VISITEI A IGREJINHA DAS TOCAIAS Clerisvaldo B. Chagas, 13 de outubro de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.399 Após...

 

VISITEI A IGREJINHA DAS TOCAIAS

Clerisvaldo B. Chagas, 13 de outubro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.399












Após quase sete meses confinado, saímos de casa, finalmente, para uma visita dominical à Igrejinha das Tocaias, vizinha à Reserva Tocaia. Após o final da Rua Joel Marques, no Bairro Floresta entramos à esquerda de uma bifurcação com estradas de terra. Quase 1 km de piso ruim e desprezado, cujo final é o riacho João Gomes. A temperatura estava altíssima e só havia verde e água na bela Reserva, o restante, seco com ares desértico. Ali, entre a fazenda Coqueiros e a Reserva, encontramos a igrejinha delimitada à margem da estrada, com arame farpado, cancela e cerca de pedras, tudo dentro de uma tarefa de terras; Material de construção na frente para reparar os três patamares da calçada e trabalho interrompido pelas últimas chuvas e a pandemia que se alastrou pelo mundo.

No pátio de entrada, uma árvore seca cheia de fitas nas suas galhadas representa grande número de promessas pagas ao Senhor Manoel da Paciência, nome trazido do oriente e que representa Nosso Senhor Jesus Cristo. Capelinha simples por fora e por dentro com umas quatro bancadas para sentar e ajoelhar. Alguns santos posicionados no altar único e singelo e uma força invisível destruidora de males dos devotos necessitados. Quem conhece o lugar, lembra as festas animadas que aconteciam na primeira gestão do saudoso prefeito Paulo Ferreira. Mas agora, tão solitária e enigmática, a capelinha parece sentir falta da movimentação humana em busca de graças e bênçãos.

O verdume da Reserva defronte parece esperança de dias melhores para aquele templo de beira de estrada. Sua história foi resgatada por nós e entregue nas escolas da cidade, para a presente e futuras gerações. Graças aos seu abnegados zeladores ou administradores, a ermida continua de pé, testemunha e parte da história santanense. Estar sempre a precisar de um conserto, de uma porta novo, de uma pintura, e uma modificação qualquer no prédio ou nos arredores. Nesses tempos de pandemia, nem podemos trocar palavras presenciais com seus colaboradores diretos, mas temos ideias para passarmos que visam melhorar os aspectos externos sem mexer na singeleza apreciada pelo seu padroeiro.

De volta entregamos a chave à zeladora, senhora Maria José Lírio e agradecemos a felicidade representante daquele domingo.

IGREJINHA DAS TOCAIAS (FOTOS: B. CHAGAS, INTERIOR, ÂNGELO RODRIGUES (EXTERIOR).  

 

  SUMÁRIO DE APARECIDA Clerisvaldo B. Chagas, 12 de outubro de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.398 APARECIDA E SUA...

 

SUMÁRIO DE APARECIDA

Clerisvaldo B. Chagas, 12 de outubro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.398



APARECIDA E SUA PASSARELA DE 35 METROS DE ALTURA (Wikipédia)

“Em 1717 três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedrosa, moradores das margens do rio Paraíba, do município de Guaratinguetá, desanimados por não terem apanhado peixe algum, depois de várias horas de trabalho, já estavam rumando de volta para casa, quando lançaram mais uma vez a rede, retiraram das águas o corpo de uma imagem sem cabeça e, num segundo arremesso, encontraram também a cabeça da imagem de terra cozida. Impressionados pelo evento, experimentaram mais um lance da rede e, naquele momento foi tão abundante a pescaria que encheram as três canoas. Limparam a imagem com muito cuidado e verificaram que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura. Colocaram-na na capela de sua pobre vila e diante dela começaram a fazer suas orações diárias. Não tardou a Virgem a mostrar por novos sinais que tinha escolhido esta imagem para distribuir favores especiais aos sus devotos. A devoção e a afluência do povo cresciam todos os dias e por isso impunha-se a construção de duma capela em lugar apropriado a fim de facilitar a devoção dos fiéis. Estava aí o morro dos Coqueiros, o mais vistoso de todos os altos que margeiam o rio Paraíba. Em cima deste morro foi construída a primeira capela em 1745 e foi celebrada a primeira missa. \a imagem de Nossa senhora da Conceição, já chamado pelo carinhoso nome de Aparecida, estava em seu lugar definitivo, dando origem à cidade do mesmo nome.

A Catedral Basílica Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, também conhecida com Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida é um templo religioso católico localizado no município brasileiro de Aparecida no interior do estado de São Paulo. É o maior templo católico do Brasil e o segundo maior do mundo, menor apenas que a Basílica de São Pedro, no Vaticano. maior catedral do Mundo visto que a Basílica do Vaticano não é uma catedral. Também é o maior espaço religioso do país, com mais de 143 mil m2 de área construída ao longo de todo o Santuário”.

(Fonte: Wikipédia)

 

 

 

 

 

 

  O CONTO DA CIGANA Clerisvaldo B. Chagas, 9 de outubro de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.397 (CRÉDITO: JOGOABERT...

 

O CONTO DA CIGANA

Clerisvaldo B. Chagas, 9 de outubro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.397

(CRÉDITO: JOGOABERTONET.BR).

Algumas décadas atrás, a população rural era maior do que a da cidade, no município de Santana o Ipanema. Os candidatos a vereador e prefeito agiam com muita segurança quando possuíam bases ruralistas. Com a chegada do progresso nas cidades e os contatos juvenis com escolas diversões e facilidades citadinas, começaram esses jovens a deixarem o campo e a vida mais dura da roça. A zona rural foi ficando cada vez mais despovoada. Os pais viam os filhos migrando para a cidade e já não contavam mais com a mão de obra familiar para produzirem. Gente para trabalhar nos roçados também foi desaparecendo e se sustentando em aposentadorias. Resultado: Muitas fazendas fecharam as porteiras, o campo virou deserto e sua população começou a se abrigar nas periferias da sede ou em povoados.

A obrigação do povo vindo da roça, em trabalhar no campo logo cedo e retornar ao povoado ou cidade à tardinha, também foi desaparecendo. A produção rural caiu e um vazio de muitos quilômetros tomam conta dos sítios. As capoeiras cobrem os terrenos e tomam conta do abandono. A nossa cidade passou a ter um equilíbrio populacional com o campo quase meio a meio na balança.

Surgiu assim uma nova mentalidade entre os jovens que vieram da roça e que absorveram todas as informações através de escolas, rádios, televisão e nos acessos às redes sociais. Assim, ou candidatos mudam a forma em pedir votos aos cidadãos ou afundam com as mesmas ideias retrógradas dos tempos dos seus pais e avós. Além disso, os rigores da lei na pandemia, obriga a mudanças de táticas e somente os prestigiosos e mais espertos conseguirão o êxito dos seus propósitos. Isso faz lembrar o eleitor que deixou um belo cartaz na porta da sua casa: “Cuidado com o Cachorro bravo, conhece e ataca políticos”. E outro: “Prezado candidato, passe por longe, todos estamos com convid-19”.

Começa hoje o rasga-rasga. os vitoriosos irão se lambuzar no mel e entre os desavisados, apenas choro e ranger de dentes.

A cigana continuará gargalhando sob o véu da crendice dos ambiciosos