SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
O BOI NA UNEAL Clerisvaldo B. Chagas, 1 de abril de 2024 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3. 029 Após sucessos d...
O
BOI NA UNEAL
Clerisvaldo B. Chagas, 1 de abril
de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3. 029
Após sucessos de lançamentos
do livro “O Boi, A Bota e a Batina; História Completa de Santana do Ipanema”, o
BOI será lançado também na Universidade Alagoana, no Campus da UNEAL, em
Santana do Ipanema. Sob a égide do confrade e professor Carlindo Lira – que
também esteve no lançamento no Restaurante Sushi – o BOI promete berrar com
fartura para os acadêmicos que querem mergulhar na história completa da “Rainha
do Sertão” e consequentemente na história de todo o semiárido alagoano. Santana do Ipanema é a mãe de oito municípios
que a ela pertenciam. Portanto, a curiosidade acadêmica é fundamental para
debates, pesquisas e surgimento de novas janelas enriquecedoras do nosso acervo
santanense e sertanejo.
Recebemos inúmeras felicitações pela
qualidade da Obra trazida a lume à sociedade nordestina e brasileira.
Agradecemos as diversas manifestações de carinho do povo alagoano e de outros
estados para onde o BOI foi exportado, tendo como exemplo, Paraíba e Rio Grande
do Norte. Pena que algumas pessoas do grupo fechado dos 100, tenham se
distraído e faltado ao compromisso assumido com o grupo e com a gráfica. Mas o
Boi, a Bota e a Batina, com os poucos livros que restam, procuram sair de águas
escassas para águas mais profundas. Assim, no próximo dia 17 de abril, se assim
o bom Deus nos permitir, estaremos no Bairro Lagoa do Junco, onde se encontra o
majestoso edifício da UNEAL à margem da BR-316, saída para Maceió.
Aliás, o Bairro Lagoa do Junco que abriga
inúmeras repartições públicas importantes, é descrito no livro acima sobre seu
surgimento e expansão. Cada página da História de Santana é uma novidade, uma
surpresa, mina de diamantes para os amigos do conhecimento e da cultura geral.
Desde quando o rei de Portugal proibiu a criação de bovinos na zona da Mata
canavieira, que o boi vagueia pelos sertões nordestinos e que nós continuamos a
agradecer a Providência divina em virarmos todos vaqueiros diretos ou indiretos
desse animal sagrado que tanto impulsionou a nossa Economia.
Boi Bumbá, Boi Mamão, Bumba Meu Boi... BOI NA UNEAL.
Viva o novo lançamento do Boi, a Bota e a
Batina...
LANÇAMENTO NO RESTAURANTE SUSHI.
A GALINHA E O OVO Clerisvaldo B. Chagas, 26 de março de 2024 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.028 Já se foi o te...
A
GALINHA E O OVO
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de março de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.028
Já se foi o tempo em que o criatório de aves
nos terreiros de sítios e fazendas saltava aos olhos. Galinhas, pintos, galos,
pavões, perus, frangos, guinés, patos e até marrecas obstruíam o caminho dos
passantes. Eram as chamadas galinhas de capoeira. Um misto de inúmeras
espécies, que ornamentavam a zona rural. Após esse desaparecimento, o vazio e,
depois do vazio uma nova tentativa de criar galinha para produção de ovos em
quantidade no Sertão e Agreste de Alagoas. Não é fácil transformar qualquer
região sertaneja alagoana num São Bento do Una e imediações, onde as granjas
estão consolidadas.
Mas já aparecem na região, ovos de galinhas
caipiras vindo de cooperativas de Santana do Ipanema, Olivença e de formação em
São José da Tapera, além de ovos de granja (o branco) do povoado Laranjal de
Arapiraca. Esses ovos vêm em embalagens belas, modernas e higiênicas que
parecem que estão desbancando os ovos que chegam de Pernambuco com suas
embalagens de papelão rude e anti-higiênicas. Que bom que está sendo
diversificada a economia regional no império do boi. Pelo visto o homem
sertanejo alagoano também quer criar o Poder Granjeiro como o do estado
vizinho. É preciso muita persistência, assistência técnica, capital e muita
tecnologia de ponta. Será que conseguiremos?
