A SEREIA DO MAJOR Cl erisvaldo B. Chagas, 13 de fevereiro de 2020 Escritor Simbolo do Sertão Alagoano   Crônica: 2.261 ...

A SEREIA DO MAJOR





A SEREIA DO MAJOR
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de fevereiro de 2020


Escritor Simbolo do Sertão Alagoano 
Crônica: 2.261

SEREIA E SUA PRAIA. (FOTO: SECRETARIA DE TURISMO)
Foi na gestão estadual do General Luís Cavalcante (1961-1966) que foi instalada a estátua da sereia em Maceió. O governante era conhecido popularmente como “Major”. Inclusive, foi ele quem proporcionou à Santana do Ipanema, água e luz do rio São Francisco. O Major, para melhorar ainda mais a beleza das praias do Bairro Riacho Doce, litoral norte de Maceió, encomendou a estátua de uma sereia de cimento e concreto. O artista convidado para realizar a obra foi o escultor Corbiniano Lins, de Pernambuco. A referida estátua foi mostrada ao público em um dos arrecifes da praia, com quase quatro metros de altura. Inicialmente o lugar passou a se chamar “Praia da Sereia” e, a escultura, de “Sereia da Major”. Todos queriam conhecê-la, tirar fotos e banhar-se em suas águas. Foi um sucesso na época como ainda hoje perdura.
A Praia da Sereia tornou-se assim um dos pontos turísticos mais  procurados de Maceió. Suas águas são barradas em parte pelo recife, fazendo piscina onde crianças costumam brincar. Houve época, porém, em que o mar estava de ressaca e chegou a danificar a cauda da sereia. Tirar uma foto da estátua, funciona como belo troféu e prova inconteste que você esteve mesmo na capital alagoana. O dia de Iemanjá, 8 de dezembro, é bastante visitada a praia pelos seus seguidores. São feitas muitas oferendas e pedidos de paz e felicidade para todos. A citada praia não fica tão longe do Centro. Famílias e mais famílias se deslocam até ali onde passam o dia gozando suas belezas naturais e usufruindo dos típicos restaurantes das suas imediações.
Destacamos no momento, a escultura ornamental de lugar muito interessante. Mas se o amigo ou amiga não conhece Alagoas e gosta de praias bonitas, irá encontrá-las para todos os gostos. Tanto faz  escolher o litoral Sul quanto o litoral Norte: praias habitadas e selvagens; de águas calmas ou bravias; repletas de coqueiros ou não; somente com dunas; e aquelas em que você penetra mais de quinhentos metros mar adentro. São muitos recifes de arenito, dunas, lagunas, falésias, manguezais, pequenas ilhas, baías e muitos outros desenhos que encantam turistas e pesquisadores.
Para quem gosta de muita Geografia, recomendamos uma visita a Jequiá da Praia. Mar e Lagoa Azeda.


GRUPO ORMINDO BARROS Clerisvaldo B. Chagas, 12 de fevereiro de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.260 ESCOLA...

GRUPO ORMINDO BARROS


GRUPO ORMINDO BARROS
Clerisvaldo B. Chagas, 12 de fevereiro de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.260

