NADA DE MEIA SOLA Clerisvaldo B. Chagas, 3 de junho de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.316 PONTES INVADIDAS PE...

NADA DE MEIA SOLA


NADA DE MEIA SOLA
Clerisvaldo B. Chagas, 3 de junho de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.316
PONTES INVADIDAS PELAS ÁGUAS EM
MARÇO. FOTO: (ÃNGELO RODRIGUES)

É fato que o Rio Ipanema e o riacho Camoxinga encontraram  verdadeiras ruas nos leitos, em trechos urbanos. Até oficinas e garagens estavam implantadas nos caminhos das correntes, mas não somente isto, tinha um verdadeiro cemitério de carcaças, principalmente no riacho Camoxinga, depois da ponte do Estadual. Geladeira, televisão e até poltronas, colchões e camas descartadas no leito do afluente faziam parte do esgoto em que o riacho foi transformado. Uma ou outra pessoa vez em quando advertia nas rádios da cidade. É muito difícil educar o povo e, sem campanha nem inspeção e multas, cada um faz o que quer, destruindo o nosso meio ambiente já bastante massacrado. Mas isso faz lembrar onde seria o lugar correto para o descarte de carcaças de eletrônicos, móveis e pilhas, tanto normais quanto pilhas tipo palito
Não podemos continuar contaminando o nosso solo e subsolo. Pilhas e baterias, conforme os tipos, podem conter mercúrio, chumbo, cádmio, litio, enxofre e níquel. Para descartar não devem ser jogadas em lixo comum. Em casa, procurar colocá-las em saco plástico resistente para não haver vazamento e levar para os pontos indicados pela Prefeitura local. Dali elas serão recolhidas e enviadas para a reciclagem. Mas onde são esses locais em Santana do Ipanema? E os móveis e carcaças de eletroeletrônicos como descartar? Mesmo que existam devem ser amplamente divulgados. Recebemos informações de que, defronte a escola Padre Francisco Correia e a escola Ormindo Barros, existem coletores para pilhas e baterias, mas está faltando ampla divulgação.  As escolas também deveriam esclarecer isto a seus alunos, uma vez que hoje todos possuem celulares. Ampliar os postos de coletas em todos os bairros e muita divulgação é necessário. Afinal o problema é muito sério.
Quanto ao descarte de eletroeletrônicos ainda não temos conhecimento de como proceder para o descarte São tão perigosos quanto  pilhas e baterias, e o povo desinformado. Para se livrar dos móveis e semelhantes, também não temos orientação coletiva nenhuma. Lá vão eles para o riacho Camoxinga e rio Ipanema. Com todo respeito à Secretaria de Meio Ambiente de Santana do Ipanema, o tema precisa de muita atenção e carinho. Não deixemos para seguir na rabeira da fila dos municípios alagoanos. Vamos ser exemplo. Estão aí a AGRIPA e as unidades escolares para um trabalho conjunto e eficiente.
Mãos à obra

                                                                                            

JUMENTO SERTÃO Clerisvaldo B. Chagas, 1 de junho de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 2.315   JUMENTO NO IPANEMA....

JUMENTO SERTÃO


JUMENTO SERTÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 1 de junho de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 2.315
 
