SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
IFAZEANDO Clerisvaldo B. Chagas, 4 de julho de 2022 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.728 Obras paralisadas há ba...
IFAZEANDO
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de julho de 2022
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
2.728
Obras
paralisadas há bastante tempo, o esqueleto físico do que seria o IFAL Campus
Santana, defronte o Batalhão de Polícia na Lagoa do Junco, margem da BR-316, em
Santana do Ipanema virou construção fantasma. Após gastarem uma fortuna
interromperam a obra, com alegações sobre o terreno. O tempo passou com a obra
esquelética à vista dos passantes e o IFAL – Instituto Federal de Alagoas –
passou a funcionar em prédio de terceiros na AL-130, saída para Olho d’Água das
Flores. Somente agora o novo governador garantiu verbas para a construção do
IFAL, entretanto a divulgação não fala se será a retomada das obras ou nova
construção em outro terreno. Fala-se em 1,6 milhão para construção da nova
sede.
Segundo
noticiário, a Instituição contará com 12 salas de aula, 2 laboratórios de
informática, auditório, biblioteca, teatro de arena, refeitório, área de
vivência, quadra poliesportiva coberta, e laboratórios especiais. A nova sede
vai irá atender a 1200 alunos de Santana do Ipanema e 16 municípios vizinhos.
Com
IFAL, UFAL e UNEAL, a Capital do Sertão se consolida como um dos grandes polos
educacionais do estado. As consequências são as atrações de inúmeros
empreendimentos particulares e públicos nas imediações. Vem a pousada, o hotel,
o posto de gasolina, a farmácia, o mercadinhos, os bares, os salões e assim em
diante. E Novamente lembramos nosso amigo, bom empresário e sovina que só ele:
“uma repartição federal na cidade é um despejar permanente de caldeirão de
dinheiro. Todo mundo pega o seu quinhão”, direta ou indiretamente com a
circulação de verbas.
Portanto
Santana do Ipanema, mais uma vez está de parabéns, pois assim vai revitalizando
bairros e gerando oportunidades em todos eles como um todo, facilitando a vida
de milhares. As boas escolas ajudam a fixar o nativo no próprio município. É
somente lembrar a época em que se terminava o Curso Ginasial em Santana e, ou
aceitava-se o Curso de Contabilidade (Curso Médio, antigo 20 Grau),
parava os estudos por aí ou se partia para Maceió ou Recife. Portanto, a
chegada forte do IFAL na terrinha deve ser acolhida com dois pés como tirador
de coco e com duas mãos como tocador de pife.
Salve
o progresso!
IFAL
SEDE NÃO PRÓPRIA (DIVULGAÇÃO/RQUIVO).
CAINDO GELO Clerisvaldo B. Chagas, 4 de julho de 2022 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.727 Chegou o tão aguard...
CAINDO GELO
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de julho de 2022
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.727
Chegou o tão aguardado mês de julho, central
de planejamento do comércio e da agropecuária sertaneja. O citado mês não negou
a tradição de outrora e rompeu o dia primeiro com chuva suave o dia todo, desde
as primeiras horas da manhã e, um frio avaliado por muitos: para as pessoas em
geral: “um frio de lascar!”. Para pessoas mais velhas: “Tá caindo gelo!”; para
minha sogra: frio de torar os ossos; e para muitos: “Eita que o nosso Sertão
agora virou São Paulo”. Guardando as devidas proporções, está muito frio por
aqui. Isso faz lembrar o cerco das forças volantes ao bando de Lampião no
amanhecer do dia 28 de julho de 1938, na grota da fazenda Angico, em Sergipe:
“frio de matar sapo”, falou um volante combatente. E assim vamos revivendo os
velhos tempos do mês em curso, sobre a atmosfera.
“julho
é o sétimo mês do ano no Calendário gregoriano, tendo a duração de 31 dias.
