SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
SUCESSO Clerisvaldo B. Chagas, 14 de abril de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.222 Pela primeira vez na vid...
SUCESSO
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de abril de 2025
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.222
Pela primeira vez na vida
literária, ouvi as impressões em dabate numa análise de uma das minhas obras.
Estreamos O SERTÃO CLUBE DE LEITURA no sábado passado tendo como cenário uma
das salas da Casa da Cultura. Estávamos em um grupo formados pelo Jornalista
Lucas Malta, o romancista Clerisvaldo, o escritor Marcello Fausto, o
professor/vereador Robson França e um seu aluno da Zona Rural. A agradabilíssima reunião literária, teve
início às 15 e se prolongou até as 18 horas, com o gosto especial de quero
mais, semelhante ao bolo de macaxeira com café preto. O primeiro livro escolhido
para o debate foi o romance PAPO-AMARELO, Ciclo do Cangaço, cujo título se
refere ao tipo de rifle usado na época.
Definidos alguns critérios, os
entusiastas companheiros iam se alternando em leitura de capítulos, analisando
o texto, dando suas opiniões críticas e ouvindo os argumentos do Autor que
respondia a todas as questões argumentadas e postas à mesa. Muitas coisas profundas do romance foram
debatidas, inclusive os bastidores pessoais dos escritos, que sem essa
atividade, não poderiam ser captados. Muitas perguntas, muitas respostas,
muitas gargalhadas. Quão divertido é um Clube de Leitura! E como havia
previsto, todos interessados e fãs das coisas do Sertão, chegaram juntos com
maior facilidade a compreensão dos termos usados, da paisagem, dos usos e
costumes. Muito embora Sertão encanta no Sertão, no Agreste, no Litoral, no
Nordeste, no Brasil inteiro e no mundo.
Esperamos que os que faltaram
por motivos justos, estejam presentes no próximo encontro e se incorporem
definitivamente ao grupo de pessoas pensantes.
E se conhecimento não é tudo, mas é quase tudo, o nível é outro que você só
não alcança se não quiser. Da minha parte, agradeço a todos pelo altíssimo
privilégio em conversar por três horas seguidas com meus leitores de livro na
mão. Dos quatro romances publicados de uma só vez (feito inédito no Brasil),
PAPO-AMARELO não é o melhor nem o pior, pois todos os quatro estão no mesmo
nível, no mesmo padrão, o que muda é apenas a história, única, total e
independente que vai lhe encantar do início ao fim. Agradecimento pelo espaço
ao Departamento de Cultura, na pessoa da professora Gilcélia Gomes e à
prefeitura na pessoa do prefeito Eduardo Bulhões.
Venha, junte-se a nós!
O AUTOR HOUVE E COMMENTA.
AS LAGOAS Clerisvaldo B. Chagas, 11 de abril de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.224 Estamos trabalhand...
AS
LAGOAS
Clerisvaldo B. Chagas, 11 de abril de 2025
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.224
Estamos trabalhando no Projeto
O FANTÁSTICO MUNDO SANTANENSE RURAL, em livro e em filmagem. Uma parceria com o
cineasta Samuel Fernando e que poderá resultar em ganhos culturais
extraordinários para Santana do Ipanema, Alagoas e Brasil. Um feito inédito em
nosso país, em termos de municípios. Devido a isso os espaços para crônicas
diárias estão sendo reduzidos. Mas, baseado nos deveres de casa, resolvemos dar
uma palhinha falando sobre as lagoas do nosso território sertanejo. As lagoas
sertanejas, porém, sempre funcionaram como pontos fundamentais de referências
no semiárido. Suas denominações vêm dos primórdios e hoje, extintas ou não
extintas, continuam sendo pontos de referências com nome de sítios rurais
(menores porções político/territorial).
