•Ex-pesquisador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE; •Ex-professor de Geografia e Ciências do •Ginásio Santana; • Ins...

INFORMAÇÕES PROFISSIONAIS

•Ex-pesquisador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE;
•Ex-professor de Geografia e Ciências do
•Ginásio Santana;
• Instituto Sagrada Família;
•Ex-professor de Geografia e História da
•Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva;
•Escola Cenecista Rui Palmeira (Ouro Branco);
•Escola Municipal Ismael Fernandes de Oliveira;
•Escola Estadual Ormindo Barros;
•Ex-professor de Geografia do
•Colégio Santo Tomás de Aquino;
•Da Escola Municipal São Cristóvão;
•Da Escola Estadual Helena Braga das Chagas;
•Ex-professor de Arte da
•Escola Estadual Lions;
•Ex-professor de Geografia, História, Sociologia e Filosofia do
•Colégio Mestre e Rei (Olho d’Água das Flores);
•PROFESSOR de Geografia, História e Arte da
•Escola Estadual Prof. Aloísio Ernande Brandão.


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CLERISVALDO B. CHAGAS – AUTOBIOGRAFIA ROMANCISTA – CRONISTA – HISTORIADOR - POETA Clerisvaldo Braga das Chagas nasceu no dia 2 de dezembr...

Autobiografia

CLERISVALDO B. CHAGAS – AUTOBIOGRAFIA
ROMANCISTA – CRONISTA – HISTORIADOR - POETA

Clerisvaldo Braga das Chagas nasceu no dia 2 de dezembro de 1946, à Rua Benedito Melo ( Rua Nova) s/n, em Santana do Ipanema, Alagoas. Logo cedo se mudou para a Rua do Sebo (depois Cleto Campelo) e atual Antonio Tavares, nº 238, onde passou toda a sua vida de solteiro. Filho do comerciante Manoel Celestino das Chagas e da professora Helena Braga das Chagas, foi o segundo de uma plêiade de mais nove irmãos (eram cinco homens e cinco mulheres). Clerisvaldo fez o Fundamental menor (antigo Primário), no Grupo Escolar Padre Francisco Correia e, o Fundamental maior (antigo Ginasial), no Ginásio Santana, encerrando essa fase em 1966.Prosseguindo seus estudos, Chagas mudou-se para Maceió onde estudou o Curso Médio, então, Científico, no Colégio Guido de Fontgalland, terminando os dois últimos anos no Colégio Moreira e Silva, ambos no Farol Concluído o Curso Médio, Clerisvaldo retornou a Santana do Ipanema e foi tentar a vida na capital paulista. Retornou novamente a sua terra onde foi pesquisador do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Casou em 30 de março de 1974 com a professora Irene Ferreira da Costa, tendo nascido dessa união, duas filhas: Clerine e Clerise. Chagas iniciou o curso de Geografia na Faculdade de Formação de Professores de Arapiraca e concluiu sua Licenciatura Plena na AESA - Faculdade de Formação de Professores de Arcoverde, em Pernambuco (1991). Fez Especialização em Geo-História pelo CESMAC – Centro de Estudos Superiores de Maceió (2003). Nesse período de estudos, além do IBGE, lecionou Ciências e Geografia no Ginásio Santana, Colégio Santo Tomaz de Aquino e Colégio Instituto Sagrada Família. Aprovado em 1º lugar em concurso público, deixou o IBGE e passou a lecionar no, então, Colégio Estadual Deraldo Campos (atual Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva). Clerisvaldo ainda voltou a ser aprovado também em mais dois concursos públicos em 1º e 2º lugares. Lecionou em várias escolas tendo a Geografia como base. Também ensinou História, Sociologia, Filosofia, Biologia, Arte e Ciências. Contribuiu com o seu saber em vários outros estabelecimentos de ensino, além dos mencionados acima como as escolas: Ormindo Barros, Lions, Aloísio Ernande Brandão, Helena Braga das Chagas, São Cristóvão e Ismael Fernandes de Oliveira. Na cidade de Ouro Branco lecionou na Escola Rui Palmeira — onde foi vice-diretor e membro fundador — e ainda na cidade de Olho d’Água das Flores, no Colégio Mestre e Rei.
  Sua vida social tem sido intensa e fecunda. Foi membro fundador do 4º  teatro de Santana (Teatro de Amadores Augusto Almeida); membro fundador de escolas em Santana, Carneiros, Dois Riachos e Ouro Branco. Foi cronista da Rádio Correio do Sertão (Crônica do Meio-Dia); Venerável por duas vezes da Loja Maçônica Amor à Verdade; 1º presidente regional do SINTEAL (antiga APAL), núcleo da região de Santana; membro fundador da ACALA - Academia Arapiraquense de Letras e Artes; criador do programa na Rádio Cidade: Santana, Terra da Gente; redator do diário Jornal do Sertão (encarte do Jornal de Alagoas); 1º diretor eleito da Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva; membro fundador da Academia Interiorana de Letras de Alagoas – ACILAL.
Em sua trajetória, Clerisvaldo Braga das Chagas, adotou o nome artístico Clerisvaldo B. Chagas, em homenagem ao escritor de Palmeira dos Índios, Alagoas, Luís B. Torres, o primeiro escritor a reconhecer o seu trabalho. Pela ordem, são obras do autor que se caracteriza como romancista: Ribeira do Panema (romance - 1977); Geografia de Santana do Ipanema (didático – 1978); Carnaval do Lobisomem (conto – 1979); Defunto Perfumado (romance – 1982); O Coice do Bode (humor maçônico – 1983); Floro Novais, Herói ou Bandido? (documentário romanceado – 1985); A Igrejinha das Tocaias (episódio histórico em versos – 1992); Sertão Brabo CD (10 poemas engraçados).




