SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
MACEIÓ GIGANTE Clerisvaldo B. Chagas, 2 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3442 Em nossa opinião,...
MACEIÓ GIGANTE
Clerisvaldo
B. Chagas, 2 de janeiro de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3442
Em
nossa opinião, quem conheceu o antigo riacho Salgadinho, há décadas jamais
poderia imaginar que houvesse um trabalho ali de grande magnitude, como está
acontecendo. Um riacho urbano que corta Maceió pelo meio e vai despejar suas
águas pretas, fétidas e temerárias, na praia da Avenida da Paz, era uma
vergonha diária para moradores e turistas. Certa vez ouvi, bem perto do Shopping,
um visitante do interior dizer: Meu Deus! Que cidade fedorenta! Era o mau
cheiro exalado do riacho Salgadinho que ali passava. Portanto, quando se
pensava que essa doença crônica de Maceió, nunca seria curada, somos
surpreendidos com as obras gigantesca que estão acontecendo no seu percurso,
como se fossem em cidades enormes e riquíssima da Europa.
Dizem
que todas as cidades têm o seu cheiro característicos. O cheiro típico de
Maceió era de mangas. Uma infinidade de mangas em quase todos os quintais.
Esperamos que volte esse aroma para o espaço da capital, após o total
saneamento do riacho Salgadinho, que, em tempos de chuvas é um verdadeiro rio
no seu trecho final. Em uma fotografia tirada por mim quando pesquisava sobre
REPENSANDO A GEOGRAFIA DE ALAGOAS, sobre o riacho Salgadinho, conseguiu me
envaidecer da obra-de-arte em que ficou o riacho. Riacho cheio, e aquela
carreira de árvores marginais com o contraste do céu na tarde em que foi
elaborada, valeu a pena. E como se diz, quando receber um limão de presente,
faça uma limonada, essa limonada poderá ser o resultado da obras do riacho.
E
diante do vídeo em que assisti pacientemente, vi coisas que não sabia sobre o
vale do Reginaldo. Um mundo completamente à parte em Maceió. Um mundo
invisível. Mas, como é habitado! Como é grande o seu trajeto cheio de um
sistema péssimo de vida! Porém também pude apreciar o trabalho imenso e duro
que poderá transformar radicalmente o vale e se tornar até um trajeto turístico
onde a engenharia séria deu um novo alento a milhares de vida. Aguardamos o
resultado da esperança, baseada na ciência, no conhecimento humano capaz de
realizar grandes transformações em qualquer parte de mundo.
TRECHO
FINAL DO RIACHO SALGADINHO (FOTO DIVULGAÇÃO)
NA SERRA GAÚCHA Clerisvaldo B. Chagas, 1 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3341 Naquela noite de...
NA SERRA GAÚCHA
Clerisvaldo B.
Chagas, 1 de janeiro de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3341
Naquela
noite de Natal, mais uma vez subi a serra. Nunca mais tinha ido até ali e fui
contemplar o panorama com a atualização da magnífica paisagem. Não, não estou
falando da serra gaúcha verdadeira, é apenas uma alusão a ela. Na verdade, fui
ao Bairro Isnaldo Bulhões, e subi pelas sua ruas ainda em formação, até o topo
dos 316 metros de altitude. E mais uma vez fiquei na dúvida sobre a altura do
outro Bairro, Lajeiro Grande, visto como o mesmo nível, de cima do antigo
loteamento Colorado. É impressionante as luzes da cidade lá embaixo, os sítios
além do riacho João Gomes, completamente iluminados parecendo uma cidade
vizinha. Originário de uma granja com mais de dois mil ovos/dia, o lugar
chamado sítio Lagoa do Mato, na saída para Olho d’Agua das Flores,
transformou-se em bairro de elite como amplamente se vê.
Entretanto,
ainda estão faltando duas coisas importantes: uma iluminação decente e o
asfalto por cima dos paralelepípedos obrigatórios do início do loteamento. E
como a prefeitura resolveu denominar o aglomerado de “bairro” e com ele
homenagear o antigo prefeito com o seu nome, Isnaldo Bulhões, cabe-lhe
proporcionar então, os benefícios de infraestrutura que lhes são cabíveis. A
propósito, o Bairro Isnaldo Bulhões, “a serra gaúcha”, é o extremo Leste urbano
e conta com a AL-120, além de hipermercado, casa de construção IFAL, postos de
gasolina, restaurantes e inúmeras prestações de serviços nas vizinhança, além
do início do anel viário, em construção. Recentemente, trecho da antiga
rodagem, daquele ponto até a margem do Ipanema (chamado por dentro), ganhou
asfalto e passou a ser opção para se chegar ao Centro Comercial sem passar pela
ponte General Batista Tubino.
Essa
nova rota beneficia tanto o Bairro Isnaldo Bulhões, quanto os bairros Santo
Antônio e Santa Quitéria, até a entrada do sítio Curral do Meio II, onde se
encontra a Reserva Sementeira. Uma mudança radical para quem conheceu essa
antiga região apenas como zona rural. Afinal de contas, O Natal teve encontro e
jantar entre família no cimo da “serra Gaúcha”. Muito bom, muito bom, muito
bom.
VERÃO Clerisvaldo B. Chagas, 31 de dezembro de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.340 Desde o dia 21 de dezem...
VERÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 31 de dezembro de
2025
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.340
Desde
o dia 21 de dezembro que estamos vivendo no verão. E como o final da primavera ainda não notamos
muita diferença, pelo menos por enquanto. Os dias são quentes, chegando aos 39
graus e as noites levam a temperatura para 10 e até mais graus de diferença do
dia. Na rua é muito quente, dentro de casa, pelo dia, muitas vezes está úmido e
frio. As madrugadas chegam aos 23, 24 graus e é preciso até se agasalhar. Ora,
essa variação toda não pertence ao histórico tradicional. Pelo jeito, o tempo
também resolveu entrar nessas novidades constantes e imparáveis das
tecnologias. De modo que as previsões de costume, estão muito combalidas e o
simples olhar para os céus não traz com certeza o que se quer saber. “Confiar
desconfiando”, parece ser a nova frase sobre o espaço.
Todavia,
mesmo contrariando o instinto do homem, as plantas e os animais ignoram a
mudança e continuam tranquilamente emitindo os sinais de seca e de chuva com se
nunca tivessem sido atingidos, pelo modernismo do tempo. Queremos dizer que não
devemos mais confiar em nossas experiências climáticas, mas nos vegetais e
animais, sim. E assim vamos fazendo a transição 2025 – 2026, com a ilusão de
que as coisas irão melhorar. Porém, você tem que entender que nada mudará se
tudo não for iniciado pela mudança do seu interior, dos seu coração, dos seus
pensamentos e das suas ações. Eu tinha um ótimo professor de Português e
matemática, que costumava citar o jargão: “Errar é humano, permanecer no erro,
é diabólico”.
Tempos
depois, meu professor errou gravemente no seu trabalho público e chegou à punição.
Um choque para nós que o julgávamos um poço de virtudes. Mas não sei informar
se o professor continuou no erro. Acho que deve ter pensado no seu próprio jargão.
Pois é, 2026, vem aí, nem é mau, nem é bom. Tudo depende das suas atitudes. E
até os momentos dessa linhas, não chegou ainda a trovoada de fim de ano e nem
de início. Vamos adaptando o vestuário ao tempo quente, mas sobretudo,
preparando o interior para receber os dias do Ano Novo e saber como honrar mais
esses presentes dos céus.
CÉU
DE SERTÃO ALAGOANO, EM 31 DE DEZEMBRO (FOTO: B.CHAGAS)

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.