SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
DESCREVENDO A FOTO Clerisvaldo B. Chagas, 1 de abril de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.218 Vemos imediata...
DESCREVENDO
A FOTO
Clerisvaldo B. Chagas, 1 de abril de 2025
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3.218
Vemos imediatamente, uma foto
da primeira metade da década de 1960, de Santana do Ipanema. Historiando a foto
para você, mais jovem:
1.
Lado esquerdo,
apenas pedaço lateral do “prédio do meio da rua”.
2.
Lado
direito, Quase todo “sobrado do meio da rua”.
3.
Aos
fundos, esquerda para direita: andar de baixo, Casa Esperança, loja de tecidos
de Benedito V. Nepomuceno. Andar de cima: local onde funcionou no auge a
biblioteca Pública; Casa Rainha, loja de tecidos de Tibúrcio Soares; Casa
Imperial, de Seu Piduca.
4.
Espaço
entre os prédios: lugar onde se realizavam parte das feiras dos sábados com
farinha e fumo. Lugar dos frevos dos Carnavais às 4 da tarde para o público em
geral.
5.
Note o cartaz anunciando jogos no Estádio
Arnon de Melo ou filmes no cine-Alvorada, amarrado no poste da esquina do
antigo Hotel Central de Maria Sabão.
6.
Veja
ainda o solo revestido de pedras brutas.
OBS.
Todos os estabelecimentos eram comerciais. No primeiro andar do Sobrado do Meio
da rua, (um vão só) funcionou, teatro, cinema escola e fórum.
QUER
SABER MIAS SOBRE A FOTO PERGUNTE.
(FOTO
LIVRO 230/ DOMÍNIO PÚBLICO).
FUTEBOL SANTANENSE Clerisvaldo B. Chagas, 31 de março de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.217 A trajetória ...
FUTEBOL
SANTANENSE
Clerisvaldo B. Chagas, 31 de março de 2025
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.217
A trajetória do futebol santanense, talvez
apareça em escritos esporádicos como uma crônica, um artigo, um comentário,
porém estar faltando um abnegado, sobrevivente da catástrofe futebolística da
cidade para contá-la em livro. O tempo de Ipanema, era um mundo à parte. O
tempo de Ipanema e Ipiranga é outro discorrer de riquezas detalhista. A
proliferação de outras agremiações ao mesmo tempo com grande potencial, como o
São Pedro, o Independente e mais uns três, representam um complemento
indispensável à história consistente do esporte em Santana do Ipanema. Épocas
em que muitos dos atletas da cidade se tornaram monstros sagrados na região
como a série de goleiros do Ipanema: Josa, Zuza, Tina, Torquato, Petrúcio (Lata
d’água).
Outros monstros adorados pelo povo: Joãozinho,
Lau, Luís de Praça. Ainda podem ser entrevistados, três que restaram: Severiano
(hoje Paraná) mecânico, Torquato, aposentado, ambos vivendo no Bairro
Camoxinga. Mais Josa. Será que não vai aparecer ninguém, absolutamente, ninguém
que viveu dentro desse mundo da bola que registre em livro esses momentos
gloriosos do nosso passado? Estamos perdendo definitivamente pedaços da
história por falta de registros completos em livros específicos sobre o Padre
Bulhões, O DENER e DNOCS e o futebol. Já resgatei OS CANOEIROS DO IPANEMA, A
IGREJINHA DAS TOCAIAS, SANTANA, REINO DO COURO E DA SOLA, mas essas acima não
são comigo. Será mesmo que ninguém vai se habilitar? Quanto mais o tempo passa
mas, desaparece gente, protagonistas da época.
Santana do Ipanema entristeceu muito, com o
desaparecimento gradual de todos seus grandes times. E não dar para entender,
uma cidade polo do Sertão alagoano sem futebol. A cara dos esportistas é de um
sentido velório. Todo mundo sabe do poder infinito de Nosso Senhor Jesus Cristo.
É a única força deste mundo e dos mundos capaz de fazer o futebol voltar à
Santana do Ipanema e, com a mesma pujança de antigamente. E assim vamos vivendo
de lembranças que no final traz amarguras e revoltas dos que contribuíram para
a extinção do melhor lazer que havia.
FOTO RARA DO IPANEMA, 1959 (O BOI, A BOTA E A
BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA).
DE PÉ: TIDE, TINA, LULA, LULA PASSARINHO, LAU E
GERALDO BELO.
AGACHADOS: SANTOS, GORDINHO, CELEDINO, RENATO E
JOÃOZINHO V8.
DEUSES DE MANDACARU Samuel Fernando – Cineasta Acabei de terminar DEUSES DE MANDACARU. É um romance completo. Em alguns moment...
DEUSES
DE MANDACARU
Samuel
Fernando – Cineasta
Acabei de terminar DEUSES DE MANDACARU.
É um romance completo.
Em alguns momentos encontrei a verdadeira
identidade do sertão bravo, sem o estereótipo cansado do sertanejo. Cada
personagem bem construído. Apesar do grande número de personagens que pode, às
vezes causar confusão para o leitor desatento.
É uma leitura que pega pela emoção e prende a
atenção a cada nova página.
Tentei separar durante a
leitura arcos para ver como poderia caber uma adaptação. Uma minissérie de 5
capítulos foi o que ficou mais próximo da ideia.
Mas, enfim, no final realmente
o tesouro era amaldiçoado, mas Levino e Maria Pilar conseguiram uma riqueza
maior. Ticinho arranjou um ganha-pão para deixar o cabo da enxada e ganhou
dignidade. João Paulista, o negócio dele era jogo mesmo. E o professor ganhou
um cunhado, mas não sei se ainda perdera no fundo a curiosidade (Eita que isso
daria continuação).
Gostei muito de como traz o
contexto histórico no começo – É muito lindo. E de cara vem a emoção daqueles filmes
de faroeste, Invasores X Índios, mas sem a riqueza da história da nossa região.
Depois desemboca no elemento cangaço e sua brutalidade que vou contar, é
comparativo a Game Off Trones. Não
sei se conhece, mas foi uma série de livros que fez muito sucesso de um
escritor inglês e virou série na década passada. Destacava-se por ser uma
fantasia repleta de violência e sexualidade, mas não me pegou muito por achar
tudo gratuito. Melhor comparação mesmo com esse livro é SENHOR DOS ANÉIS, que
gosto. Mas aqui em DEUSES DE MANDACARU, acho mais rico e pegou mais por sabe
que era da “realidade” mesmo ficcional. É tudo muito real. Nada gratuito.
Inclusive a busca pela arca no frenesi final, é algo épico que grandes filmes em
que exércitos se encontram. Inclusive os desfechos e plots da história antes de chegar lá e no final.
E lembrou os filmes de Tarantino.
Que sou muito fã. É uma crescente de expectativas muito bem construídas que
pegou do início ao fim. Ainda no meio do enredo me diverti com a história e
personagens com o mesmo sentimento de ler Suassuna.
É um romance completo!
Parabéns pelo livro e muito obrigado por ter escrito algo assim. Jamais imaginaria
encontrar algo que me identificasse tanto na escrita e na inspiração

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.