  Até setembro de 2009, o autor tentava publicar as seguintes obras inéditas: Ipanema, um Rio Macho (paradidático); Deuses de Mandacaru (romance); Fazenda Lajeado (romance); O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema (história); Colibris do Camoxinga - poesia selvagem (poesia).

  Atualmente (2009), o escritor romancista Clerisvaldo B. Chagas também escreve crônicas diariamente para o seu Blog no portal sertanejo Santana Oxente, onde estão detalhes biográficos e apresentações do seu trabalho.

(Clerisvaldo B. Chagas – Autobiografia)



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TADEU ROCHA-INFORMAÇÕES (Clerisvaldo B. Chagas-10.7.2008) Na Rua do Comércio em Santana do Ipanema, ...

TADEU ROCHA-INFORMAÇÕES


TADEU ROCHA-INFORMAÇÕES
(Clerisvaldo B. Chagas-10.7.2008)

Na Rua do Comércio em Santana do Ipanema, bem perto do Beco São Sebastião, ainda existe um imponente sobrado dos tempos de vila. Dali participavam e influíam intensamente na vida social da época, o Coronel Manoel Rodrigues da Rocha e sua esposa Maria Isabel Gonçalves Rocha, conhecida mais por Dona Sinhá Rodrigues. Manoel Rodrigues foi um dos homens de maior prestígio em Santana do Ipanema no período 1900-20. (Ver após lançamento “O boi a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema” da nossa autoria). Comerciante, industrial, tinha como mulher uma senhora culta que havia estudado e lecionado na melhor escola de Sergipe. “Mané Rodrigues” tornou-se amigo e parceiro de Delmiro da Cruz Gouveia, um dos maiores empresários da América Latina no início do século XX.
A primeira estrada de rodagem do Sertão nordestino foi construída por Delmiro, passando por Santana, indo até Quebrangulo em Alagoas e Garanhuns em Pernambuco. Foi o pioneiro da luz e da água de Paulo Afonso; o primeiro a construir um centro de compra na América Latina, por nome de Derby, no Recife, onde havia até corridas de cavalos. Introduziu a palma forrageira nos sertões, trazida da Califórnia; programou a primeira sociedade fabril nos moldes modernos produzindo linha marca “Estrela”, em pleno deserto de Alagoas. Foi o primeiro homem a possuir automóvel no estado e enricou duas vezes vendendo e exportando couros de bode e ovelhas para o exterior. Um homem para o século XXI, só comparado ao Visconde de Mauá. Delmiro foi assassinado em 1917. O Coronel Manoel Rodrigues da Rocha faleceu em 1920.
Foi daquele famigerado casarão que saíram dois dos primeiros escritores santanenses. Tadeu Rocha, o primeiro, era um dos filhos do Coronel Manoel Rodrigues. Foi embora para o Recife onde se tornou professor universitário, pesquisador e escritor emérito. O outro foi Breno Accióly (já bastante divulgado), que saiu de Santana ainda garoto com a família em destino a Maceió, sendo filho de uma das filhas do Coronel e do primeiro juiz de Santana.
São escassas ou inexistentes as pesquisas sobre Tadeu Rocha. O professor Tadeu foi um dos primeiros escritores da terra, tendo publicado “Geografia Moderna de Pernambuco”, São Paulo, l954; “Caderno de Geografia do Brasil”, 1956, 2 edição, Recife, e “Roteiros do Recife triênio 1956/1959”, entre outros. Tadeu foi exímio e sério pesquisador quando se esmerava nos detalhes pesquisados, sempre atento aos arredores e elegante no escrever.
Foi este filho do Coronel Manoel Rodrigues que escreveu sobre o extraordinário empresário brasileiro Delmiro da Cruz Gouveia. Apresentou o gênio empresarial ao Brasil e ao mundo no mais perfeito livro sobre o tema: “Delmiro Gouveia, o Pioneiro de Paulo Afonso”. Uma 2 edição aparece em 1963, em Maceió. Tadeu foi testemunha viva dos encontros de Delmiro na casa do seu pai. Pesquisou depois em vários estados nordestinos para finalmente entregar a magistral obra ao público brasileiro. Nada mais tivesse escrito, ainda assim Tadeu teria se consagrado plenamente com o livro em questão. Valho-me do ilustre e imortal escritor para abrir o meu futuro livro já descrito acima.
Não conheci Tadeu que, como o Breno, seu sobrinho, veio da elite santanense.  Já no final da sua vida Tadeu estava cego no Recife e não pode atender a um nosso apelo para fundarmos uma congregação em Santana. Tadeu formou com o sobrinho Breno e mais Oscar Silva, o trio de escritores mais antigos e caros de Santana do Ipanema. Dois da elite e um do povo, sentado o terceto na primeira fila dos que honraram a terra com suas letras. Nenhum fez sombra ao outro. Cada qual seguiu no estilo ímpar, próprio de cada um. Todos os três contemporâneos. Breno, homem dos contos; Tadeu, rapaz da pesquisa geográfica; Oscar, personagem das crônicas e romances.