SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
TIPOS DE RELEVO Clerisvaldo B. Chagas, 27 de fevereiro de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.197 Tipos de rel...
TIPOS
DE RELEVO
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de fevereiro
de 2025
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.197
Tipos de relevo geral e mais comum:
Montanhas
- São formas de relevo de
maior altitude que existem na superfície terrestre. Um conjunto de montanhas
forma uma serra e um conjunto de serras forma uma cordilheira.
Sim, é costume popular brasileiro, chamarmos qualquer
elevação montanhosa de serra.
Planaltos
–
São superfícies irregulares que se apresentam bastante desgastadas pelas ações
de agentes externos, como as chuvas, os ventos e os rios. Os resíduos do
desgaste podem ser depositados em áreas próximas e mais baixas como as
planícies e as depressões. Os planaltos podem ser formados por chapadas,
morros e serras.
Chapada –
formas com quedas acentuadas, lembrando um degrau (escarpa);
Morros – elevações
de formas arredondadas;
Serras – conjuntos
de morros com desníveis acentuados.
Planícies – São
terrenos pouco acidentado, isto é, mais ou menos planos, sem grandes desníveis,
e são formadas com a deposição de grande quantidade de sedimentos
que vêm de rios, mares e lagos. As planícies podem ser classificadas em
costeiras ou marinhas (próximas a oceanos e mares), aluviais ou fluviais (próximas
aos rios) e lacustre (próximas aos lagos).
Depressões – São
superfícies aplainadas por longos processos de erosão. Suas formas se
apresentam planas ou levemente onduladas. As depressões são altitudes mais
baixas que os terrenos localizados ao seu redor, localizando-se, então, entre
superfícies mais elevadas como os planaltos.
PAULA, Marcelo Moraes & RAMA, Ângela.
JORNADS. Geo. Saraiva, São Paulo,
2012. 2 Ed. Págs 94-95.
O Sertão alagoano está dentro da Depressão
Sertaneja do Rio São Francisco, inclusive, Santana do Ipanema.
MINE PLANÍCIE DE ALUVIÃO NA FOZ DO RIO IPANEMA,
POVOADO BARRA DO IPANEMA, BELO MONTE – AL. (FOTO: CLERINE CHAGAS). ANO 2000. LIVRO: O BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO
IPANEMA.
HISTORIANDO SERTÃO Clerisvaldo B. Chagas, 26 de fevereiro de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.196 Eu nem er...
HISTORIANDO
SERTÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de fevereiro de
2025
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.196
Eu nem era nascido ainda, quando em 1941 – ano
imortalizado como a maior cheia do rio Ipanema – estava sendo construída a
rodagem da BR-316, trecho Maceió – Delmiro Gouveia. Os trabalhos da grande estrada de terra, já
haviam chegados ao Garcia, ocasião em que seus habitantes cogitaram em
construir uma cidade escolhendo uma das margens do riacho Dois Riachos,
prevalecendo a margem esquerda. Daí surgiu a expansão do casario planejado que
tempo depois seria emancipado e o Garcia passou a ser a cidade de Dois Riachos.
Bem perto dali, surgia também, espontaneamente o povoado Areias Brancas, com
apenas uma casa isolada. (Ver o livro: O
Boi, a Bota e a Batina; história completa de Santana do Ipanema.
A existência do riacho Dois Riachos, foi
fundamental para o surgimento da nova cidade. Os Dois Riachos fazia papel
semelhante ao rio Ipanema, do qual é seu forte afluente, no abastecimento
d´água, da areia, do barro, do pasto, das ervas medicinais, da madeira e do
lazer, vantagens complementares de um rio periódico ou intermitente. E se o
antigo Garcia tinha o valor incomparável do riacho Dois Riachos, ali perto,
entre o Garcia e Santana, escorria outro belo afluente do rio Ipanema, o riacho
Gravatá que banhava as imediações do ponto culminante de Santana do Ipanema, a
serra do Gugi e, semelhante aos Dois Riachos, também corta a BR-316 em busca do
seu coletor, Ipanema. O riacho Gravatá fica a aproximadamente 2 quilômetros do
povoado Areias Brancas, em direção à Santana.
A cidade de Dois Riachos, prestou relevantes
serviços ao nosso estado quando foi ponto de apoio fundamental para os que
buscavam o Sertão bravio para as mais diferentes tarefas. Hoje continua sendo
lugar importante no contexto alagoano e sertanejo. Orgulha-se do seu progresso,
da sua Feira de Gado, do Açude do Pai Mané, das romarias da Pedra do Padre
Cícero. E ali pertinho, o povoado Areias Brancas, é outro orgulho sertanejo que
se a burocracia permitisse, seria uma nova cidade alagoana.
Estarei, após o Carnaval, fazendo uma visita de
cortesia e parceria cultural/religiosa em Dois Riachos e ministrando uma aula
campal para alunos de Areias Brancas.
Quer ir conosco?
ENTRADA DE DOIS RIACHOS (DIVULGAÇÃO).
É DA SERRA? Clerisvaldo B. Chagas, 25 de fevereiro de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.196 Conhecemos...
É DA
SERRA?
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de fevereiro de 2025
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.196
Conhecemos no Sertão de Alagoas: A Serra do
Poço e a serra do Gugi. A serra do Poço é vista de vários pontos da cidade de
Santana do Ipanema. Faz parte da região serrana do município, contrafortes do
planalto da Borborema. Possui 505 metros de altitude e se apresenta com metade
no Poço das Trincheiras, metade em Santana. Os antigos fizeram da serra do
Poço, um verdadeiro pomar que parecia um jardim suspenso. Passou a ser o grande
fornecedor de frutas de qualidade da nossa região. Destacavam-se a laranja, a
banana e a jaca. Mas também produzia o feijão
andu que muitas pessoas faziam o famoso “café de andu”.
Nas feiras dos sábados,
chegassem frutas de onde chegassem, a preferência era sempre da serra do Poço. É da serra? – Indagava o freguês. É sim,
Doce que só mé! E a estrada que
levava à serra – que hoje passa pelo Colégio Prof. Mileno Ferreira – ainda
isolada, registrava a passagem de jumentos, burros e éguas de caçuás repletos
de frutos trazidos do cimo da serra do Poço. Ou desciam para Santana pelo sítio
Água Fria ou pelo sítio Poço Salgado. Subir a pé à serra do Poço, gastava-se
duas horas para quem não tinha o costume. Muito menos tempo para o nativo. Ao se chegar, porém, ao topo da
montanha. Surgiam a recompensa da paisagem, das águas, dos pomares, da
culinária serrana.
Há cerca de 15 anos, a
mão-de-obra jovem deixou o campo em busca dos atrativos da cidade, como os
estudos, por exemplo. Os pais envelheceram e não tiveram mais forças e a citada
mão-de-obra jovem para a continuação dos pomares. Sem novos plantios, sem
manutenção, os pomares haviam desaparecidos quase totalmente. Não sabemos a
situação atual da serra do Poço, entretanto, vimos ultimamente um site
mostrando o dono comendo jaca e afirmando ser da serra do Poço.
Mas sempre tivemos pena dos
santanenses aqui nascidos e criados que nunca foram à serra do Poço, do Gugi e
mesmo aos montes que circundam de perto a cidade, como o serrote do Cruzeiro,
do Gonçalinho ou o serrote do Pelado, mas querem conhecer outros países.
SERRA DO POÇO, VISTA DA CIDADE
DE SANTANA, NO INVERNO EM 2013. (FOTO B.
CHAGAS/LIVRO 230).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.