SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
VAMO MEDIR? Clerisvaldo B. Chagas, 18/19 de novembro de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.615 Vamos abrir espa...
VAMO
MEDIR?
Clerisvaldo
B. Chagas, 18/19 de novembro de 2021
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.615
Vamos
abrir espaço para o texto extraído dos autores Elian Alabi Lucci e Anselmo
Lázaro Branco, identificação abaixo. Curta e opine.
“Se você
fizer uma breve pesquisa sobre a altura do Monte Everest, a resposta será
invariavelmente a mesma: 8.848. No entanto, esse número não é consenso entre
governos e especialistas que apresentam valores diferentes de medição.
Enquanto
os nepaleses sustentam que a montanha tenha 8.848 metros acima do nível do mar,
o governo chinês bate o pé e afirma que o Everest é quatro metros mais baixo:
8.844 metros.
A
diferença entre as medidas divulgadas pelos dois países ocorre principalmente
porque o Nepal inclui a camada de gelo sobre a montanha, enquanto o valor
registrado pelos chineses é limitado somente ao trecho rochoso. Oficialmente, a
medida de 8.848 metros para altura do Everest foi restabelecida no ano de 1954,
após uma série de medições realizadas por geólogos do Nepal e da Índia.
Apesar
da boa vontade entre os dois países de tentar chegar a um valor oficial que
agrade a todos, especialista de diversas instituições apontam um fato que pode
colocar ainda mais lenha na fogueira dessa polêmica. Segundo os pesquisadores,
o Everest estaria ficando mais alto, devido a constante subducção das placas tectônicas abaixo
do Himalaia, que literalmente empurra para cima toda a cordilheira.
Em
medições realizadas em 1999 através de equipamentos de GPS, uma equipe de
geólogos estadunidense constatou que a montanha mede de fato 8.850 metros (...)
O
monte Everest se estende do Nepal à China e teve sua atura medida pela primeira
vez no ano de 1856. Desde então esse valor vem sendo questionado seguidamente
(...)”
Polêmica: altura do Monte Everest deverá
ser novamente avaliada. Editoria invenções e descobertas. 22 jul.2011.
Disponível em <w.w.w.
apolo11.com>Acesso em 6 de nov. 2014.
LUCCI, Elian Alabi & BRANCO, Anselmo
Lázaro. Geografia, homem & espaço. Saraiva, São Paulo, 2015, pag.88.
Subducção:
nome dado quando uma placa tectônica se infiltra por debaixo de outra.
SERRA
DA CAMONGA, NOSSO EVEREST (FOTO: GUILHERME CHAGAS).
BARRAGEM EM CENA Clerisvaldo B. Chagas, 16 de novembro de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.614 Prosseguem os tr...
BARRAGEM
EM CENA
Clerisvaldo
B. Chagas, 16 de novembro de 2021
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.614
Prosseguem
os trabalhos da barragem do João Gomes no sítio João Gomes, em Santana do
Ipanema. O João Gomes é um valente riacho afluente do rio Ipanema e que escorre
pelas planuras de parte do município, cruza a Al – 220 a 6 km do Centro da
cidade onde forma um cânion na Reserva governamental da Sementeira. Representa
uma veia d’água na caatinga em tempos chuvosos e oferece poços e cacimbas em
épocas de estiagem. Seu nome, tudo indica, tratar-se de beldroega também
chamada João Gomes, uma planta comestível muito consumida pela pobreza durante
dias de Semana Santa. Representa um refrigério para o homem e para o rebanho
dos que habitam suas margens. Um reforço importante para o seu grande
coletor.
