SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
AFOGADOS Clerisvaldo B. Chagas, 21 de março de 2024 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3. 025 Pequei uma quadra e ...
AFOGADOS
Clerisvaldo B. Chagas,
21 de março de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3. 025
Pequei uma quadra e fui a uma tardinha conhecer a barragem do riacho
João Gomes. O riacho é um afluente do
rio Ipanema e contorna Santana pela margem direita numa distância entre dois e
três quilômetros. As nascentes do riacho, duas, estão situadas no município de
Carneiros, imediações do sítio Serrote da Furna. O seu nome tudo indica, deriva
da planta denominada beldroega, também antigamente chamada João Gomes. As águas
ficaram represadas no Alto Riacho que conta também com uma bela ponte asfaltada
e toda a estrutura para um balneário. O
Médio Riacho, muito abaixo da represa, corta a AL-120 e desce para o Baixo
Riacho em busca da sua foz no sítio Barra do Panema. Era nessas imediações do
Baixo João Gomes, que morava a família PIO, lugar de origem do grande escritor
Oscar Silva. (“Água do Panema”, romance, “Fruta de Palma”, crônicas e outros
mais).
Parece-me que já houve na Represa um
afogamento, lembrando a mais famosa fonte de lazer de Santana, o Poço dos
Homens. Contamos desde a nossa infância
até o abandono do poço em 1969, cerca de 20 afogamentos, citados pelos mais
velhos e os da nossa geração. Entre os afogados, o mais falado era de um
cidadão apelidado “Tinteiro”, que se não nos enganam, morava nas imediações do
poço. Falava-se muito também de tal Zé Belebebeu ou Jabobeu, que teria sido o
primeiro afogado e que de vez em quando puxava na perna de um bahista para o
mesmo destino.
Mas voltando ao riacho João Gomes, o espelho
d’água da Represa, visto de pontos mais elevados, estende-se riacho acima por
vários sítios, beneficiando tanto a montante quanto a jusante os inúmeros deles
que ficam diretamente às margens ou nas suas imediações. Além do banho
domingueiro dos seus frequentadores, o pôr-do-sol é uma atração à parte que
permite concorrência entre fotógrafos amadores e profissionais. Isso reduziu
muito as viagens de santanenses em busca do rio São Francisco em fins de
semana, tanto em Pão de Açúcar quanto em Piranhas.
Vamos ao banho!
ENTARDECER NA REPRESA (FOTO: BIANCA CHAGAS)
A EXUBERANTE FESTA DO BOI Clerisvaldo B. Chagas, 15 de março de 2023 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3024 Êxito...
A EXUBERANTE
FESTA DO BOI
Clerisvaldo B. Chagas, 15 de março de 2023
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3024
Êxito
retumbante do lançamento do livro “O Boi, a Bota e a Batina, História Completa
de Santana do Ipanema”, em Maceió. A
Estaiada Choperia e Drinkeria, do meu sobrinho Felipe, ficou lotada de tantos
santanenses e de pessoas dos mais diversos lugares. Pareceu mesmo uma festa de
confraria, sem rigidez de formalidades. O riso frouxo no salão; a presença de
quatro escritores, dois de Maceió, um de Santana e outro da região de Olho
d’Água das Flores/Santana; vários ex-alunos do Ginásio e do Colégio Estadual
Mileno Ferreira; amigos de longas datas; familiares e pessoas do grupo dos 100
e outros de fora atraídos pela noite de Cultura, abrilhantaram a festa numa
verdadeira apoteose.
Foi
muita alegria, muito carinho e rasgados elogios, inclusive do próprio
mestre-de-cerimônia, ex-aluno, intelectualizado, inspirador e aniversariante do
dia. A oração oficial foi assegurada com o mestre Antônio Sobrinho (Tonho
Cupim), ex-funcionário do Banco do Brasil, orador maçônico arrebatador e que
muito ajudou no evento colocando a cereja no bolo. A noitada do intelecto,
permitiu um êxito de venda extraordinário, com rendimento de histórias
individuais narradas que se formaram
em grupos, após, permitindo novo
material para outros livros no porvir. E no meio da conversa que vem, da
conversa que vai, acabei descobrindo o nome de guerra do ex-cangaceiro Filemon,
coisa muito pesquisada e já considerada perdida.
