SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
NOVAMENTE A PRAÇA DO TOCO Clerisvaldo B. Chagas, 24 de novembro de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.618 Quando ...
NOVAMENTE
A PRAÇA DO TOCO
Clerisvaldo
B. Chagas, 24 de novembro de 2021
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.618
Quando
o senhor Sebastião Jiló morava ao lado da pracinha, o povo a chamava de “Praça
de Sebastião Jiló”. Tempos depois, o senhor Henaldo Bulhões passou a morar na
casa que antes pertencera a Jiló. Os populares, então renovarem o apelido do
espaço: “Praça do Dr. Henaldo”. Ninguém nunca a chamava pelo seu verdadeiro
nome de batismo: “Praça Emílio de Maia”, deputado palmeirense que muito ajudou à
cidade na era de 40. Sem placa, sem incentivo escolar, já nos anos 60, 70,
ninguém não sabia mais o verdadeiro nome da pracinha. Como o Dr. Henaldo
Bulhões ainda mantém à residência vizinha, seu nome continuava referência do
logradouro até o final do século XX. Até então era a única praça original de
Santana do Ipanema. Sebastião Jiló viera da cidade de Ouro Branco e foi quem
deu esse nome aquela urbe emancipada de Santana. Dr. Henaldo Bulhões fora
prefeito de Santana do Ipanema.
A
“Pracinha do Dr. Henaldo foi completamente descaracterizada em certa gestão
passada. O nome original foi banido da História de Santana e, talvez para
agradar alguém, deram novo título ao espaço reformado. Não queremos dizer que o
lugar ficou mais feio. Ganhou ares modernos, simpáticos e recebeu denominação
de Alberto Nepomuceno Agra. O próprio professor Alberto era contra, assim como
nós, de se retirar nome de obra pública para colocar novos nomes, pois isso
destrói parte da história. O povo passou a chamar o espaço de Praça do Toco
porque havia sido decorada com vários deles. Resultado, nem Alberto, nem
Emílio, só Praça do Toco. Santana não merecia.
Agora
sai a notícia de apreensão de drogas na “Praça do Toco”, isto é, nem os órgãos
informativos respeitam o nome oficial da praça. Talvez seja o caso do Ponte do
Urubu que vai demorar bastante para que a população aprenda corretamente a
apontar os seus logradouros públicos, principalmente os que são mais relevantes
da nossa história e raiz. Inclusive, a rádio pioneira do Sertão alagoano,
situada na Avenida Coronel Lucena, a Correio do Sertão, fica bem defronte a
famigerada “Praça doToco” ou seja, educadamente, Praça Alberto Nepomuceno Agra.
Bons
tempos quando se dizia: “Viva à Pátria e chova arroz!”
Estamos
indo... Mas não para a “Praça do Toco”.
PRAÇA
EMÍLIO DE MAIA EM 2013, AINDA ORIGINAL. (FOTO: B. CHAGAS/LIVRO 230)
SANTANA CAPITAL DO SERTÃO Clerisvaldo B. Chagas, 23 De novembro de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.617 Mais um...
SANTANA
CAPITAL DO SERTÃO
Clerisvaldo
B. Chagas, 23 De novembro de 2021
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
2.617
Mais
um grande empreendimento é implantado em Santana do Ipanema e desta vez por
filho da terra retornando ao torrão. Demonstrando sua estrela comercial,
momento em que inúmeras marcas importantes do Brasil estão escolhendo Santana
como base sertaneja para suas filiais, foi inaugurado o Castillo The Bakery, no
humilde Bairro São Vicente, no último sábado dia 20. Trata-se de uma padaria em estilo europeu que
é composta no caso, de padaria, confeitaria, conveniência, restaurante,
quitanda, pizzaria e adega. Assim, os dois bairros, São Vicente e Lagoa do
Junco, vão se agigantando e recebendo empreendimentos como o Complexo da
Justiça, hotel de luxo, condomínios de alto nível, importantíssimas prestadoras
de serviços, escolas, repartições públicas diversas, igrejas e pavimentações.
