SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
INHAPI/JUVENTUDE Clerisvaldo B. Chagas, 23 de agosto de 2023 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.949 Ficamos felize...
INHAPI/JUVENTUDE
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de agosto de 2023
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
2.949
Ficamos
felizes ao retornarmos da bienal e passarmos no posto de gasolina, em
Maribondo, vizinho à Praça Padre Cícero, por volta das 19 horas. Àquela parada
para um lanche na loja de conveniência, fez um bem danado, ao viajor. E foi
naquele posto onde havia uma verdadeira festa estudantil na área dos banheiros.
Uma ou duas vans, repletas de alunos da cidade de Inhapi, retornavam da bienal
do livro, de Maceió, onde a alegria estava estampada no rosto de cada um. Que
grande acerto do dirigente do município, enviar aquela juventude, sedenta de
Saber, para o grande evento cultural do estado! Remover meninos e meninas de um
interior longínquo para um mundo novo tão diferente da rotina interiorana!
Procuramos conversar com eles e parabenizar a iniciativa.
É
essa mesma juventude que vai mudar para melhor a mentalidade política arcaica
que sempre predominou no sertão e na figura do “coroné”. Prefeitos de desmandos
e arrogância que têm sede de poder e de verba públicas para seus bolsos fundos. Embora essa nova geração política tenha
melhorado muito nos sertões nordestinos, ainda é preciso mais depurações que
por certo virão com uma juventude muito mais sadia e digna do humanismo, da
fraternidade, da tolerância. Esses dirigentes que ainda insistem no
coronelismo, são o restolho que pensam serem imortais e donos do mundo. Mas a
depuração de ordem do Alto já começou e não vai para tão cedo. Não importa se
os arrogantes já perceberam ou não, um futuro limpo que já está chegando e nos
enche de esperanças.
Portanto,
investir na cultura é investir em um mundo novo, onde humanos de “última
geração”, estão e estarão aptos a tomarem conta da Terra por todos os
quadrantes do Planeta. Muitos dos “coronéis” serão forçados pelas
circunstâncias, a investirem nesses princípios a que eles mesmo não resistirão
e serão tragado pela onda avassaladora altamente preparada e sábia, pre-formada
pela imensidão do Universo. O poder e o dinheiro taparão a vista dos viciados
que apenas compreenderão a força de mando, a vaidade pessoal e a falsa ilusão
da verba pública. E nos desfiles dos caixões envernizados jamais caberão
gavetas para levar o acumulado para os umbrais.
AMIGOS
QUE NOS PRESTIAGIARAM NA BIENAL, SALA MANGABA, DEBATE LAMPIÃO EM ALAGOAS.
O TRINOME DO POVOADO Clerisvaldo B. Chagas, 22 de agosto de 2023 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.948 Não soment...
O
TRINOME DO POVOADO
Clerisvaldo
B. Chagas, 22 de agosto de 2023
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
2.948
Não
somente aquela cidadezinha do interior demonstra tranquilidade. A calma do dia
a dia pode aliviar em muito o seu estresse da cidade grande. A boa vizinhança,
o bom-dia das pessoas, a marcha lenta do burro, do carro de boi, a busca de
água no chafariz coletivo ou o grito do vendedor de macaxeira. O hábito
alimentar mais simples e original também cativa, assim como os passeios matinais
pelos arredores... Tudo, tudo se reflete também no povoado onde a vida caminha
sem pressa e mais segura. São inúmeros esses povoados menores no Sertão
alagoano. Mas hoje apontamos especificamente o antes arruado, com três nomes e
uma longa história das antigas estradas de rodagem e seus briosos “cassacos”
que pavimentaram o progresso do futuro de hoje.
