MARACANÃ Clerisvaldo B. Chagas, 11 de fevereiro de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano C rônica: 3.185   Você sabe a histór...

 

MARACANÃ

Clerisvaldo B. Chagas, 11 de fevereiro de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.185

 



Você sabe a história do Maracanã, maior entroncamento de Santana do Ipanema? O lugar também é chamado Largo do Maracanã. Conversor e dispersor de sete ruas, inclusive, a BR-316, em duas etapas. Está situado no Bairro Camoxinga, o maior da cidade, sendo o ponto de referência mais falado de Santana do Ipanema. O seu rumo Oeste leva ao Alto Sertão, o seu lado Leste conduz a Maceió. Juntamente com a Rua corredor Pedro Brandão e a Rua Santa Sofia, forma o segundo maior Comércio da cidade. Possui padarias, farmácias, restaurante, bares, lanchonetes, Salões de sinucas, barbearias, e diversos outros serviços que proporcionam ao Bairro Camoxinga, uma das melhores qualidades de vida da urbe.

Raras são as pessoas que conhecem sua origem. Vejamos, segundo o livro O BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA, nossa autoria: O dono de farmácia, Hermínio Tenório Barros, construiu um prédio no lugar exposto acima. Nutrindo admiração pela beleza do estádio carioca, mandou colocar na fachada o nome Maracanã. Isto aconteceu no dia 3 de fevereiro de 1960.Por problemas de apertos financeiros, o prédio foi a leilão, sendo arrematado pelo capitalista José Quirino, na verdade José Gonçalves dos Santos, o comerciante fundador da Rua José Quirino, depois, Prof. Enéas Araújo. José Correia Cabral comprou o prédio a José Quirino e passou para o comerciante Jugurta Nepomuceno. Este, por sua vez, entregou a construção a Francisco Correia Cabral, conhecido por “Neguinho”, filho de José Correia Cabral, coisa de protocolo, seguindo os transmites legais.

Neguinho implantou uma Churrascaria que recebeu o mesmo nome que estava na parede, ficando “Churrascaria Maracanã”. Daquele dia até o presente momento todo o entorno passou a ser chamado “Maracanã”.

À venda por muito tempo, finalmente a churrascaria e dormitório, Maracanã foi vendida há pouco tempo e transformada numa clínica médica. A churrascaria deixou de existir, porém o nome Largo do Maracanã, está profundamente enraizado e virou eterno.

Única informação escrita da história.

Viva Santana!

CLÍNICA MÉDICA NO LUGAR DA CHURRASCARIA MAACANÃ. (FOTO: B. CHAGAS).

 

 

    SANTANA E O TEMPO Clerisvaldo B. Chagas, 11 de fevereiro de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.185   O temp...

 

 

SANTANA E O TEMPO

Clerisvaldo B. Chagas, 11 de fevereiro de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.185



 

O tempo invernou por alguns dias em Santana do Ipanema. A chuva que chegou com essa “invernada”, foi molhadeira e mansa. Em alguns lugares choveu um pouco mais forte e em outros muito pouco. O último sábado, o céu já amanheceu quase limpo, mas a umidade no Médio Sertão, continua alta. A temperatura durante as noites, chegam à 24, 23. Tem dias que venta o dia todo lembrando o nosso antigo mês de novembro, porém, dias é uma calmaria só. Com as últimas chuvadas, a vegetação ficou esverdeada sim, mas ainda não atingiu o verde normal de tempo de chuvas abundantes. Mas, de qualquer maneira, o nosso Sertão cria alma nova, com o último verde conquistado. Os que teimam em conhecer o pedestal e a estrutura onde será colocada Santa Ana, na Serra Aguda, sobem, filmam e fotografam a nova paisagem daquela região.

Os que visitam a Represa Isnaldo Bulhões, no riacho João Gomes –  entre três e quatro quilômetros do Centro – dizem maravilha a respeito do volume d’água. A barragem está sangrando com seu barulho característico, que para os ouvidos do turista é uma orquestra muito bem ensaiada. Quanto ao rio Ipanema, recebeu pouca água de Pernambuco. A mesma coisa se fala do seu afluente riacho Camoxinga que, sempre coincide às grandes cheias do Ipanema com as suas, quando fica represado, causando muitos prejuízos por dentro da fatia urbana por onde escorre.  Mas como a paz em rio e riachos continuam apenas proporcionado alegria e mais alegria, sem prejuízo, que continue assim com essa intercalada entre Sol quente e muita umidade.