Foi
anunciada o término do sangradouro da barragem, alto, grande e possante e que
iria começar as obras do paredão. Fala-se em um espelho d’água de 6.km de
comprimento, assim sendo, outros sítios poderão gozar doa benefícios da
barragem pronta. Cria-se um microclima no entorno, outros animais selvagens serão
atraídos e uma nova página ecológica se forma trazendo novos hábitos no
criatório e nos humanos. Poderá haver até viabilidade para o turismo rural, à
semelhança do Açude do Pai Mané, em Dois Riachos. Muitos pássaros e aves que
foram embora da região, poderão retornar como o martim pescador, o mergulhão e
outros que procuram o peixe de barragem como alimento. E se na verdade tivermos
uma extensão de 6 seis quilômetros, é coisa para se admirar, morar perto e
criar boi.
Açudes
ou barragens são construídos no Nordeste desde os tempos de D. Pedro II e mesmo
atualmente o número ainda é insuficiente mesmo com outras alternativas. Por
isso mesmo dizia meu professor maior de Geografia Alberto Nepomuceno Agra: “O
rio Amazonas é muito importante para o Brasil e o mundo, porém, para a nossa
realidade, muito mais importantes são os riachinhos que cortam os nossos
sítios, as nossas fazendas”. Não vejo a hora de visitar a barragem cheia e
sangrando do riacho João Gomes.
Quando
o homem ajuda a Natureza, a Natureza recompensa ao home
RIO
IPANEMA RECEBE O RIACHO JOÃO GOMES (FOTO: ARQUIVO B. CHAGAS).
PORTA DA CHUVA – MACEIÓ Clerisvaldo B. Chagas, 15 de novembro de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.613 Sabia de ...
PORTA
DA CHUVA – MACEIÓ
Clerisvaldo
B. Chagas, 15 de novembro de 2021
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.613
Sabia
de todas as músicas de forró daquela atualidade. Tinha as preferências de
locutores e rádios da capital. Mas por que os apresentadores falavam tanto em “porta
da chuva”? Todos os programas de forró tinham abraços e recados para a “porta
da chuva”. Mas esse nome me intrigava, uma coisa estranha e inusitada uma porta
desenhada no meio de chuva. E assim as músicas iam desfilando no prato e aquele
estudante do interior procurava preencher o tempo com Jacinto Silva, Jackson do
Pandeiro, Luiz Gonzaga e outras feras da música popular nordestina, visando
angariar ânimo para prosseguir no Curso Médio. É que têm coisas que são tão
simples, mas formam tesouros em nossas cabeças.
Somente
já adulto, maduro e pesquisador, descobri a tão falada “porta da chuva”.
Descendo por acaso, a ladeira dos Martírios fui parar diante do antigo Palácio
já transformado em museu. Ali na praça, motivo de tantos embates em busca de
melhores salário e combate à avareza de gestores estaduais, resolvia apenas
fotografar o casarão das amarguras, mais como presente do que passado. E atravessei a praça, desta feita silenciosa.
Do ponto de ônibus apurei a vista e a memória e consegui descobri do lado
oposto da rua, na esquina da ladeira com a Rua do Comércio, um ponto comercial
estreito e quase despercebido, com inscrição na fachada: “Porta da Chuva”.
Atravessei pelo trânsito intenso, espiei de perto o que para mim fora mistério
e tesouro de memória, quis entrar, mas, por que o proprietário iria ouvir
conversas de mais de 30 anos depois?
Guardei
minhas lembranças só para mim e dei um passo adiante em direção ao Centro.
Levava uma alegria por ter descoberto o enigma “porta da chuva”, um estreito
lugar em que os passantes enxergavam para um abrigo das chuvaradas surpresas de
Maceió. Mais também conduzia uma
amargura em não compartilhar as lembranças da capital na cabeça do rapaz de
Santana do Ipanema. E logo atrás ficava o símbolo de batalhas e batalhas
sindicais (Praça dos Martírios) buscando vitórias para transformar professores
escravos em cidadãos.
Lágrimas
não respeitam idade.
Lembranças
continuam imortais
E
sabedoria ainda é pedaço de Deus.
ANTIGO
PALÁCIO DOS MARTÍRIOS, HOJE MUSEU. (FOTO: B. CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.