ESCOLA ORMINDO BARROS (FOTO: B. CHAGAS/LIVRO 230)
Estamos caminhando para os 66 anos de fundação do Grupo Escolar Ormindo Barros, em Santana do Ipanema, Alagoas. Contando apenas com o Grupo Escolar Padre Francisco Correia (1938) no Bairro Monumento, era preciso também uma escola de porte no grande Bairro Camoxinga. Foi assim que em 11 de maio de 1954, foi inaugurado na parte baixa do bairro, o estabelecimento estadual que equilibrou o sistema de estudo na cidade, seis dias após a inauguração do Ipanema Atlético Clube. O museu do município somente seria criado cinco anos depois. Implantada a nova escola, uma rivalidade salutar surgiu espontaneamente entre bairros e estabelecimentos. A concorrência, mesmo sendo tudo do governo, fez crescer em muito a educação santanense.
Mais tarde, ainda dentro do século XX, outras escolas foram ocupando espaços com a expansão da urbe. A escola do município, Santa Sofia surgiu quase na entrada do bairro que estava iniciando seu estiramento, o Lajeiro Grande, na gestão Nenoí Pinto. Na região da COHAB Velha, foi inaugurada a Escola Helena Braga, na gestão Isnaldo Bulhões. Após muitos anos funcionando pelo estado, volta a ser comandada pela municipalidade. Essas unidades foram pontos chaves na estratégia do ensino urbano. Entretanto, inúmeras outras escolas municipais e particulares, acompanharam o desenvolvimento santanense. Com a fundação do Colégio Estadual Deraldo Campos, em 1964, consolidou-se a área educacional e, o crescimento em todos os níveis não para de crescer.
Atualmente, a cidade de Santana do Ipanema é polo educacional respeitado. Sua influência conseguiu evitar um verdadeiro êxodo da juventude santanense e sertaneja para centros maiores. Seus cursos superiores atuam nos Bairros Floresta, Domingos Acácio e Lagoa do Junco. Estão presentes na “Rainha do Sertão”, a UNEAL, o IFAL e a UFAL, porém, já se vislumbra outros cursos particulares como Direito, Enfermagem e Medicina.
Tudo teve início com o primeiro casal de professores ainda nos tempos de vila. Trata-se do coronel Enéas Araújo e sua esposa Maria Joaquina, filha de Águas Belas, Pernambuco. Logo, logo, a educação da terra atingirá outros patamares jamais imagináveis.
Vem por aí o aniversário da Escola Ormindo Barros.




OS CONTRASTES E OS HOMENS Clerisvaldo B. Chagas, 11 de fevereiro de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.259 N...

OS CONTRASTES E OS HOMENS



OS CONTRASTES E OS HOMENS
Clerisvaldo B. Chagas, 11 de fevereiro de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.259
NATUREZA EM SANTANA
Do restaurante, eu contemplava a paisagem do rio e os quintais da casa. Entre os frutos do pomar destacava-se uma goiabeira esguia e quase pelada. Mesmo assim estava repleta de frutos amarelinhos e apetitosos. O dono se aproximou e disse que os produtos da goiabeira já haviam sido coletados. Indaguei, então, por que aquelas goiabas do olho do pau continuavam ali. Ele me respondeu que os frutos da parte superior eram dos  passarinhos. De fato, havia pássaros cantando e saltitando em ambos os quintais emendados. Como na vida dificilmente se acha uma resposta dessa, fiquei surpreso com o amor do homem à natureza e à educação com as aves canoras. Fora preciso berço para se chegar à sabedoria.
Mas não encontrei o mesmo carinho em reserva particular sob a tutela do governo. Os pássaros e outros animais selvagens apreendidos nas feiras, são recolhidos e jogados na reserva. Não somente na que eu visitei, mas também nas demais reservas sertanejas. Muitas vezes animais diferentes de várias regiões. Não existe recepção alguma aos novatos. Nenhuma assistência à saúde. Não se procura saber sequer se existe alimento na área. Não se vê um só fruto no mato seco, mas as criaturinhas de Deus batem asas para o matagal. Que adianta tirar os pássaros das mãos dos contraventores e soltá-los sem o mínimo de assistência? Foi por isso que indaguei ao proprietário da reserva sobre o descompromisso com o meio ambiente. Nesse momento colhi o desabafo da sua revolta com o governo.
Quanto ao problema da proibição, parece que não tem quem consiga êxito na empreitada. Um pássaro raro custa uma fortuna. As aves canoras asseguram um comércio seguro de muito dinheiro. Visitei um cidadão em Arapiraca apaixonado por esse tipo de comércio. Passarinhos por todos os lugares da casa. Ia falando sobre cada um deles, exaltando suas qualidades e dizendo o preço aproximado de cada. Havia uma variação entre 1.500 a 5.000 reais. Já enjeitara tanto naquele e naquele outro. Como poderia sair daquele comércio apaixonante? Tratamento de primeira qualidade, mas sem a liberdade para as criaturas.
Sei não... Fazer o quê, se nem todos eram sábios como o dono do restaurante!...