CACETE NELES! Clerisvaldo B. Chagas, 5 de junho de 2012. Esses espanhóis estão muito folgados. Depois de assassinarem milhares e ...

CACETE NELES!


CACETE NELES!
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de junho de 2012.

Esses espanhóis estão muito folgados. Depois de assassinarem milhares e milhares de nativos do continente americano, de fome, de trabalho forçado, a fio de espada e canhões, ainda pensam que são os tais do século XXI. Vêm perseguindo os imigrantes ou simples turistas que chegam ao território, com a arrogância e procedimentos que lembram bem as boas peças que eram nos tempos das conquistas. Uns cocôs! Entrando na União Europeia como primos pobres, juntamente com Portugal e Grécia, agora se metem a Maria Machadão. Estamos cansados de relatos de brasileiros barrados e maltratados nos aeroportos daquele país. O Brasil até demorou demais para o troco e um troco até diplomático, por sinal. De qualquer maneira, pode-se matar um indivíduo, sorrindo e cheio de boas maneiras, educadamente, como vemos em filmes por aí. Mas para atitudes espanholas, as reações deveriam ser curtas e grossas como as palavras do ex-presidente Figueiredo. Os grandes investimentos que a Espanha fez no Brasil nada têm a ver para uma diplomacia sedosa. Estão faturando muito nesse país onde existem brechas nas leis para todos os tipos de enroladas possíveis. A telefonia mesmo é uma peste! Não tem PROCON no mundo que dê jeito a tantas reclamações diárias. O que os espanhóis estão querendo do mundo? Querem sangrar os outros como sangram os seus touros de arena!
“Autoridades brasileiras e espanholas se reúnem nesta segunda-feira, em Madri (Espanha), para tentar negociar um acordo que encerre o impasse envolvendo imigrantes e turistas dos dois países. Nos últimos dois meses, as tensões cresceram depois que o governo do Brasil adotou as chamadas medidas de reciprocidade, aumentando o rigor para o ingresso de espanhóis em território brasileiro. A iniciativa só ocorreu porque brasileiros reclamam de discriminação na Espanha”. (Folha).
Essa reunião deveria ter sido no Brasil e não em solo espanhol. Mas vamos confiar na dureza da ministra Maria Luíza Lopes da Silva. O negócio é “não dá moleza a esses gringos, meter o dedo diante do nariz e esmurrar a mesa” no modo de dizer das ruas. Brasil não pode crescer baixando o cangote para os metidos à besta que cada vez mais caem do pedestal. A diplomacia exterior é complicada sim, todos sabem disso, contudo, os antigos já diziam: “Quem for besta, beba gás”. Brasil: CACETE NELES!


VÊM AÍ Clerisvaldo B. Chagas, 4 de junho de 2012                        Em nossa viagem curta pelos campos, saímos furando as caatin...

VÊM AÍ

VÊM AÍ

Clerisvaldo B. Chagas, 4 de junho de 2012

         
           Em nossa viagem curta pelos campos, saímos furando as caatingas do Sertão. Íamos em busca de belas fotos, para o próximo livro que sairá junto com “Lampião em Alagoas”, dentro de, aproximadamente, dois meses. Visitando os povoados Tapera do Jorge, Alto do Tamanduá e os sítios Mocambo e Laje dos Frades, fomos vendo o sertão esverdeado com a chamada seca verde. Clerisvaldo B. Chagas, Marcello Fausto e Pedro Pacífico Vieira Neto, autores parceiros, de mais uma obra que será lançada à apreciação dos santanenses e alagoanos, não deixamos de anotar o social da atualidade sertaneja com as paisagens naturais que inebriam os olhos dos visitantes. Ali, o movimento dos povoados em fim de semana. O descanso, o lazer da população no seu cotidiano. Crianças nas ruas, pequenas sinucas em atividades, grupos de vizinhos jogando conversa fora, música brega enchendo o espaço dos botecos, cerveja gelada estourando por cima dos balcões de madeira suja. Pelas sombras das calçadas, a desconfiança dos olhares, a negação do corpo das morenas brejeiras, o clique formal das máquinas trabalhando.
          No seio natural, barreiros com água, animais pastando, bucólica paisagem entre o verde mortiço dos arbustos e os esbranquiçados lombos dos lajeiros repletos de coroas-de-frade, de urtiga da folha grande, de antigos e cansados mandacarus. Cabras marchando pelas veredas dos serrotes redondos, jumento apreciando de cima as novidades do sopé da colina. Carcarás famintos nos rodeios geométricos dos ares. Cenários que aguardam um inverno tardio, refletindo duramente na economia da região, no bolso raso do sertanejo pobre. O soluço do campo nas catingueiras desbotadas, nos espinhos dos alastrados, no lodo negro dos matacões, desanima o homem, mas o convida à resistência. Ovelhas peladas expõem os ossos sob a pele negra, enganadas pelo tempo. A árvore morta bem perto do lajeado dá torre ao carcará faminto que perscruta os arredores. Casas em ruínas vão tombando aos poucos numa lembrança misteriosa dos seus antigos donos. Cancelas quebradas, aramados de ferrugem, acenos de algodão seda. Compridos calangos espreitam os passantes pelas frestas dos pedregulhos. Sobe a poeira no sertão sem fim.
          Tudo pronto, tudo terminado para cair nas mãos do povo santanense e alagoano duas obras que muito contribuirão para a história do município, de Alagoas e dos pesquisadores do Brasil inteiro. Ambas lançadas no mesmo dia. Clerisvaldo B. Chagas, agora em parceria, enriquecendo cada vez mais a Literatura, a História, a Geografia, a Sociologia da região sertaneja, a exemplo de “Ipanema, um rio macho”, “Sebo nas canelas, Lampião vem aí” e “Conhecimentos gerais de Santana do Ipanema”, lançados há pouco; temos certeza de que essas duas próximas obras vão agradar em cheio: “Lampião em Alagoas” (mais de 450 páginas ilustradas) em forma acadêmica e “Negros em Santana”, livro de cerca de 50 páginas, baseado em TCC dos autores, rico estudo sobre a origem dos negros no município, contribuições e muito mais. Não esquecer que após esses dois livros em parceria, virá de Clerisvaldo B. Chagas mais três de uma vez só: dois romances do ciclo do cangaço (“Deuses de mandacaru” e “Fazenda Lajeado” e “Colibris do Camoxinga; poesia selvagem) que estão faltando apenas às capas entregues ao trabalho de um grande artista da terra. E por fim: “O boi, a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema”, que está sendo engordado. Foram três publicações mais seis em seguida. Aguardem. VÊM AÍ!