Deve seu nome ao cônsul e ditador romano Júlio César, sendo antes chamado Quintilis,
em latim, dado que era o quinto mês do Calendário Romano que começava em
março. Também recebeu esse nome porque foi o mês em que César nasceu. Julho
começa (astrologicamente) com o Sol no signo de Câncer e termina no signo de
Leão. Na roda do ano pagã, julho termina Lughnasadh ou próximo dela no
hemisfério sul. É em média o mês mais
quente na maior parte do hemisfério norte, onde é o sadhnas e segundo mês de
verão, e o mês mais frio em grande parte do hemisfério sul, onde é o segundo
mês de inverno. A segunda metade do ano começa em julho. No hemisfério sul,
julho é o equivalente sazonal de janeiro no hemisfério norte”.
Julho
em nosso Sertão, sempre acumulou a maior pluviosidade anual. Passou, porém uma
boa temporada sem esse troféu. Todos os anos, agricultores, alguns, reclamavam
de perda de lavoura com as chuvas, frio, lagartas e até gafanhotos do final de
julho para o mês de agosto. Está com muitas décadas que não mais ouvimos esses
relatos lamentosos. Mas agora tem gente perdendo a lavoura afogada pelas
chuvas. Sobre este mês total, não sabemos ainda, todavia, o dia primeiro
(sexta-feira) foi de chuva continuada desde a madruga ao anoitecer, entrando
pela noite. Graças a Deus foi uma chuvarada boa, respeitosa e molhadeira, sem
trauma.
Tempo
de política: chuva na terra e dinheiro correndo frouxo. Amém! Amém.
CÉU
MARFIM E CHUVA RESPEITOSA CONTINUADA (Foto: B. CHAGAS).
TRAGÉDIAS ANUNCIADAS Clerisvaldo B. Chagas, 1 0 de julho de 2022 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.726 Todos...
TRAGÉDIAS ANUNCIADAS
Clerisvaldo B. Chagas, 10 de julho de 2022
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
2.726
Todos
sabem que o rio Ipanema é um rio periódico ou intermitente, isto é, escorre
somente durante o inverno ou no período de grandes trovoadas nas cabeceiras.
Porém, alguns acham que o rio Ipanema é um rio DESISTENTE. Como passa longo
tempo sem botar cheia teria desistido de ser rio. Esses aproveitam a época nas longas estiagens
e constroem suas casas no leito do caudal. Não exatamente no centro do leito,
mas nas partes laterais, porém dentro do leito. Pobre querendo moradia, faz
casa em qualquer lugar: nas barreiras, nas grotas (Maceió) no leito de rios, em
morros íngremes. Ainda tem o empresário ou aquele enriquecido que constrói
verdadeiras ruas nesses lugares para alugar à pobreza (Santana). Por muito
tempo sem encher, até oficina grande e bem montada foi construída sob a ponte
do Comércio. Garagem de caminhão também. O resultado foi o que se viu no rio
que não desiste. O riacho Camoxinga, seu afluente sofre do mesmo mal.
Nunca
se ouviu dizer na história santanense que o rio Ipanema tivesse causado
tragédias, nem nas maiores cheias registradas, as de 194l, de1960 e a de 1962. Tudo
que carregou vinha de cima, do estado vizinho porque em Santana tinha seu leito
respeitado.
Essa
meditação chega no momento em que o deputado Isnaldo Bulhões dá a ordem de
construção de um conjunto habitacional de 250 residências para aqueles que ficaram
desabrigados com a última cheia do Ipanema, tragédia anunciada. 250 casas juntas
representam um verdadeiro bairro, no modo de dizer.
Geograficamente
analisando a empreitada, o conjunto residencial, caso seja no mesmo local que
havia sido limpo e anunciado, fica no sopé do serrote do Cruzeiro, lado
direito. São várias comunidades diferentes que irão conviver no mesmo local.
Proporcionarão mão-de-obra e atrairão para aquela saída para Olho d’águas das
Flores, mais comércio, prestação de serviços e benefícios públicos, podendo
firmar o ditado: “faça do limão uma limonada”.
Tudo, porém, depende de um olhar de futuro do poder público. Vamos
torcer para que tudo dê certo.
Esperamos
que não sejam restauradas residências do leito do rio para não se repetir o
lamentoso acontecimento. Deus foi generoso e não permitiu mortes na tragédia do
Panema.
Hoje
o rio está com água, mas sem sustos.
RIO
IPANEMA (FOTO: ALAGOAS NANET)

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.