A galinha branca de granja, todos conhecem. A
galinha de capoeira é aquela de qualquer raça criada nos quintais e nos terreiros
de sítios e fazendas. Possui ovo branco igual ao da galinha de granja. E a
galinha caipira é aquela marrom, cujo ovo também é marrom claro ou escuro. Mas
o miolo do assunto é mesmo a Economia. Já pensou em várias granjas no seu
município, produzindo 30.000 ovos/dia, vendendo e exportando através de
cooperativas? Quanto dinheiro não entra! Quanto em dinheiro circula... E o
número de empregos nas granjas e na cadeia produtiva? Pois chegou a hora de tornar o Sertão
independente de ovos, um dos alimentos mais ricos do mundo.
Viva as cooperativas que representam a força
de vontade do produtor guerreiro do sertão. Vamos dar preferência aos nossos
produtos. Viva a galinha e viva o ovo!!!
GALINHAS CAPIRAS
O CANGACEIRO MOCIDADE Clerisvaldo B. Chagas, 25 de março de 2024 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3. 027 Para quem...
O
CANGACEIRO MOCIDADE
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de março de
2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3. 027
Para quem gosta dessas ladainhas de
cangaceiros, cumpre-me trazer a lume um cabra dos anônimos do bando de
Virgolino Ferreira, o Lampião. Neste espaço, tenho me referido ao Filemon,
homem do povo, simples, educado e muito calmo, devagar. Não sabemos se era de
Santana ou chegara a Santana. Quando conheci o casal, Filemon e Júlia foi em torno
dos anos 60. Ela possuía banca na feira, onde vendia comida caseira. Muita
desbocada, dona Júlia. Ele, Filemon, era alto, escuro igual à mulher e poderia
ser localizado na casa dos 60 anos de idade ou mais. Sobre sua atividade, só conhecemos o ato de
fazer saborosas comidas para festas, para clubes, sendo mestre na feijoada, no
abate e preparo de cágados (jabutis), muito apreciados na época.
Ele nos contava: era padeiro em vila Mariana,
Pernambuco. Certa feita, Lampião passou por ali com o bando, convido-o. Convite aceito partiu com o bandido sertão
afora. Recebeu todos os equipamentos de guerra e passou a ser conhecido por MOCIDADE. Passou a cozinhar para o bando e
participou do sequestro de coronel famoso em Águas Belas. Explicou por que
Lampião não matou o coronel e toda a sua explicação coincide com livros que
falam do assunto. Seis meses do seu ingresso no bando, fugiu, afirmando a si
próprio que não nascera para aquela vida. Por ser calmo e paciente, servia às
vezes de chacota para o amigo Zé Chagas, homem piadista nato, em Santana do
Ipanema. A vida do primo Zé Chagas, daria um livro completo, por sinal, rimos
muito no lançamento do livro em Maceió, lembrando suas brincadeiras inusitadas.
Fo ali que descobri o nome do CANGACEIRO, através de outro primo, Zé Ormindo.
Pois, estão aí agora, os dois únicos
cangaceiros santanenses que se tem notícia. Gato Bravo e Mocidade. Com estilos
completamente diferentes, possuem a coincidência de fuga de cangaço.
Entretanto, a nossa cidade nunca alimentou histórias de cangaceiros. Sempre foi um limbo total na
tradição do município desde a grande festa de cabeças de 1938. O nome
descoberto e apresentado à sociedade e aos estudiosos foi apenas um desencargo
da consciência de quem teve acesso.
Estamos indo, fui.
CAPA DE LIVRO (FOTO: B. CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.