JUMENTO NO IPANEMA. (FOTO: B. CHAGAS).
Desde o descobrimento do Brasil, os portugueses trouxeram asnos que tiveram que se adaptar e sobreviver, desenvolvendo-se por séculos, resultando nos animais atuais. Surgiu à partir da necessidade de um animal de trabalho, forte, resistente e adaptado ao clima local. Embora de origem antiga e indefinida, existem especulações sobre sua origem. Especula-se que seja descendente de cruzamentos entre os jumentos de raças europeias (principalmente ibéricas) e africanas, como a egípcia. É utilizado para montaria, tração e animal de arado, embora seja consumido como alimento, ocasionalmente, no nordeste. Eram muito abundantes, mas com a mecanização do campo, o uso de caminhões para transporte de cargas e a utilização de motocicletas como meio de transporte seu uso ficou cada vez mais restrito, com muitos animais sendo soltos e vivendo por conta própria, muitas vezes causando acidentes de trânsito nas estradas nordestinas e outros problemas. (Wikipédia).
Na foto, vemos um jumento amarrado num campinho de futebol improvisado no leito seco do rio Ipanema. Ao redor, mato verde medicinal, inclusive, a carrapateira que dá o fruto explosivo carrapato (mamona), que produz o azeite, vermífugo e combustível. O azeite de mamona foi muito utilizado para iluminar as ruas. Hoje e sempre foi utilizado pelo carro de boi para que seu eixo fique cantador. Ao fundo da foto vê-se o serrote do Gonçalinho onde se encontra instalado um complexo de antenas. Mirante e ponto turístico fácil de ser alcançado por automóvel, o trajeto é calçado da base ao topo do serrote que deslumbra em visão parcial da parte Leste de Santana. O serrote também é chamado Micro ondas por motivo das antenas.
Em alguns lugares do sertão nordestino, já existe criador de jumentas para a produção de leite. Dizem que é um combatente da alergia e o mais parecido com o leite humano. Caríssimo o leite e, uma fortuna um queijo de leite de jumenta. O animal poderia ter tido um futuro mais generoso do que ser abandonado nas rodovias do país, alvo dos espertalhões que procuram vendê-los para o abate.
Jumento também é chamado de jegue e possui vários apelidos, muitos improvisados.
Foto detalhes da vida cotidiana e invisível do Sertão.





PASSARELA SOBRE O RIO IPANEMA Clerisvaldo B. Chagas, 31 de maio de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.314  CAMPUS...

PASSARELA SOBRE O RIO IPANEMA


PASSARELA SOBRE O RIO IPANEMA
Clerisvaldo B. Chagas, 31 de maio de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.314 
CAMPUS UFAL ( FOTO: B. CHAGAS).

Os habitantes dos bairros São José, Barragem e Clima Bom, necessitam de uma ponte sobre o rio Ipanema para se ligarem com a parte alta do Bairro Paulo Ferreira, onde estão localizados o Hospital e o Campus UFAL. Entretanto, por isso ou por aquilo, a conta pode ser reduzida com uma simples passarela repartida para pedestres e motoqueiros. Alguém dessa região que precise dos serviços hospitalares, hoje, tem que fazer um arrodeio, cujo percurso está em torno de 6 km. Caso existisse a passarela teria que percorrer somente cerca de 400 metros. A passagem de concreto seria a partir da Avenida Castelo Branco, quase ao lado da Escola Estadual Professora Helena Braga das Chagas até a encosta do outro lado do rio.  Ali o Ipanema deve apresentar aproximadamente, 100 metros de largura.
Caso o cidadão venha dos Bairros Clima Bom e Barragem, o arrodeio até o hospital daria até mais de uma légua de beiço como se diz no sertão (mais de 6 km). A visão de mobilidade urbana é importante como medida de conforto, economia e salvação de vidas.   Esse problema da ponte ou passarela, deveria ser abordado e defendido pelos vereadores representantes do povo) notadamente, aqueles que residem no Bairro São José e já conhecem o problema de perto. Além de facilitar a vida dos moradores desses bairros, principalmente os mais pobres, a ponte ou passarela poderiam motivar novos empreendimentos, tanto na parte alta do Bairro Paulo Ferreira, quanto na região do Bairro São José, principalmente.
Para se chegar ao hospital, saindo do Bairro São José, caminhando pelo rio Ipanema, é enfrentar o areal, se o rio estiver seco, subir uma encosta difícil, por uma vereda encostada a uma cerca de arame farpado e inúmeras pedras que podem abrigar serpentes venenosas e um matagal Dificilmente um idoso chegaria ao hospital seguindo essa trilha. A priori, algumas ruas do Bairro Paulo Ferreira, já desceram grande parte da encosta com calçamento e belas residências, porém, no lugar questionado acima, não. Somente mato e pedras. No arrodeio do Bairro São José ao hospital, percorre-se três pontes já existentes na região do Comércio e mais um aclive quase sem fim de uma rua cumprida igual a uma semana de fome. Esperamos que os representantes do povo batalhem juntos ao gestor do município por uma vitória popular de milhares de futuros usuários do vai e
Vem.  Cidade acidentada, possui muitos problemas, mas também pululam às soluções.