MUNDO RURAL Clerisvaldo B. Chagas, 25 de maio Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.301 EXPANSÃO RURAL ( FOTO; B. CHAGA...

MUNDO RURAL


MUNDO RURAL
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de maio
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.301
EXPANSÃO RURAL ( FOTO; B. CHAGAS).



Os bairros representam unidades da divisão de uma cidade. Os sítios são as unidades divididas da área rural. Assim, didaticamente e até para melhor efeito administrativo do município, elaboramos uma lista de todos os sítios de Santana do Ipanema e que vão além de 130 unidades. Agrupamos essas unidades em 11 regiões. Elas são uma espécie de cabeça de chave.  Isto é, representam todos os sítios do seu grupo.  Dessa maneira temos: As 11 Regiões Geográficas de Santana do Ipanema. Você pertence ou pertenceu a uma delas? Vejamos: De oeste para Leste: Região do povoado Pedra d’Água dos Alexandre, Região da Camoxinga dos Teodósio, Região do Povoado São Félix, Região do Povoado São Raimundo, Região do Povoado Areias Brancas, Região do Sítio Jaqueira, Região do Sítio Remetedeira, Região do sítio Sementeira, Região do Sítio Queimadas do Rio, Região do Sítio São Bartolomeu e Região do Sítio Olho d’Água do Amaro.
Caso a prefeitura tivesse uma espécie de ouvidor em cada uma dessas regiões, facilitaria em muito a sua administração.  O ouvidor, em contato com o povo e com o prefeito, Iria captando as necessidades dos sítios daquela região, passando para o gestor que poderia agilizar as soluções dos problemas. Simples assim.  Chamamos também atenção para o desaparecimento de alguns sítios que podem ser deglutidos pela expansão da cidade em algumas periferias, assim deixando cada um de ser sítio rural ao se incorporar às extremidades de bairros periféricos. Exemplos: O sítio Tocaias está para ser englobado pela expansão do Bairro Paulo Ferreira (antigo Floresta). O sítio Bode com seu açude, também ver chegar perto o casario do Bairro Lagoa do Junco. Na saída de Santana em direção ao sítio Curral do Meio II, o sítio Cipó já foi engolido pela cidade. Tem até posto de gasolina e várias casas comerciais.
Numa visão progressista da urbe, caso seja concretizada a construção da imagem sacra mais alta do mundo, na serra Aguda, essa imagem de Senhora Santana  atrairá a periferia norte-sul do Bairro Paulo Ferreira que anexará à cidade sítios como serra Aguda e entorno podendo até chegar ao sítio Lagoa do João Gomes, lá na baixada por trás da serra. É por isso que o planejamento urbano é importante e a Geografia mostra os caminhos seguros. E se você nunca pensou em sua cidade dessa maneira poderá pensar a partir de agora. Estamos sempre a precisar de cabeças pensantes e não somente de aplausos para quem pensa. O bem-estar coletivo é prioritário. Pergunte sempre o que você pode fazer pelo seu município e não somente o que o seu município pode fazer por você. VIVA O SERTÃO!





COLÉGIO ESTADUAL Clerisvaldo B. Chagas, 22 de maio de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.309 COLÉGIO ESTADUAL EM ...

COCOLÉGIO ESTADUAL


COLÉGIO ESTADUAL
Clerisvaldo B. Chagas, 22 de maio de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.309
COLÉGIO ESTADUAL EM 2013. ( B. CHAGAS).