ALFHA CRUCIS Clerisvaldo B. Chagas, 31 de maio de 2012.   Não tem para onde correr, o estudo, atualmente, é à base de tudo. Ai daquel...

ALFHA CRUCIS

ALFHA CRUCIS
Clerisvaldo B. Chagas, 31 de maio de 2012.

 Não tem para onde correr, o estudo, atualmente, é à base de tudo. Ai daquele que ficar sem estudar. Dentro dos estudos a palavra chave é “pesquisa” em todas as áreas do conhecimento humano. Estamos marchando para a extinção do professor simples, com já foi previsto há muitos anos. A sobrevivência triunfal, atualmente, está em saber pesquisar e, quase sempre o pesquisador é um animal solitário mergulhado noite e dia no seu mister. O navio de pesquisa oceanográfica comprado pelas ações da USP e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) diz bem da necessidade urgente de investigações no oceano. O preço de um navio desse porte, por mais caro que seja, não é nada diante dos benefícios que virão para o país. O Brasil tem que estar afinado com todas as fontes de pesquisa, no mar, no espaço, na terra, para não viver a reboque de outros países, sempre dependente de tudo e importado tudo. Esse navio, que poderia ter sido construído em nossos estaleiros, tem muitos anos de uso, comprado aos “estranjas”, mesmo sendo bem conservado e com reformas.
          As pesquisas permitem construções de navios, aviões, veículos terrestres para guerra, submarinos, remédios, cosméticos, desenvolvimento na medicina e em outras inúmeras áreas em que estamos apenas engatinhando. Triste para o aluno ainda é a grande realidade brasileira de se estudar numa universidade, onde apenas o velho giz e o quadro-negro são peças do século XXI. Veja o que se fala do navio Alfha Crucis: “O Alpha Crucis já soma 39 anos em operação. Antes de chegar ao Brasil, ele pertenceu à Noaa (agência nacional de oceanos dos EUA) e à Universidade do Havaí”. "Mas o navio está em excelentes condições. Além de ter sido extremamente bem cuidado, ele sofreu uma grande reforma antes de chegar até nós”. Quando se fala do complemento de pesquisa, veja como muda o cenário para melhor, no usufruto do nosso próprio produto: “Além do novo navio, um barco de porte menor, novinho em folha, também entrará em operação em breve. Com 27 metros, o Alpha Delphini está sendo construído em um estaleiro do Ceará e deve ficar pronto em setembro. Primeira embarcação do gênero totalmente construída no Brasil, ela custou R$ 4,75 milhões. Os recursos são da Fapesp e da USP”. (Fonte: Folha.com).
          Dizem que “quem não tem cão caça com gato”. Acontece que almejamos promoção. Chega de gato! Precisamos de centros de pesquisas para tudo e verbas para esses objetivos como prioridade. Vamos transformar o gato “Alfha Crucis” em cão Alfha Crucis, pelo menos é o imenso desejo da juventude estudiosa do Brasil e seus talentosos cientistas e pesquisadores. Brasil sem o segundo e o terceiro pum. O Brasil do seu próprio novinho, novinho, ALFHA CRUCIS.