O JUMENTO E OS CACHORROS Clerisvaldo B. Chagas, 11 de junho de 2015 Crônica Nº 1. 440 Foto: (tribunamoxoto.com). Interessan...

O JUMENTO E OS CACHORROS



O JUMENTO E OS CACHORROS
Clerisvaldo B. Chagas, 11 de junho de 2015
Crônica Nº 1. 440

Foto: (tribunamoxoto.com).
Interessante são as conversas do dia a dia nos aglomerados humanos. Um cidadão muito conhecido no mundo dos transportes nos falava sobre sua admiração ao assistir a uma “pegadinha” na TV. Dizia ele, querendo provar que jumento não é burro (como se o burro fosse burro) que o jumento estava querendo se alimentar. Não estava conseguindo. É que um cachorro se apodera da sua comida (do jumento) e não deixava o asinino encostar. Por três vezes o jumento tentou alcançar a comida, mas o cão latia sempre ameaçador. O jumento, certamente, receava ser mordido no focinho e recuava. Mas, após a terceira vez, o quadrúpede maior virou-se com a traseira para o cachorro e aplicou-lhe tremenda patada que o cão saiu gritando, segundo o cidadão: “Ganhei!... Ganhei!... Ganhei!...”. Com isso, o cantador do caso, procurava elogiar a inteligência ou instinto do bicho bruto.
O jumento queria comer a sua própria comida, mas o cão a roubava e ameaçava o dono.
Imediatamente nos chega à cabeça o que os brasileiros fazem com seus compatriotas, sem um pingo de ética e compaixão. Os corruptos, os ladrões que, descaradamente, roubam as verbas dos hospitais, permitindo o caos mostrado todos os santos dias pela imprensa nacional. As humilhações de centenas e centenas de escolas públicas, cuja verba é desviada pelos “goelas”. A força poderosa do roubo que não permite que o Magistério tenha salário decente. Os assaltos sem piedade das obras públicas. Os escândalos do dinheiro do País que só dá para os políticos que se apoderam das Minas de Salomão.
Enquanto isso, as leis brandas formuladas por eles mesmos, parecem gargalhar sem interrupção como o diabo gosta.
         E ao lembrar a conversa da “pegadinha” do cidadão, não nos resta outra coisa senão comparar os corruptos, ladrões, aos cachorros. Os jegues assaltados em suas comidas, seus direitos, suas dignidades, somos nós o povo.  Está faltando apenas viramos de costas para eles e fazer o que o jumento nos ensinou

SÃO JOÃO E O PROCURADO Clerisvaldo B. Chagas, 24 de junho de 2015 Crônica Nº 1.439 Matemos um pratarraz de canjica e ateste...

SÃO JOÃO E O PROCURADO



SÃO JOÃO E O PROCURADO
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de junho de 2015
Crônica Nº 1.439


Matemos um pratarraz de canjica e atestemos um São João decente. Ninguém pode colocar defeito na festa da capital Maceió que vem exibindo um clima junino desde o final do mês de maio. Inúmeros estabelecimentos comerciais grandes, pequenos e minúsculos, investiram nas bandeirolas de papel e no fundo musical de pé de serra. Nunca se viu tantas atrações entre cantores forrozeiros e tocadores de sanfona que saíram de todas as bibocas do estado. Não ficou uma só escola que não fizesse sua brincadeira com a criançada.  A quadrilha e o tradicional coco das Alagoas foram valorizados nos mais diferentes lugares num resgate espontâneo e impressionante. Dias grandes em que Maceió vestiu totalmente a roupa do interior com seus pratos inigualáveis à base de milho.
Nos municípios, do sertão ao litoral, o São João pegou fogo, deixando em alta o forró pé de serra assistido pelo sanfoneiro bom ou remediado no cochilo do fole velho de guerra. Nos sítios, nas fazendas, nos povoados, todos esqueceram a ausência de um inverno cem por cento, preferindo fogueiras, bombas, rojões, foguetes, cerveja e cachaça que "ninguém é de ferro".
A procura pelo principal componente das iguarias, o milho, não chegou a ser desesperador como se pensava. As chuvas desse ano não foram suficientes para toda a agricultura do estado. No sertão mesmo, as águas das chuvas não conseguiram penetrar bem nos terrenos mais duros, deixando o agricultor sem poder plantar. Apenas as partes mais arenosas aceitaram o jogo das sementes. Desse modo em Alagoas não saiu ainda o milho maduro que é o procurado. Contudo o milho verde e ainda novinho, veio das áreas sergipanas de irrigação, conseguindo abastecer todo o estado de Alagoas. A mão de milho (50 espigas) era encontrada nas cidades e ao longo da BR-316, a trinta reais, após a choradeira dos quarenta.
Com crise ou sem crise, nunca se brincou tanto o São João em Alagoas. Não queremos nem saber se o procurado veio de Sergipe. Viva o São João!!!

