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  ANGICO Clerisvaldo B. Chagas, 16 de abril de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3401   A casca do Angico vem da á...

 

ANGICO

Clerisvaldo B. Chagas, 16 de abril de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3401



 

A casca do Angico vem da árvore (Anadenanthera colubrina), o popular Angico que prolifera na caatinga e que pode chegar aos 30 metros de altura. Seu tronco e galhos são nodosos, arredondados ou pontiagudos, chamados de espinhos. Gosta de lugares pedregosos e mais altos, racha as pedras com sua poderosa raiz profunda e goza da frieza dessas pedras. É madeira dura e de lei, resistente à seca. Suas folhas são em forma de penas e murcham  durante à tarde para economizar água. Sua resina é medicinal e alimenta os saguis (soins) da região. Possui na casca uma substância chamada “tanino” que faz parte da sua defesa, utilizada pelo homem na curtição de couro. Suas vargens parecem com as do  feijão.

.A aquisição da casca de angico, comumente acontecia nas fazendas em que os proprietários de terras queriam fazer estacas para vender. Acontece que a madeira pelada se torna mais resistente às  pragas. Então, o fazendeiro achava bom que seus angicos ficassem pelados e em troca  não cobrava pela cascas. Porém, quando não queria fazer estacas, cobrava dos compradores de casca por arroba. A arroba correspondia a quinze quilos. Entretanto, aparecia carro de boi na cidade, vendendo arrobas de cascas de angico. O preço da casca de angico custava 10 tostões (destões) a arroba. Quanto a árvore de Angico que fornecia casca para os tanques (curtumes), era encontrada em todos os lugares da caatinga, antes do desmatamento. Bastante usada como estaca de qualidade, mas também era transformada em carvão para os fogões da época.

A preferência dos compradores da casca do vegetal, estava mais nas concentrações dessas árvores, no lugares mais elevados como os serrotes. O angico se dava bem com a altitude e os pedregulhos.

... A madeira estava presente no cotidiano sertanejo: “cabra! Se você se meter à besta, vou te dar uma pisa de cacete de angico!

Texto extraído do livro: CHAGAS, Clerisvaldo B. Santana, Reino do Couro e da Sola. CBA, Maceió, 2024.

 

ÁRVORE ANGICO.

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  GINÁSIO VELHO DE GUERRA Clerisvaldo B. Chagas, 15 de abril de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3401   Hernande ...

 

GINÁSIO VELHO DE GUERRA

Clerisvaldo B. Chagas, 15 de abril de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3401

 



Hernande Brandão (matemática, História, Geografia): “A ordem dos fatores não altera o produto” e “Assim, sucessivamente”. José Conrado de Lima (História): “Segundo Rocha Pombo...”. Doutor Jório Wanderley (Ciências): “Quantos corações nós temos?”. Genival Copinho (matemática): “O Crivo de Eratóstenes”. Alberto Nepomuceno Agra (Geografia): “Todos só perguntam pelos direitos, ninguém pelos deveres”. Padre Luíz Cirilo Silva (Latim): “Puela, puela, puela...  Dona Déa (Desenho):  “Estou com tanta pena do senhor...”  Eunice Aquino (Francês): “”Fazendo um biquinho: oui, uí” Dionísio ( Matemática, Português): “Errar é humano, permanecer no erro é diabólico”. Essas eram as frases habituais dos meus professores do Ginásio Santana.

Ora, por coincidência, tivemos que resolver alguns problemas no Centro e passamos pelo velho casarão, escola da minha adolescência e pela escola da minha infância, Grupo Escolar Padre Francisco Correia. Maravilha! O grupo, reformado e bonito com a mesma missão de 1938, quando da inauguração; o Ginásio Santana, bem conservado, imponente e limpo como sempre foi. E neste instante de buscas, caiu um pé d’água educado e constante que mexeu com o trânsito intenso e apressado. Mesmo assim, conseguimos resolver o que havia sido proposto. Além disso, encontramos ainda vários tipos de serviços em prédios novos ou  reformados consolidando o comércio mais bonito de Alagoas.

Raramente havia no Ginásio Santana, professor profissional. Eram, praticamente todos, pessoas da sociedade de diferentes áreas e boas instruções, convidados para cooperar como mestres e mediante alguma gratificação. Sempre havia bancários do Banco do Brasil. Construído o prédio por um, então, prefeito, não pode ser concretizado o sonho da prefeitura por falta de equipamento e mão-de-obra para ser hospital. Ficou o prédio ocioso até que foi ocupado por um batalhão de polícia recém-fundado em Maceió, para combater o banditismo no Sertão. Terminada a sua missão, os policiais retornaram a capital e o prédio ficou ocioso novamente. Foi aproveitado depois como escola da Rede Cenecista que funcionava da primeira à quarta série com o nome de GINÁSIO SANTANA.

CHUVA EM TRECHO URBANO DA BR-316.

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