SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
NOVA EDIÇÃO Clerisvaldo B. Chagas, 27 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3421 Enquanto se descansa s...
NOVA EDIÇÃO
Clerisvaldo B.
Chagas, 27 de maio de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3421
Enquanto
se descansa se carrega pedras. Recebo notificações do editor José Malta para
corrigir a “Boneca” para nova edição do livro SANTANA, REINO DO COURO E DA
SOLA. O citado livro é um documentário de cerca de 60 página que irá ser
trabalhado nas escolas do município de Santana do Ipanema. Trata-se de um
resgate de parte da história santanense que não havia sido registrada, assim
como OS CANOEIROS DO IPANEMA e a IGREJINHA DAS TOCAIAS. Todos os três episódios
resgatados por mim e, graças a iluminação do companheiro MALTA, são trabalhados
esses documentários com a juventude escolar para o reforço de todas as gerações
em ser santanense. SANTANA, REINO DO COURO E DA SOLA, representa o retrato do
Sertão inteiro do século XX.
Com
o trabalho nas escolas municipais, presença do autor em debates e entrevistas,
fica então, consolidado o objetivo da
inclusão daqueles episódios, definitivamente no âmago santanense de qualquer
faixa etária. O livro fala da época em que o município e o Sertão Inteiro
progrediam com o uso do couro do boi, abundante na região. As fábricas
artesanais de curtumes onde o couro era curtido e transformado em sola,
alimentando as vária fábricas de calçados que havia na cidade e os diversos
tipos de artesãos do couro do semiárido. A circulação do dinheiro, o emprego,
as diversões, o modo de fabricar a sola, seus ingredientes, suas fontes, seus
transportes, suas vendas, seus preços. Inclusive, o registro de governador
santanense, sua visita à cidade com dezenas de cavaleiros.
Além
da especificidade do setor coureiro, é o livro SANTANA, REINO DO COURO E DA
SOLA, documentário histórico, social, econômico e geográfico da nossa região
completa. Vai ficando assim, uma deliciosa fonte de pesquisa nordestina,
principalmente, para quem procura voar mais alto com solidez de base. Santana
do Ipanema agradece pela divulgação da
sua história tronco e de suas periferias que muitas vezes ficam esquecidas e,
emergem através do editor, jornalista e escritor José Malta Neto. Sim, amigo MALTA, vou encerrar esta crônica e
colocar a mão na massa da correção da
‘boneca”, formosa BONECA.
CAPA,
BURROS CARGUEIROS AO ANOITECER.
MATANDO À VONTADE Clerisvaldo B. Chagas, 25 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3420 Vai finalizando...
MATANDO
À VONTADE
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de maio de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3420
Vai
finalizando o mês e sendo anunciadas a produção
de milho que está prevista na região de Arapiraca. São muitas toneladas,
amigas e amigos. Vamos anexar mais e mais toneladas de milho do Sertão e da
Mata porque o tempo em Alagoas nos favorece.
E a gente bota o pensamento no milho assado, cozinhado, e no delicioso bolo de milho. E a imaginação
vai para roça: Imensa extenção verde e bela, bonecas pendoando, homens e
mulheres colhendo espigas, quebrando o milharal após colheita. Foguinho no meio
do roçado, para experimento das primeiras ofertas da terra. Ali, adiante, o jegue, de caçuás lotados, força
nos sacos cheios, carroceria por cima e aquele despejar nas praças públicas das
feiras do mês de junho. Fartura no campo, fartura na “rua”. E comprido.
Então,
isso me faz lembrar a irmã holandesa Letícia, no, então, Instituto Sagrada
Família, onde eu lecionava Geografia. Bebendo café sem açúcar, a irmã dizia que
na Holanda o milho vai para a ração animal. Eita, como os animais da Europa se
divertem com o milho como nós. E a medida em que o mês de junho se aproxima,
mais a boca do nordestino se enche
d’água pelas delícias imaginárias do milho. A delícia antecipada é cuscuz com
leite que, se não tiver cuidado até o prato será engolido. E as estações das águas continuam neste
outono com o tempero desejado pela Agricultura: Chuvas moderadas se
intercalando com o calor do Sol. Agora mesmo chegam sons de forró da
vizinhança. Isso representa o bom estado de espírito sertanejo.
E
para animar o mês de maio do Nordeste, foi lançado ao mercado, o livro MARIA
BONITA, A DEUSA DAS CAATINGAS, um documentário clássico que, mesmo com tiragem
pequena, já está percorrendo Alagoas,
Rio Grande do Norte e Ceará, aonde as críticas que chegam até nós fazem nos
orgulhar do dever cumprido e comprido. E para animar também o mês de junho literário,
vamos lançar na Associação da margem esquerda do Ipanema, o romance AREIA
GROSSA, que se baseia naquela região da cidade dos anos 60 e seus entornos. Romance
de cunho social e histórico com 82 personagens reais e terceirizados na trama
que resgata àquela periferia. Distribuição gratuita aos descendentes dos
personagens reais.
ROÇA
DE MILHO (DIVULGAÇÃO).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.