Surgem dois casais de rolinhas brancas, enormes, parecendo juritis e, vão se arranchando por aqui por perto, No pau-brasil, nas acácias da rua, e tomando banho de Sol montadas na fiação. Os anus-pretos sumiram. Garças pantaneiras já estão frequentando as plantas aquáticas do rio Ipanema e o quero-quero (espanta-boiada) sempre estão a sobrevoar Ipanema, Represa e o açude do Bode. E se você quer saber, é a Natureza toda se manifestando e louvando à vida. Estou escrevendo neste sábado, que está uma delícia para se andar pelos campos. E amanhã, domingo, deverá ser a mesma coisa com esse tempo agradabilíssimo. Choveu muito entre Olho d’Água das Flores e Senador. Mundo Verde.

Como é bom ser nordestino!

TEMPO EM SANTANA, ONTEM, DOMINGO. (FOTO: B. .CHAGAS).

 

 

  FOI ASSIM Clerisvaldo B. Chagas, 7 de fevereiro de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.184   Em Santana do Ipane...

 

FOI ASSIM

Clerisvaldo B. Chagas, 7 de fevereiro de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.184

 



Em Santana do Ipanema, a Rua José Amorim (Barulho), foi formada, principalmente, por feirantes; o bairro Camoxinga expandiu-se por causa da ponte Padre Bulhões e do Cemitério Santa Sofia; o Bairro Lajeiro Grande formou-se, graças a uma promessa com o padre Cícero; o Bairro Floresta foi ocupado pela emigração do homem rural, cujo valor dos terrenos para isso contribuiu; a Avenida Coronel Lucena, foi ocupada por comerciantes e fazendeiro; a rua Antônio Tavares, ocupada pelos artesãos; o Bairro São Pedro foi ocupado pelos ruralistas que chegavam do Leste, principalmente da região Maniçoba/Bebedouro; a Rua Tertuliano Nepomuceno, foi ocupada por baixos meretrícios e bares; O Bairro barragem foi ocupado pelos cassacos (trabalhadores braçais do DNOCS); o Bairro Clima Bom, formou-se do Bairro Barragem.

Quem fez a primeira casa do Aterro, foi Luiz Fumeiro, quem fez as primeiras casas da Avenida Nossa Senhora de Fátima, foi Luiz Fumeiro. Quem fundou o time Ipiranga, foi Luiz Fumeiro, quem fundou o bloco dos cangaceiros foi Luiz Fumeiro. Quem botava água nos tanques da Empresa de Água e Luz, para refrigerar o motor que abastecia a cidade, (três tanques enormes de cimento) era Daniel Manoel Filho, a quinhentos réis cada carga de jumento. Quem era uma espécie de zelador da Empresa era Antônio da Empresa (sogro de Juca Alfaiate). Quem cuidava do grande motor alemão era o cientista Agenor. Quem recebia as mensalidades da conta de luz, era o senhor Valdemar Lins, um dos sócios da empresa, desde 1921.

O motor alemão que abastecia a cidade, funcionava em um prédio preto e imundo cheio de óleo pelas paredes, na Rua Barão do Rio Branco, depois foi construído o prédio na Avenida Nossa Senhora de Fátima para este mister com três grandes repartições. Grande salão do motor, Sala de pagamento e almoxarifado, e ainda três tanques d´água, gigantes, no bequinho com um portão verde, que dava acesso aos aos degraus de três tanques. Ocioso após a pane no motor alemão, o prédio foi ocupado como Fórum. Somente depois passou a ser a atual Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte. Já os Correios, funcionando em Santana desde o Século XIX, construiu sua sede própria no Bairro Monumento em terreno cedido pelo, então prefeito Firmino Falcão Filho.

INAUGURAÇÃO DA EMPRESA DE LUZ ENTRE 1953-1956. (FOTO: DOMÍNO PÚBLICO).