Assim temos em nosso município
os seguintes sítios com nomes de lagoas: Lagoa Bonita, Do Pedro, De Dentro, Do
Garrote, Do João Gomes, Dos Morais, Da Pedra, Redonda, Torta e Da Volta. A
Lagoa Bonita, por exemplo, é Ponto Extremo Oeste de Santana; a Lagoa da Pedra
abrigou os primórdios da família CHAGAS. Mas falta a Lagoa do Mijo, citada no
documento mais antigo que se conhece sobre Santana do Ipanema. As lagoas,
acumulam águas pluviais, muitas se tornam minações permanentes, permitem o
plantio do arroz, o pasto verde para os rebanhos, abastecimentos domésticos de
água, bebedouro para o gado e cooperação para melhor temperatura nos arredores,
além matar a sede de animais selvagens. Não é à toa que “o capim da lagoa o
veado comeu”.
Ao se comprar uma propriedade
rural no semiárido, existe sempre uma satisfação a mais, quando pelas sua terras
passa um riacho ou tem uma várzea, uma lagoa. Todos almejam um lugar ou um
trecho de umidade que funciona como refrigério para os animais do criatório.
Interessante na zona rural: O sítio Lagoa do João Gomes, em Santana, é assim
conhecido e famoso, mas na verdade, são três lagoas perto uma das outras, mas
continua sendo chamada pelos seus habitantes, no singular. Já contemplamos numa
certa lagoa, algumas cacimbas de minação, ao lado de terreno mais duro dentro
da própria lagoa utilizado em corridas de cavalos.
ZABUMBA NAS RUAS DE SANTANA (FOTO:
JEANE CHAGAS)
RUA DA PRAIA Clerisvaldo B. Chagas, 8 de abril de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.223 Mais ou menos na déc...
RUA DA
PRAIA
Clerisvaldo B. Chagas, 8 de abril de 2025
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.223
Mais ou menos na década de 60, havia um enorme
areal à margem esquerda do rio, em Santana do Ipanema, mais ou menos do tamanho
de um estádio. Ficava exatamente entre o leito propriamente dito e um caminho ladeado
com aveloz que ia do prédio da Perfuratriz – final da Rua São Paulo – ao beco
de Seu Ermírio à jusante. O terreno repleto de areia grossa, trazida outrora
pelas enchentes do rio, pertencia ao considerado “Torcedor Número Um” do time
Ipanema, Otávio Marchante. Como há décadas o rio não botava cheia que invadisse
o areal da margem, um cidadão chamado Seu Euclides, comprou o terreno a Otávio
Marchante saiu construindo casitas pelo caminho citado ao longo do terreno. A
fileira de casitas de um lado e do outro para alugar à pobreza, recebeu o nome
do próprio dono de RUA DA PRAIA.
Com o tempo ali foi fundada uma associação de
moradores, erguida uma igreja e, no lugar da Perfuratriz demolida, uma sede da
associação com primeiro andar. No final da Rua da Praia, o filho do Senhor
Euclides, Luiz, construiu um pequeno estádio dotando-o do que era possível para
o lazer da comunidade. E assim, cerca de sete décadas depois, o rio Ipanema,
abusado com tantas construções em seu Leito e no seu afluente, riacho
Camoxinga, resolveu tomar o que era seu e saiu fazendo arrasos pelas suas
margens urbanas, pintando o sete, mas sem matar ninguém. Agora as ruínas das
casas da cheia estão sendo demolidas. Isso evita acidente com desmoronamento,
cobras, ratos, baratas, escorpiões e outras mazelas.
E o que nós vimos, através da Internet, é de
cortar coração. Uma comunidade inteira teve que se mudar para casas novas em
região mais alta. Desde início eu já sabia que o terreno arenoso era do rio.
Assim também houve vários desse erro em diversas partes da cidade. A propósito,
essa região da margem do Ipanema, faz parte do quase epicentro do meu novo
romance AREIA GROSSA, dramas sociais dos anos 60-70, drama social do século
XXI. Por esses dias estarei convidando alguns escritores e autoridade para
conhecermos o cenário completo inspirador de AREIA GROSSA.

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.