas e conservadas como novas.
Os vitrais são coloridos e belos, as paredes revestidas com peças decoradas, piso de cerâmica, teto em PVC com motivos católicos bem como símbolos em mármores e metal dourado, formando um harmonioso conjunto de gosto apurado de quem assim o fez. Aliás, o bom gosto e a harmonia interna e externa da igrejinha de São Pedro parecem ostentar uma nave classificada como padrão de alto luxo.
SANTO ANTONIO E SÃO JOÃO COMO SENTINELAS AVANÇADAS
(Foto: Clerisvaldo).
Finalmente o santo que conquistou o Nordeste e o Brasil foi honrado com a obra merecedora que o povo santanense lhe devia desde 1915.
·         Visita e última pesquisa à igrejinha de São Pedro em 11.08.2014.
·         “Faça o que pode, com o que tem, onde estiver” (Roosevelt).



HISTÓRICO EM SÉRIE DE 04 CRÔNICAS SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (III) Clerisvaldo B. Chagas, 20 de agosto de 2014 Crônica Nº 1.243 ...

SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (III)



HISTÓRICO EM SÉRIE DE 04 CRÔNICAS
SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (III)
Clerisvaldo B. Chagas, 20 de agosto de 2014
Crônica Nº 1.243

BANCAS CONSERVADAS, PAREDES COM REVESTIMENTO MODERNO. 
(foto: Clerisvaldo).
Após 76 anos vivendo com notória humildade, a igrejinha de São Pedro ─ como assim é conhecida pelos santanenses ─ conseguiu ser reformada para imensa alegria do povo católico do município.
 Seu zelador da atualidade é o casal Vicente Silva Soares e Júlia Vieira Silva Soares, sua esposa. Vicente é mais conhecido como “Bouzo”. É atento, educado e sabe tudo relativo à reforma do prédio sob sua responsabilidade. O pároco da Paróquia de Senhora Santa Ana, Adalto Alves Vieira, natural do município de São José da Tapera, comandou as ações da reforma, juntamente com o vigário paroquial, José Paulo Rosendo da Costa, filho do povoado oliventino de Fazenda Nova.

GALERIA COMPÕE A HISTÓRIA. (Foto: Clerisvaldo).
A reforma da igrejinha de São Pedro aconteceu entre os meses de fevereiro a junho de 2013, tendo o dia da reinauguração acontecido em 27 de junho de 2013. O desenho da nova igreja deveu-se ao jovem Naldo Magalhães ─ que fez às vezes de arquiteto ─ ficando a realização das ações com Seu Audálio, assim conhecido o mestre de obras, na comunidade.
Graças ao comando e determinação do pároco Adalto, tudo foi realizado com a arrecadação do dízimo, promoções do ECC (grupo de casais) e doações dos paroquianos.
BOUZO, ZELA O TEMPLO E CONSERVA A TRADIÇÃO.
 (Foto; Clerisvaldo).
Quem conheceu a antiga igrejinha de bairro, leva um reforçado choque com a diferença apresentada em alto luxo e bom gosto.
Iniciando pelos terrenos, havia dois becos laterais: o da direita não pertencia à Paróquia, o da esquerda sim. O da direita era da proprietária de nome Isaltina e, fora doado por ela à igreja através de um pedido realizado pelo comerciante das imediações, Carlos Gabriel da Silva, o Seu Carrito.
Pois bem, esse corredor lateral direito, foi transformado em jardim e mais acima em sacristia (vizinha ao altar-mor) e banheiro contíguo para o padre.
O corredor da esquerda foi aproveitado para construção de banheiro para os fiéis.
O pequeno, mas valente sino da igrejinha de São Pedro, por ser muito baixo e até perturbador para os frequentadores, ganhou uma bela torre, juntamente com toda a aparência moderna da parede exterior de entrada.
A igrejinha de São Pedro, defronte a Praça São Pedro e também no Bairro do mesmo nome do santo “porteiro do céu”, apóstolo de Jesus e primeiro chefe da Igreja Católica Primitiva, tornou-se o grande atrativo cristão e turístico, tanto pela fé no seu patrono, quanto pela beleza ostentada externa e internamente.
A PLACA DE MÁRMORE AGRADECE.
(Foto: Clerisvaldo).
O seu vizinho “Bacurau” que também passou por fase de descaso, abandono e preconceito, agora virou biblioteca.
Parece até que o sino convida com mais robustez, os devotos de São Pedro para às missas semanais das quintas-feiras à noite.
·         * Continua amanhã.


HISTÓRICO EM SÉRIE DE 04 CRÔNICAS SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (II) Clerisvaldo B. Chagas, 19 de agosto de 2014 Crônica Nº 1.242 ...

SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (II)



HISTÓRICO EM SÉRIE DE 04 CRÔNICAS
SÃO PEDRO E A SUA IGREJINHA (II)
Clerisvaldo B. Chagas, 19 de agosto de 2014
Crônica Nº 1.242
ASPECTO PARCIAL DA NAVE. (Foto: Clerisvaldo).
          Apelando para o nosso livro O boi, a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema, vimos que no Bairro São Pedro, existe uma praça que leva o mesmo nome do bairro. Defronte a ela está localizada também a igrejinha de São Pedro, o apóstolo de Jesus. Sua construção teve início em 1915, sendo paralisada após, ficando esquecida a obra durante dezessete anos. Somente em 1937, na gestão municipal do senhor Ormindo Barros (2º vez), a igrejinha teve reiniciados os seus trabalhos, através do patrocínio do comerciante
Tertuliano Nepomuceno.
SÍMBOLO E FRASES EM MÁRMORE E METAL. (Foto: Clerisvaldo).
Serviu o pequeno templo de São Pedro no pequeno espaço físico entre dois estreitos corredores na parte da calçada alta do bairro. Tendo ao seu lado direito residências e no esquerdo uma também pequena escola denominada popularmente Bacurau, a igrejinha resistiu ao tempo. Periodicamente os padres ali celebravam missa, principalmente no dia 29 de junho. Na ocasião era distribuído o famoso pão de Santo Antônio, cuja imagem marca presença na igrejinha.
O pequeno templo pertence à Paróquia de Senhora Santa Ana e teve por muito tempo como zelador, o sargento reformado, Narciso Gaia, conhecido por Seu Gaia. Homem alto, fala pausada e morando próximo da igrejinha, Seu Gaia sustentara fogo contra o futuro Lampião no combate de Poço da Areia, como soldado, em 1921.
SÃO JOÃO. (Foto: Clerisvaldo).


A vizinha escola Batista Acciolly, formou dupla importante com a igreja de São Pedro, sendo quase do mesmo ano. Como foi fundada com o intuito de servir aos alunos que trabalhavam pelo dia, funcionando à noite, pegou-lhe em cheio o apelido da ave noturna, bacurau. Para informações, um prédio era sempre apontado como vizinho do outro.
E assim a igrejinha de São Pedro, discretamente, ia vendo passar a vida naquele bairro tranquilo, sem vocação para o comércio, contramão dos maiores movimentos de pessoas, lugar para quem quer viver em paz.
Estive no Bairro à fotografá-la para o nosso livro “227” (pronto para lançamento) a história de Santana através dos seus prédios, com apresentação dos escritores Fábio Campos e Marcello Fausto, quando me deparei com a reforma a que a igrejinha estava sendo submetida. Belíssima foto da parede da frente em ruínas e logo outra da igreja reformada são brindes, colírios quando for publicado o livro “227”.
·         *  Continua amanhã.