CANOEIROS Clerisvaldo B. Chagas, 5 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3411   Em Santana do Ipanema,   ...

 

CANOEIROS

Clerisvaldo B. Chagas, 5 de maio de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3411

 



Em Santana do Ipanema,  sertão de Alagoas,  homens intimoratos repetem os atos de louvor ao servirem à comunidade sertaneja, mobilidade, conforto, espetáculo e emoções, tendo como base solidária o afluente do rio São Francisco, rio Ipanema.

Mesmo em regime temporário, foi possível demonstrar que nos incômodos das cheias retumbantes, como as maiores conhecidas, 1941 e 1960, ideias iluminadas poderiam baixar a terra em benefícios dos viventes sertanejos santanenses.

Tendo bebido nessa fonte divina, um grupo de homens, “chapéu de couro”, resolve quebrar o isolamento entre regiões, motivado pelos períodos de cheias no rio Ipanema. Ainda sem ponte alguma, rio e riachos encabrestavam  o progresso sucessivo desse núcleo bravio do interior. Os serrotes Cruzeiro, Gonçalinho... Testemunharam  a formação dos heróis canoeiros e suas mobilizações de vai e vem  em águas turbulentas, destravando o nó da Natureza. O Ipanema não seria algoz, mas sim, cúmplice de água e sangue dos que  faziam a terra de Santa Ana.

Ao encerrarem as suas atividades.  os canoeiros ficaram esquecidos. Nenhum registro oficial, nenhuma linha ofical  sobre eles. Assim envelheciam os titãs, um véu se eternizava e a juventude não era informada de 26 anos dos feitos históricos dos homens canoeiros.

Não suportando mais o silêncio da história, pesquisei  na poeira de morrentes fontes de tradição e consegui trazer ao candeeiro, esta página agonizante do nosso povo, da nossa gente que não merece venda e mordaça sobre os que tanto serviram com a merecida bravura curiboca.

Tenho a imensa honra em ter resgatado a história dos canoeiros de Santana do Ipanema, para preencher as escolas, a nova geração e o orgulho em ser santanense

Setembro de 2020.

Extraído do livro: CHAGAS, Clerisvaldo B. Canoeiros do Ipanema. Grafmarques, Maceió, 2020.

VEÍCULO ATRAVESSADO EM CANOAS (DOMÍNIO PÚBLICO/LIVRO:CANOEIROS DO IPANEMA)



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