É
ali, às margens da BR-316 onde um povoado brilha com sua tradição e bravura, no
município de Cacimbinhas, entre Dois Riachos e Estrela de Alagoas. Falamos do
povoado Minador do Lúcio, Minador ou Minadorzinho. Qualquer chamado é carinhoso
e bem bonito, pontamente atendido. Isso deve-se a um olho d’água ou minação que
surgiu por ali e por essas três denominações passou a ser conhecido e montou
firme na tradição sertaneja da região. É de topografia plana, simpático e marco
histórico para quem trafega entre Santana do Ipanema e Palmeira dos Índios.
Cresceu em sentido contrário da antiga rodagem em ambos os lados da BR-316,
ganhou pracinha bonita e ponto de transporte para Leste e Oeste. Só não
pesquisamos quem foi Lúcio que dá nome ao lugar, mas é muito fácil deduzir.
Minadorzinho
foi acampamento dos funcionários do DNER – Departamento Nacional de Estradas de
Rodagem, apelidados “cassacos de rodagem” ou “cassacos do DNER” porque comiam
muita galinha no entorno do acampamento, de forma clandestina como raposas. Naqueles
tempos difíceis para os cassacos, em nossa opinião, são heróis do Brasil, titãs
alagoanos que superaram os tempos amargosos de salários baixos, para que a
nação pudesse chegar na posição que hoje ocupa. Minador tem muito o que dizer
das epopeias da poeirenta estrada de rodagem trabalhada e que nos dias atuais
representam um brinco valioso para os transeuntes.
Obrigado
Minadorzinho, obrigado queridos cassacos.
MINADOR
DO LÚCIO (PREFEITURA/ DIVULGAÇÃO)
DELIMIRO GOUVEIA Clerisvaldo B. Chagas, 21 de agosto de 2023 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.947 Vimos algumas ...
DELIMIRO
GOUVEIA
Clerisvaldo B. Chagas, 21 de agosto de 2023
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.947
Vimos
algumas cidades sertaneja iniciando no Médio Sertão, perto de Santana do
Ipanema, seguindo pela BR-316 e acessos. Cidades nas planuras do sertão: Poço
das Trincheiras, Maravilha, Ouro Branco e Canapi. Subimos para as montanhas com
Inhapi, Água Branca, Pariconha e Mata Grande e, agora vamos descer para as
planuras novamente com Delmiro Gouveia, Olho d’Agua do Casado e Piranhas. Delmiro
Gouveia ocupa as planuras regionais e representa a mais importante cidade do
Alto Sertão com 51.763 habitantes. Sua distância à capital Maceió, é calculada
em 304 km e sua altitude mostra 256 metros acima do nível do mar.
Antigamente
o lugar era uma fazenda chamada Pedra que progrediu com o implante de uma
fábrica de tecidos pelo pioneiro Delmiro Gouveia. Através do tempo, Pedra
desenvolveu e ganhou sua Emancipação Política no dia 10 de junho de 1952,
passando a se chamar Delmiro Gouveia e cujos munícipes são chamados de
delmirenses. A cidade vive da indústria têxtil, do comércio, da pecuária, da
agricultura, da sua própria história e de parte dos cânions do São Francisco
que atraem pesquisadores e turistas. Faz divisa com Pernambuco, Bahia e Sergipe.
Comunica-se com a capital pela BR-316 (Via Santana do Ipanema – Palmeira dos
Índios) e pela AL-220 (via Batalha – Arapiraca que está sendo duplicada.
A
história de Delmiro Gouveia envolve fábrica têxtil, energia de Paulo Afonso e
episódios lampionescos. Sua padroeira é Nossa Senhora do Rosário, celebrada no
dia 10 de outubro com empolgação pelos seus habitantes. Os visitantes do
Recife, Caruaru e Garanhuns chegam ao núcleo Delmiro Gouveia através da rodovia
BR-423, passando pelo Entroncamento Carié, um dos mais importantes do Nordeste.
Vale
à pena conhecer a cidade, sua vizinhança e sua história belíssima e enigmática
narrada por vários escritores, entre eles, o santanense Tadeu Rocha, cujo livro
é considerado o melhor entre todos.
PARCIAL
DE DELMIRO GOUVEIA (DIVULGAÇÃO MUNICIPAL).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.