Agora vamos para a segunda etapa de
lançamento que será realizado no miolo de Santana do Ipanema, no Restaurante do
outro Sobrinho, Cleber, no “Santo Sushi”, Bairro Domingos Acácio. “O Boi, a
Bota e a Batina”, que tem início no Brasil Colônia, segue rigorosamente por ordem
cronológica de todas as fases políticas e históricas brasileiras até
desaguar no ano de 2006, quando foram encerrados esses trabalhos, com 436
páginas e mais de 360 ilustrações.
Amigo, amiga, você se comprometeu com o
grupo. Pode esquecer de comparecer, mas não esqueça do compromisso do PIX. A
gráfica é um contrato coletivo.
DIÁRIO ALAGOAS Fernando Valões Jornalista e sociólogo 05.03.2023 O ilustre escritor e acadêmico Clerisva...
DIÁRIO
ALAGOAS
Fernando
Valões
Jornalista
e sociólogo
05.03.2023
O ilustre
escritor e acadêmico Clerisvaldo B. Chagas está prestes a honrar o cenário literário
com o lançamento da sua mais recente obra na capital alagoana, Maceió, bem como
na cidade de Santana do Ipanema. Este evento marca uma ocasião de significativa
importância cultural e intelectual, notadamente após uma dedicação de 18 anos
de concepção da obra.
A
revelação oficial de “O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do
Ipanema” está agendada para ocorrer em primeiro momento na Estaiada Choperia e
Drinkeria localizada na região de Jatíúca, Maceió no dia 13 de março.
Subsequentemente o lançamento será replicado em Santana do Ipanema,
especificamente no Restaurante Santo Sushi situado no Bairro Domingos Acácio,
no dia 20 de março. Este livro, fervorosamente aguardado por entusiastas da
história regional em todo o sertão de Alagoas, promete ser uma contribuição inestimável
ao patrimônio cultural e historiográfico da região.
A
fim de assegurar a inclusividade e a ampla disseminação desta obra seminal, a
organização do evento providenciará em sistema de distribuição de convites e a
possibilidade de transições via PIX, destinados inicialmente a um grupo seleto
de 100 pessoas. Todavia esforços adicionais serão empregados para garantir que
indivíduos fora deste círculo também tenham oportuninadade de adquirir a obra, reafirmando
o compromisso com a acessibilidade cultural.
Esta
obra monumental abrangendo 436 páginas, oferece uma narrativa abrangente e
meticulosamente cronológica da história de Santana do Ipanema, desde os seus
primórdios habitacionais nas margens da Ribeira do Panema até os eventos
transcorridos no ano de 2006. Trata-se de um estudo abrangente que atravessa
diversos períodos significativos da história-brasileira, incluindo a era
colonial, do vice-reinado e imperial, fornecendo um panorama detalhado das
transformações sociais, culturais e políticas da região. Diferentemente das
narrativas históricas convencionais centradas nas elites governantes, esta obra
destaca a confluência de diferentes estratos sociais oferecendo uma perspectiva
inclusiva e multifacetada da história local.
A
capa do livro, uma obra de arte meticulosamente composta, simboliza elementos
culturais e históricos de Santana do Ipanema, incorporando ícones locais como o
Museu Darras Noya e a Igreja Matriz, bem como figuras proeminentes da
comunidade; este aspecto visual não só enriquece a apresentação da obra, mas
também serve como um convite visual para os leitores mergulharem nas
profundezas da história e cultura de Santana do Ipanema.
Portanto,
convidamos a comunidade acadêmica, entusiasta de história e o público em geral
a se unirem a nós neste evento literário de grande envergadura, que promete ser
não apenas uma celebração do legado de Santana do Ipanema, mas também um marco
significativo no campo da historiografia brasileira.
MACEIÓ,
5.3.2023.

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.