SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
RECESSO DE UMA SEMANA. DESCANSO!!!
JUNHO CHEGOU Clerisvaldo B. Chagas, 2 de junho de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.243 Entra o mês de junho...
JUNHO CHEGOU
Clerisvaldo B. Chagas, 2 de junho de 2025
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.243
Entra
o mês de junho com aquela esperança do todos os junhos da tradição junina. Uma
esperança forte de que o mês traga boas chuvas e naturalmente, a colheita de
milho que se tenta adivinhar. Já se disse que as chuvas chegaram atrasadas para
o plantio e por isso não teremos milho no mês de junho e nem julho, isto é, sobre
os terrenos normais sob as ordens das chuvas. Tudo nos conformes para o plantio
das áreas irrigadas. Aí chega o produto no tempo certo para a canjica, a pamonha
os diversos bolos de milho das nossas mães, avós ou mesmo esposas, exímias na
cozinha sertaneja. O tal “quentão” não vemos mais que era aquela bebida à base
de cachaça e gengibre, feita pelas próprias mulheres para os homens. Olho no
céu, olho na terra.
O
céu passa o tempo todo nublado, branco como marfim, as chuvas são muito poucas,
mas, dizem os especialistas que esse tempero entre Sol e chuva, é muito bom
para as plantas. É muito certo que a lavoura agradece e vamos para o próximo
inverno num cenário bonito e verdejante no Sertão. Porém, quem cria todo o tipo
de gado, não vai gostando muito, não. Diz ele que a água que estar vindo dos
céus, não vai dar para encher barreiros e açudes e assim poderá tornar mais
difícil a travessia para o próximo inverno. Na verdade, ninguém nunca está satisfeito
com o tempo, reclamando de alguma coisa como se Deus não entendesse o que
estivesse fazendo. É preciso entender somente o seguinte: tudo tem uma razão de
ser.
Podemos
dizer, entretanto, que o céu do primeiro dia de junho, foi de um domingo belo,
de Sol, de vitalidade e desejos de passear pelos campos. Um domingo para o
abrir um mês radiante e feliz. Mas, isso não assegura de forma alguma um bom
inverno. Vamos confiar no Divino, olhar para frente e marchar sempre confiante
e feliz. E como o mês é de forró junino, nem estou bem-informado, onde é que
vai haver forró para você aqui na cidade. Raramente uma bomba estoura por aqui,
um foguete ou coisa parecida. Como foi dito, a medida em que o tempo passa,
muitas coisas das tradições da gente vai arrefecendo e morre. Fazer o quê? Tudo
se transforma e ainda somos felizes em vivermos essa transformação. Lembre-se
das pregações de uma Nova era. Vamos com ela.
RUA
E CHUVA (FOTO: B. CHAGAS).
CAMINHADA Clerisvaldo B. Chagas, 29 de maio de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.242 É incrível a caminhada...
CAMINHADA
Clerisvaldo B. Chagas, 29 de maio de
2025
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.242
É
incrível a caminhada do santanense no trecho da BR-316, sempre pelas manhãs e
no cair da tarde ainda com as luzes do lusco-fusco. Lugar de trânsito
movimentado de Santana, sujeito a um acidente de graves proporções. Entretanto,
não temos alternativa. Continuamos aguardando alguma iniciativa do Poder
Público, como uma pista exclusiva para caminhadas. O trânsito de Santana do
Ipanema está de fato feroz. Já o meu roteiro era outro, mas tão perigoso quanto
o atual. Penetrava pela Cohab Velha,
saía perto da Barragem, na BR-316, e caminhava rumos a cidade de Poço das Trincheiras.
Tinha a ponte estreita no rio Ipanema para enfrentar e uma curva longa além do
perímetro urbano. Duas pestes juntas! E cuidado dobrado.
Atenção
na estrada e vontade de caminhar, lá ia eu passando pela fazenda de João Ivo,
lugar plano, até bem perto de uma baixada onde estava a porteira da fazenda do
saudoso Dr. Adelson Isaac de Miranda. Era uma porteira que levava até a margem
do rio Ipanema, onde era a sede da fazenda Berra Boi. Porteira não ficava longe do sítio rural
Baixa do Tamanduá. E como sempre, melhor é a volta de tão longa caminhada, até
ultrapassar novamente a ponte da barragem. Mas já deveria haver um lugar
específico para isso, pois a exigência da vida moderno está por todos os
lugares. Quanto ao trajeto longo pela BR-316, nunca tive confiança nos mais
diferentes tipos de motoristas que cruzam a estrada. Em relação à paisagem, é
sempre melhor na parte da manhã; o hábito já se espalhou bastante e muita gente também
livra a academia.
Mas
no trajeto Largo do Maracanã ao DENIT, cerca de 800 metros de estirada é só no
lombo da BR-316, numa disputa dos corpos com os carros. As autoridades podiam
ter alargado a avenida na época do asfalto, porém, continuam, sempre que
possível fazendo tudo dentro da maior economia possível, o que logo, logo
compromete o futuro. Mas a Educação Física na rua, não perde a pose. E hoje
parece modismo de quem não precisa. É mis a juventude que desfila pelo
Maracanã-DENIT, se bem que aparece pessoas maduras na mistura salutar. E
enquanto os preços das academias não se adaptam ao preço do bolso, o futuro
cliente vai enfrentando o trânsito doido do Maracanã. Reclamar para quê? Haja
pé no asfalto e charme no look.
CENTRO
DO LARGO MARACANÃ (FOTO: B. CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.