SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
CAIÇARA Clerisvaldo B. Chagas, 7 de junho de 2024 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.057 Caiçara é uma paliçada d...
CAIÇARA
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de junho de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.057
Caiçara é uma paliçada de madeira
usada em torno de aldeias indígenas. Cerca de proteção contra inimigos e
animais. Caiçara é também a denominação aplicada a quem nasce no litoral
paulista. Caiçara pode ser chamada a uma cerca de varas para proteção do
gado. A denominação acima é coisa rara no Sertão alagoano e se for encontrada é
nesse último sentido. Porém, ainda não sabemos porque a grande serra de
Maravilha, com mais de 800 metro de altitude, é denominada serra da Caiçara.
Essa referência vem de séculos apontada sempre como serra da Caiçara. Nos
últimos anos vem sendo chamada também de serra da Maravilha, mas não pode
perder sua mais antiga identificação. Aliás, atualmente foi transformada em
área de reserva ecológica. É uma das mais belas do estado e falam do magnífico
cenário visto do cimo.
Mas Caiçara também era um soldado que pertenceu
à força volante do coronel Lucena. Por ser uma pessoa perversa matou sem
necessidade o velho José, pai de Virgolino Ferreira, o futuro Lampião. E o
coronel Lucena, ainda não coronel, teve que assumir a culpa por ser o
comandante da tropa que invadiu a casa onde estava o pacato pai do cangaceiro.
O soldado Caiçara também fora sacristão do padre Bulhões, pároco na época, de
Santana do Ipanema. O sacristão gostava muito de jogar e explorava o padre por
dinheiro de jogo e cerveja. Tentara o suicídio por várias vezes. E ainda como
volante, matara à pedradas um dos irmãos Porcino, justamente o mais pacato que
não era cangaceiro manso como os irmãos. (Lampião em Alagoas).
Voltando à palavra Caiçara, a serra nos
arredores da cidade de Maravilha, tem sido visitada por inúmeras pessoas da
região e turistas que chegam para conhecer o museu que abriga fósseis de
mastodontes, construído na cidade. Não sabemos, porém, dizer se a nova condição
da montanha como Reserva, exige licença para visitá-la, mas o procedimento é
sempre esse. No caso de formação de varas
ou estacas como proteção o termo no sertão de Alagoas é apenas “cerca”. Assim
vamos desvendando o reino encantado do Sertão que, mesmo profundamente
desmatado, ainda oferece encantos mil para os apreciadores da Natureza e da
pesquisa inusitada.
SERTÃO (FOTO: ROBSON FRANÇA)
TEMPO RICO Clerisvaldo B. Chagas, 5 de maio de 2024 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.056 O mês de junho para nós...
TEMPO
RICO
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de maio de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.056
O mês de junho para nós sertanejos alagoanos,
representa muita festa junina e esperança total no campo. Nosso chamado inverno,
denominado pelo povo, tem início no outono e tira até o fim do inverno oficial.
Portanto, apesar das incertezas dos climas no mundo, já tivemos início do
período chuvoso desde o mês de abril, embora com poucas e alternadas chuvas. O
mês de maio foi uma ótima alternância de chuva pouca e sol. Isso permitiu que
todas as regiões alagoanas mostrassem nesta ocasião um verde cheio de matizes pelo
Sertão, Agreste, Zona da Mata e Litoral. Essa chuva pouca e alternada é muito
sadia para o campo e nutre esperanças na agropecuária que teremos um ano de
fartura e de barriga cheia com se fala por aqui.
Barreiros e açudes estão cheios, o homem do
campo cortando terra e plantando com a animação em alta. A Economia da região,
em todos os setores não abandonou a certeza de um ano privilegiado. Como somos
pobres em indústrias, temos um comércio crente, tanto pelas condições
climáticas quanto pelos muitos festejos programados para os próximos dias.
Assim, Festa da Juventude, Festa da Padroeira, Festa de Santo Antônio, Festa de
São João, Festa de São Pedro e mais tarde, Festa de São Cristóvão, vão semeando
com antecedência a mente dos que pensam em dinheiro. Sempre escutamos bombas no
meio da noite e foguetes que antecipam a vontade do comportamento junino. São
tantas festas que até falta fôlego para a narrativa.
Por outro lado, faz gosto viajar dentro do
estado ou caminhar pela zona rural do Sertão. Mato verde, barragens cheias,
riachinhos escorrendo, chuva fina nos telhados de argila. E para coroar a
alegria sertaneja e agrestina, ordem de continuidade do Canal do Sertão, que
pegará nessa etapa a metade da nossa pujante Bacia Leiteira. Melhor do que
isso, só no Céu, mas ninguém quer ir agora. O alarme que autoridades falam nos
alertas de tragédias de chuvas em Alagoas, talvez seja mais pelo trauma
brasileiro do Rio Grande do Sul. Por enquanto, graças a Deus, o tempero do
clima em solo alagoano segue um desenho de bondade e fartura que almejamos para
todos os irmãos do campo e da cidade, ligados diretamente ao tempo. Ave!
AGORA VAI Clerisvaldo B. Chagas, 4 de junho de 2024 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3. 055 Infelizmente no Brasil...
AGORA
VAI
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de junho de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3. 055
Infelizmente no Brasil é
assim, anuncia-se uma grande obra pública e a mesma só vai ser realizada
cinquenta anos depois, quando acontece. Entretanto, parece que poderemos
iniciar a alegria da futura comemoração de obra tão relevante para toda a
região do Baixo São Francisco, Penedo e Alagoas. Com as promessas dos atuais
políticos, o canteiro de obras já teve início no dia 28 do mês passado, pelo
menos na margem alagoana do rio. Estão sendo coletadas amostra do solo onde
serão construídas as cabeças de ponte. A futura obra está avaliada em 203
milhões de reais e terá vão de
1.18 km, com 21 metros de largura. As responsáveis pelo fantástico trabalho,
seriam as Empresa Astra Leste e A. Gaspar. Pelo menos são essas as informações
que surgem em alguns sites noticiosos.
Temos a região do Baixo São
Francisco, onde estar localizada a foz, como uma das mais belas paisagens do
Brasil. Penedo foi a primeira cidade alagoana e de quebra ainda expulsou os
holandeses do seu território. Toda aquela região respira história e deveria
melhor ser compreendida e abraçada por todos os que fazem o nosso estado. Certo
que a ponte que liga Alagoas a Sergipe foi designada antes para Porto Real de
Colégio/Propriá, inclusive, prestando um belíssimo serviço ao Brasil, mas
Penedo, tanto pela sua posição estratégica quanto pelo seu histórico, não
merecia o castigo do isolamento nem os perigos seculares de balsas que parecem
romantismo. Conhecer Penedo e conhecer sua história, é fazer vibrar o
sentimento de brasilidade.
Sim, uma nova retomada
progressista com certeza irá tomar conta da região de Penedo, retardatária por
conta da insensibilidade de muitos. Esperam-se inúmeros empreendimentos de
altos níveis que por certo falarão muito alto nessa nova geração de penedenses
ávida por coisas novas e encaixes triunfantes do Século XXI. Assim em nosso
romance em via de impressão, parte da história da expulsão dos holandeses, de Penedo,
está registrada nas páginas de Introdução.
Deixe que a ponte seja feita
para que sertanejos como nós possam apreciá-la e exaltar a obra.
PENEDO (STOCK FHOTOS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.