SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
MARACANÃ Clerisvaldo B. Chagas, 18 de janeiro de 2022 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.643 O Largo do Maracanã, ...
MARACANÃ
Clerisvaldo B. Chagas, 18 de janeiro de 2022
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
2.643
O
Largo do Maracanã, apesar de ter perdido o símbolo que originou o seu nome –
Churrascaria Maracanã – continua aceso e forte com suas sete bocas. É o centro
do grande Bairro Camoxinga e o lugar mais pronunciado da cidade. É centro
conversor e dispersor de sete ruas, aqui chamadas de bocas. Rua Maria Gaia,
Pedro Gaia, Santa Sofia, Pedro Brandão, Pancrácio Rocha 1, Pancrácio Rocha 2
(BR-316) e a pequena via murada que acompanha a BR. Possui apenas um semáforo e
mais nada e que às vezes quebra e da dor de cabeça até em cabeça de prego. Ali
é caso de qualquer coisa da engenharia moderna que pudesse resolver
definitivamente o problema. Uma obra federal. Entre 18 e 19 horas aquilo vira
uma loucura de veículos e gente a pé para caminhadas, compras nas padarias,
farmácias e posto de gasolina.
Clima
Bom, Barragem, Lajeiro Grande, Baraúna, São José e Camoxinga, são bairros que
convergem e divergem do Largo do Maracanã. A antiga Churrascaria transformou-se
em clínica médica, mas o lugar não deixa de ser Maracanã, pequena ave parente
do papagaio. Ali na esquina da Rua Santa Sofia, na BR-316, bem defronte a uma
farmácia, naturalmente as pessoas aguardam transporte para o Oeste do Sertão:
Poço das Trincheiras, Maravilha, Ouro Branco e até mesmo para o Canapi e o
extremo do estado. Todas às tardinhas têm caminhadas dali ao DENIT ou até a
Barragem, caminhadas estas, arriscadíssimas porque acontecem no leito da pista
em disputa com os variados tipos de veículos. O lusco-fusco aumenta o perigo,
porém os caminhantes não se dão conta de uma tragédia anunciada.
O
Largo do Maracanã é sempre um protagonista de Santana do Ipanema. Vez em
quando, uma pequena feira improvisada no terreno onde era o antigo posto de
gasolina, faz a alegria das donas de casa com a venda de macaxeira, milho,
tapioca, banana e outros produtos frescos vindos da roça. O Largo é ponto
predileto para comício de políticos em épocas de eleição. Dizia um antigo
delegado de polícia: “De dez ocorrência em Santana, nove são relativas ao
Maracanã”. O local está para sempre marcado na terrinha, mas é bom que se diga,
com seu grande movimento e pequeno comércio popular o Largo nunca foi elite no
Bairro Camoxinga, possui os seus próprios personagens e faz circular dinheiro
todos os santos Dias.
Maracanã,
um logotipo imorredouro.
LARGO
DO MARACANÃ EM DIA FERIADO: (FOTO: B. CHAGAS).
TOCAIAS PEDE SOCORRO Clerisvaldo B. Chagas, 17 de janeiro de 2022 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.642 Ontem (doming...
TOCAIAS PEDE SOCORRO
Clerisvaldo B. Chagas, 17 de janeiro de 2022
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
2.642
Ontem
(domingo), foi realizada às quatro da madrugada, uma caminhada da igreja de São
Cristóvão até a Igrejinha das Tocaias, defronte a Reserva Tocaia, além do
Bairro Floresta. Uma verdadeira multidão, liderada por Maria José Lírio,
zeladora da igrejinha, deixou a Matriz de São Cristóvão com os primeiros raios
da aurora conduzindo em charola a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Além da
multidão, havia carro-de-som e ambulância em direção aos confins da Floresta. A
igrejinha das Tocaias, localiza-se no início da zona rural e seu pequeno
terreno foi cedido pelo proprietário da Reserva Tocaia e da Fazenda Coqueiros,
o agrônomo, Albertinho Agra. Entretanto ainda não foi oficializado.
