OS CANGACEIROS Clerisvaldo B. Chagas, 18 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3416   Lembro-me perfeitam...

 

OS CANGACEIROS

Clerisvaldo B. Chagas, 18 de maio de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3416




 

Lembro-me perfeitamente de quando trabalhava de editor no Jornal do Sertão, encarte do Jornal de Alagoas, ali na Rua Nova, em Santana do Ipanema. O futuro escritor Marcello de Almeida e o artista plástico Roberval Ribeiro, inventaram história em quadrinhos (gibis), cujos personagens tinham o nossos rostos e as histórias eram de cangaceiros. Esses gibis fizeram sucesso e até foram lançados em país vizinho. A dupla se desfez, pois eram jovens em busca de melhores oportunidades de trabalho. Pois, décadas  e décadas após, eis que chega com toda força a IA. E o escritor Marcello Fausto, como diversão, começa a colorir fotos antigas e dá roupa nova as fotos de companheiros. Assim me fez  morrer de rir com suas presepadas em transformar minha foto de lançamento de livro e a do escritor Capiá, em cangaceiros.

Estar certo, o amigo quis apenas se divertir, contudo, pode sair de uma brincadeira, uma nova forma de ganhar dinheiro, sobretudo pela qualidade do trabalho apresentado. A IA estar fazendo desaparecer profissões, aperfeiçoando outras e estimulando novas. A evolução em todas as áreas do conhecimento humano, vai no levando para coisas boas e incríveis, mas também vai demolindo as tradições mesmo onde a resistência permanece viva. E isso me leva a refletir sobre o senhor Tô, o retelhador mais afamado em Santana do Ipanema no século passado. O homem que usava um chapéu típico e único, semelhante à polícia montada do Canadá. Não existe mais retelhador em Santana, muito embora ainda existam inúmeras casas com o teto de telhas de barro.

Com a aproximação mais pesada do inverno, é preciso verificar as casas que usam telha. Cadê seu Tô? Ah! A IA uma ora dessas não serve para nada. Não vai subir ao telhado e reparar as telhas. Ou vai? Bem, voltando às presepadas do parceiro escritor, Marcello Fausto, Pouco mais tem fanático do cangaço procurando pesquisar sobre os cangaceiros ainda desconhecidos. Não sei o que pensa o escritor Luís Antônio, o Capiá, mas, da minha parte é  risos e mais risos compartilhados com os amigos. Quer virar cangaceiro, cabra? É só  falar com Marcello.

(ESCRITORES CLERISVALDO B. CHAGAS E CAPIÁ, NA IA DAS PRESEPADAS  DE FAUSTO).

 



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