O SOFRIMENTO DE JESUS (III) Clerisvaldo B. Chagas, 23 de junho 2015 Crônica Nº 1.438 RESSUREIÇÃO P. Ressurreição. Perugino...

O SOFRIMENTO DE JESUS (III)



O SOFRIMENTO DE JESUS (III)
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de junho 2015
Crônica Nº 1.438

RESSUREIÇÃO

P. Ressurreição. Perugino (1449-1500).
Mas na tarde do sábado, ao amanhecer o primeiro dia da semana, vieram Maria Madalena e a outra Maria ao ver o sepulcro. E eis que tinha havido um grande terremoto. Porque um anjo do Senhor desceu do céu, e chegando removeu a pedra, e estava assentado sobre ela. E o seu aspecto era como um relâmpago, e a sua vestidura como a neve. E de temor dele se assombraram os guardas, e ficaram como mortos. Mas o anjo, falando primeiro, disse às mulheres: Vós outras não tenhais medo, porque sei que vindes buscar a Jesus, que foi crucificado. Ele já aqui não está, porque ressuscitou como tinha dito; vinde e vede o lugar onde o Senhor estava posto. E ide logo e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou, e ei-lo aí vai adiante de vós para a Galiléia; lá o vereis; olhai o que eu vô-lo disse antes. E saíram logo do sepulcro com medo, e ao mesmo tempo com grande gozo, e foram correndo, dar a nova aos seus discípulos. E eis que lhes saiu Jesus ao encontro dizendo: Deus vos salve. E elas se chegaram a ele e se abraçaram com os seus pés, e o adoraram.
Então lhes disse Jesus: Não temais; ide, dai as novas aos meus irmãos para que vão à Galiléia, que lá me verão. Ao tempo em que elas iam, eis que vieram à cidade alguns dos guardas, e noticiaram aos príncipes dos sacerdotes tudo o que havia sucedido. E tendo-se congregado com os anciãos, depois de tomarem conselho, deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, intimando-lhes esta ordem: Dizei que vieram de noite os seus discípulos, e o levaram furtado, enquanto nós estávamos dormindo. E se chegar isto aos ouvidos do governador, nós lho faremos crer, e atenderemos à vossa segurança. Eles , porém depois de receberem o dinheiro, o fizeram conforme as instruções que tinham. E esta voz, que se divulgou entre os judeus dura até ao dia de hoje. Partiram pois os onze discípulos para a Galeléia, para cima de um monte onde Jesus lhes havia ordenado que se achassem. E vendo-o o adoraram; ainda que alguns tiveram sua dúvida. E chegando Jesus, lhes falou: Tem-se-me me dado todo o poder no céu e na terra. Ide pois e ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ensinando-os a observar todas as cousas que vos tenho mandado; e estai certos de que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.
(Evangelho segundo Marcos. Bíblia Sagrada.Tradução: padre Antônio Pereira de Figueiredo. Novo Brasil, São Paulo, s.d. paginas 739-40).