SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
MARIBONDO Clerisvaldo B. Chagas, 4 de fevereiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3355 Vi muitas casas ...
MARIBONDO
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de fevereiro de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3355
Vi
muitas casas de maribondo e o próprio maribondo dezenas e dezenas de vezes, sem
conta. Entretanto, só agora, com as observações dos “Profetas das Chuvas”, vim
a saber que esse tipo de vespa faz sua casa em residências habitadas ou não e
em outros abrigos, é que as chuvas estão se aproximando. Durante o verão ele
faz a casa ao ar livre. Vespa muito perigosa, veloz e atenta a todos os
movimentos de quem dela se aproxima, tem ferrão poderoso e sua picada – é quase
um jargão – Dar frio, febre e dor de cabeça. Quando resolve fazer a sua casa,
sobrevoa inúmeras vezes o local escolhido até definir o ponto exato onde
edificar a sua casa de barro. Nessa tarefa passa vários dias trazendo barro das
proximidades e construindo.
Estou
escrevendo sobre o assunto porque fui surpreendido com uma dessas casas, no
banheiro. E para tomar banho com um maribondo no banheiro é uma tensão danada.
Como um apelo importante não deu certo, tive que ser radical. Mas até o
presente momento as chuvas ainda não chegaram e fevereiro entrou com a quentura
intensa do mês anterior. Às vezes o céu fica completamente branco, mas não
chove. As madrugadas deixam cair a temperatura e o amanhecer é de céu branco e
logo se torna azul profundo. Melhor esclarecimento sobre a palavra Maribondo
(cidade) ou Marimbondo. Ambas estão corretas, assim como sua ferroada terrível
que ninguém vai perguntar a ele, depois da ferroada, “Você é Maribondo ou
Marimbondo?”
Bem,
pelo visto, o escritor José Sarney estava certo em titular um livro com
MARIMBONDOS DE FOGO. Não lembro do tema escrito, mas os Marimbondos são mesmo
de fogo. Eu já os enfrentei no sítio Pedra Rica, para desenhar incisões
rupestres, no leito do rio Ipanema, conhecendo a pirâmide santanense ou Pedra
dos Bexiguentos, usando habilidades em que não fomos atacados. Porém, na
igrejinha do serrote do Cruzeiro, na capela de Santa Terezinha, o negócio não
foi bom. Igrejinha fechada, um quadrado de vidro faltando. Mão no quadrado e
terrível ferroada vinda de dentro. Mas, Marimbondos são vigilantes da natureza.

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.