A
Zeladora da citada igrejinha pede socorro para reconstrução da calçada alta que
foi destruída pelas últimas chuvas. Além
disso, se for feita a doação oficial do terreno (documento em cartório), a
igrejinha poderá ser incorporada ao patrimônio da Paróquia de São Cristóvão. Enquanto isso a ermida encontra-se
impossibilitada de restauração e reforma, entregue apenas às mãos de uma pessoa
que pede socorro à coletividade visando melhorias onde já houve tantas novenas,
fontes de promessas e inúmeras graças alcançada com seu mentor, São Manoel da
Paciência. Sua história foi resgatada pelo escritor Clerisvaldo B. Chagas,
vencendo o tempo que separa a escravidão quando se deu ali uma emboscada onde
foi morta uma senhora. A igrejinha se desenvolveu a partir de uma Santa Cruz de
beira de estrada.
Apelamos
para a sensibilidade do Secretário da Educação e Meio Ambiente, Jorge Santana;
do Diretor de Cultura, Robson França; e da Prefeita Christiane Bulhões, no
sentido de um “chega juntos” à luta de dona Maria José Lírio, à Rua Joel
Marques, bem defronte à Pracinha do Amor. A Igrejinha das Tocaias tradição
religiosa e turística necessita restaurar sua calçada alta, um amplo
compartimento para ex-votos, um lugar adequado, tipo escritório para A Administração.
A ridícula cerca de arame farpado e porteira que a protegem poderiam ser
substituídas por coisa mais decente. Esse episódio de mais de duzentos anos da
história santanense não pode ficar entregue às intempéries e ao desprezo. Vamos
voltar às novenas de outrora e à seriedade das coisas sagradas da nossa terra.
A
ermida das Tocaias pede socorro!
RUMO
ÀS TOCAIAS (FOTOS: MARIA JOSÉ LÍRIO). IGREJINHA (FOTO: B. CHAGAS).
CISP TIPO 3 Clerisvaldo B. Chagas, 14 de janeiro de 2022 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.641 Quando o governado...
CISP TIPO 3
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de janeiro de 2022
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.641
Quando o
governador Renan Filho anunciou a construção do CISP 3, em Santana do Ipanema,
anunciava como o primeiro desse tipo em Alagoas. O CISP tipo 3, permite que estejam abrigados
no prédio ao mesmo tempo, Polícia Civil, Militar e Corpo de Bombeiros. O
investimento, segundo sites noticiosos será de mais de 18 milhões num prédio
novo que não foi divulgado o local ainda.
Um heliponto será construído para utilização de aeronaves para Santana e
região. Tudo isso faz lembrar a história militar em Santana do Ipanema com a
Cadeia Velha, fundada no tempo de vila à Rua Nilo Peçanha que antecede a Rua
Antônio Tavares. Cadeia Velha que funcionava como Cadeia, Necrotério, Delegacia
e ponto de venda de escravos. Uma história segura de Santana do Ipanema.
Quando foi
construído o prédio, moderno para a época, para funcionar a Delegacia e algumas
celas, foi demolida a Cadeia Velha da Rua Nilo Peçanha. A Delegacia fora
construída no lugar chamado Aterro e ficava praticamente isolada, salvo os
antigos cabarés um pouco mais abaixo da rodagem que hoje é asfaltada e tem nome
de BR-316. Pela municipalidade esse trecho é denominado Pancrácio Rocha. A
delegacia tem inúmeras história e atualmente virou Casa de Custódia. Nos
últimos anos algumas reformas ali aconteceram e, pelo menos o aspecto externo
tem mesmo aparência com a época atual.
É a
evolução da história militar em Santana do Ipanema. Os antigos policiais dos
primeiros tempos daquela delegacia ainda são lembrados, como Gonçalo, Joaquim
Soldado, Dema e outros mais que passaram os dias de aposentadoria em reuniões diária
na porta da igreja Matriz de Senhora Santana. Portanto, O CISP 3 será uma ótima
notícia para os que fazem a Segurança Pública, uma grande evolução para Santana
e um bárbaro anúncio para a economia local. Baseado num amigo empresário bem
sucedido que só pensa em dinheiro as 24 horas do dia, além do investimento
inicial de mais de 18 milhões, ainda tem a força de uma repartição pública
estadual despejando dinheiro todos os dias e as mensalidades circulando pelo
comércio local. Todo mundo pegando em dinheiro.
Se isto não representar progresso para a Rainha do Sertão, não sei mais
o que seria esse progresso.
DELEGACIA
DO ATERRO EM 2013. FUNDADA EM 1973 (FOTO: B.CHAGAS/LIVRO 230).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.