BARLAVENTO E SOTA-VENTO Clerisvaldo B. Chagas, 29 de abril de 202 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica; 3409   Os termos ...

 

BARLAVENTO E SOTA-VENTO

Clerisvaldo B. Chagas, 29 de abril de 202

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica; 3409

 



Os termos acima estão em diversos seguimentos humanos. Entretanto, deixemos  de lado os termos em outras áreas e vamos para a Geografa. Barlavento é o lado de um monte que recebe o vento. Muitas vezes é vento úmido e que ao bater no monte, sobe e se precipita em forma de chuva. Sotavento, é o lado oposto do monte, sempre mais seco do que o do barlavento. Exemplo claro desta dinâmica, acontece em Santana do Ipanema no monte que circunda a cidade denominado serrote  do Gonçalinho, depois, serrote do Cristo, depois, serrote da Micro-ondas.  O seu Barlavento é úmido e verde, o seu Sotavento é seco. Atualmente, a barlavento, formou-se um bairro a seus pés que teve início com algumas casas pobres e virou o Bairro Santo Antônio. O Sotavento, além de íngreme, nada tem.

No caso das chuvas normais, ambos os lados são contemplados equitativamente, a não ser com chuvas de ventos. O sistema a Barlavento permite uma cultura, no caso do serrote, feijão, milho, frutas e legumes. No Sotavento é quase sempre a vegetação nativa, lutando contra a secura. Entretanto, pode ser cultivada a palma forrageira e, nunca falta plantas nativas medicinais, tanto como arbustos quanto em formas de ervas. Afinal de contas, não existem terrenos imprestáveis para tudo, nem na montanha, nem no deserto nem na planície. E muitas e muitas vezes no mundo, quando nada se pode cultivar em cima, a riqueza mineral está no subsolo. Você já pesquisou sobre o uso geral da terra?

Quando  eu ainda era rapazinho, nas andanças que eu fazia  pelo sítio Cipó (hoje urbanizado) notava o fenômeno mais não sabia explicar. Até já tentei, com amigos maiores, quando criança escalar a parte do Sotavento do serrote. Era uma face muito seca e repleta de alastrados nos lajeiros verticais que havia. Os grandões conseguiam subir, eu chorava diante da altura, da dificuldade em prosseguir e de rolar serrote abaixo. Os companheiros ajudaram e eu consegui chegar ao topo. Aquilo não era para crianças, mas bem diz o povo: “Quem anda com morcego dorme de cabeça para baixo” Por duas vezes cai na armadilha ao acompanhar morcego. Barlavento e Sotavento.

Deu para entender?



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