O Colégio Estadual professor Mileno Ferreira da Silva, foi inaugurado em 26 de março de 1964, com o título de “Colégio Estadual Deraldo   Campos”, em Santana do Ipanema. Foi a primeira escola pública do município a funcionar da antiga 5a série até a 8a e, posteriormente, com o chamado hoje Curso Médio. Antes de tudo, a sua região era apenas caminho ou estrada para os camponeses provenientes dos sítios serra do Poço, Camoxinga dos Teodósio e outras localidades . Ali todas as semanas passavam jumentos, burros e bestas de carga levando os produtos  alimentícios de altitude para as feiras da quarta e do sábado, na cidade. O terreno do colégio era uma fazenda pertencente ao senhor Frederico Rocha que fora um dos interventores do município. Sua casa-grande chamava atenção por um belo pé de príncipe, na entrada. Havia uma cisterna subterrânea que alcançou os tempos do colégio. Supomos que tenha sido aterrada internamente, depois.
A fazenda foi vendida ao exército brasileiro para ser instalado um quartel em Santana do Ipanema. O quartel, de fato foi instalado, mas durou menos de um ano e foi evacuado. Ficamos sabendo à boca miúda que a unidade havia sido condenada por não se enquadrar em terreno compatível com a estratégia dos militares. O prédio ficou ocioso por certo tempo. Foi aproveitado, posteriormente, como escola. Dessa maneira surgiu no lugar do quartel, o Colégio Estadual Deraldo Campos. Seu primeiro diretor, Mileno Ferreira da Silva, passou quase vinte anos no cargo de diretor, herdando após, o nome da unidade. Vale salientar que era tempo de ditadura militar e o próprio diretor havia pertencido às Forças Armadas.
O Colégio ficou popularmente conhecido apenas como “Colégio Estadual” até a presente data. É impagável a prestação dos seus serviços   à sociedade santanense.  Conseguiu evitar o êxodo de milhares e milhares de jovens para outras plagas em busca do Saber. Infelizmente em março deste ano, foi uma das vítimas do valente riacho Camoxinga procurando passagem para desembocar no rio Ipanema.
Tive a honra de ser um dos seus mestres e diretor eleito por dois anos.
Difícil é encontrar quem não tenha sido aluno do Estadual durante algum tempo. Será que poderemos mandar levantar o dedo?
                                                                                                                                   

AINDA A TRADIÇÃO Clerisvaldo B.   Chagas, 21 de maio de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.308 CARRO DE CARNEIRO....

AINDA A TRADIÇÃO


AINDA A TRADIÇÃO
Clerisvaldo B.  Chagas, 21 de maio de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.308
CARRO DE CARNEIRO. (CRÉDITO NA FOTO).

Agora que todos possuem celular, virou moda no sertão, editar vídeos e enviá-los às redes sociais. São as feiras livres, as de gado, de galinhas, de peixes, até açougues, enchentes e até mesmo cenas cotidianas da roça. Esses vídeos também vão mostrando a redescoberta de tradições como a do carro de boi. Cada cidade sertaneja, atualmente está inventando festa de carreiro. É encontro, é festival, é procissão... E assim o secular carro de madeira, volta ao cenário estadual, brasileiro e mundial como um museu vivo do transporte, da arte e da História. O momento também traz outras novidades embutidas nesses festejos que antes eram raridades. Agora chove de carros de Carneiro, de bode, de jumento e pasmem, até carros de cachorro. O Sertão de Alagoas está contaminado de festas de carros de boi e similares.
O interessante é que o artesão do carro de boi, faz o carro de carneiro com a mesma perfeição, amor e capricho do primeiro. E se a grande alegria do carreiro é ouvir o seu carro cantar durante o transporte de mercadorias, o carreiro do carrinho de carneiro igualmente já pode se orgulhar em dizer que seu carro é cantador. Para isso é preciso ser confeccionado por quem entende. Ao se colocar  peças não recomendadas é fracasso garantido no chiado monótono que dá vida ao veículo. Nessas festas locais, contemplamos filas extensas de carros de carneiro com muito mais de um quilômetro de extensão, tendo como condutores dos carros, adultos, adolescentes de ambos os sexos e crianças.  Todos conduzem vara de ferrão porque o negativo também é repassado para a criançada.
Quer participar? Fique antenado na época do evento em cada município: Olivença, Poço das Trincheiras, Inhapi, São José da Tapera, Santana do Ipanema e talvez outros mais. Entretanto, gostaríamos que fosse divulgado na íntegra, o fabrico caprichoso de um mestre artesão, pela grande mídia. É um talento extraordinário que deve compensar quando os condutores capricham no trato com os bichos e não omitem sequer uma peça dos seus acessórios: correia de ponta, trela, sininho...
Ô sertão velho de guerra!
Orgulho em ser nordestino.