Prestigiando
a inauguração do Castillo, diversas autoridades santanenses, entre elas a
própria prefeita Christiane Bulhões, secretária de governo e ex-prefeita
Renilde Bulhões, vereadores e várias outras autoridades. O empresário Carlos
Rocha que também é chefe de cozinha, está investindo 1,5 milhão e que gerou
mais de 10 empregos. Experiente e viajado, o empresário aposta na cidade e no
Bairro São Vicente que sempre marcou o itinerário Santana – Povoado São Félix e
possui um marco de passagem do século XX para o Século XXI, o belíssimo
Santuário de N.S. de Guadalupe. Além do Abrigo de Idosos na mesma via
vicentina. Tudo isso à margem esquerda da BR-316, saída de Santana rumo à
capital.
Assim,
o Bakery, funcionando das seis à meia-noite, torna-se uma poderosa opção no
conceito padaria, panificação, diversifica e expande a gastronomia
internacional e local na terra de Santa Ana. A priori, estamos bem servidos no
ramo, notadamente pelos serviços básicos das panificações. No Centro e nos bairros é boa a concorrência
que leva sempre ao questionamento do preço e da qualidade. Boas novas no ramo
são bem vindas e fazem lembrar a Padaria Royal, do saudoso Raimundo Melo, no Centro
de Santana do Ipanema, uma das mais antigas da cidade. A Padaria Royal
costumava brindar a sua clientela todos os finais de ano com um pão tipo
Recife, em forma de jacaré.
A
Capital do Sertão, merece.
(FOTO:
ARMAZÉM DOS PÃES)
OS INVISÍVEIS Clerisvaldo B. Chagas, 22 de novembro de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.616 Antes em Santana do...
OS INVISÍVEIS
Clerisvaldo B. Chagas, 22 de novembro de 2021
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.616
Antes
em Santana do Ipanema, havia nas ruas, além de metralha, muitas latinhas de
cerveja e garrafas pet de todos os tamanhos. Graças às divulgações nos vários
meios sociais ensinando e exemplificando como latinhas e garrafas plásticas são
úteis em uma casa, no sítio, nas praças, nas fazendas, que esses tipos de
objetos deixaram de surgir como lixo nas ruas da cidade. Mas, graças também aos
que compram para a reciclagem e os chamados catadores que descobriram essa
fonte de renda com seus pontos certos de entrega. (Santana possui dois). É pena
ainda não termos em Santana do Ipanema, uma fábrica de reciclagem o que daria
mais emprego, renda e ocupação, porém não podemos regredir na limpeza do meio
ambiente, aproveitando o embalo dos catadores que estão nas ruas desde os
primeiros raios da manhã.
As
ruas ficaram completamente limpas. Antes os catadores agiam apenas nas ruas,
esporadicamente. Catavam ferro, papelão, latinhas garrafas plásticas. Achamos
que, orientados começaram também a atuarem no lixo doméstico deixado às portas
para o recolhimento. No início dessa nova atuação, chegavam primeiro do que o
gari, abriam as bolsas de lixo, retiravam o que interessavam deixando bagaceira
feia. Ultimamente estão mais profissionais. Retiram os objetos dos pacotes do
lixo e deixam tudo do mesmo jeito que encontraram, isto é, sem bagunça nenhuma.
Muitas pessoas já colocam o lixo para os garis com os objetos de catadores
separados: o ferro, o alumínio, a latinha, propriamente dita, e os papelões.
Isso, além de mais humano, torna mais prático e melhora a simbiose.
Portanto,
uma coisa que parece tão simples e longínqua, está sendo planejada em Santana
do Ipanema: a Associação do Catadores. Isso permitirá melhorar os serviços,
proteger os profissionais e evoluir, muito embora para a maioria da população
esse tipo de serviço, como disse no início, seja invisível. O meio ambiente
agradece essas ações dos catadores, mesmo que sejam atividades motivadas pela
sobrevivência e não pelo voluntariado social consciente. O importante é a
sociedade organizada dignificar o trabalho de homens e mulheres através do
oferecimento de orientações, assistência médica, melhores condições para o
trabalho e desenvolvimento na cadeia da atividade. Vale salientar que algumas
cidades sertanejas já estão bem adiantadas na solução do ciclo dos catadores...
Criaturas
de Deus que devem ser olhadas com olhos mais humanos!
CATANDO
LIXO (FOTO: G1).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.