SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
VISITANDO Clerisvaldo B. Chagas, 13 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3378 Estamos reservando ...
VISITANDO
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de março de
2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3378
Estamos
reservando esta sexta-feira para fazermos uma visita ao povoado Areias Brancas
(Santana do Ipanema) e a Pedra do Padre Cícero, em Dois Riachos. Em Areias,
iremos visitar familiares dos fundadores do povoado que hoje parece uma cidade
e cujos iniciantes não moram mais ali. E nós, que escrevemos a história do
povoado (ver: o BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO
IPANEMA) queremos pelo menos conhecer a neta dos fundadores, Manoel Joaquim e
Rosa. Inclusive, o casal fundador do povoado está em nosso livro PADRE CÍCERO,
100 MILAGRES NORDESTINOS, INÉDITOS. Assim vamos também confirmar o recebimento
do livro pela neta do casal. Areias Brancas fica no limite dos município de
Santana com Dois Riachos, cortado pela BR-316.
Assim
iremos dar um esticadinha até a pedra do Padre Cícero, no município vizinho de
Dois Riachos. Sim, uma visita de fé e pagamento de promessa programada. Não,
não é dia de romaria na Pedra, romaria maior de Alagoas realizada no dia 20 de
julho, mas um dia comum, um dia calmo nas imediações da Pedra. Mas também
iremos ter a honra de conhecer familiares do homem que construiu o oratório no
topo da rocha. Aliás, também fazer a entrega do livro do padre Cícero, em cujas
páginas estar registrada a ação de agradecimento do milagre alcançado no
Juazeiro de quem construiu o oratório. Portanto, uma viagem curta com dois
motivos de honra e alegria. Amanhã, sábado, continuação desse mister de outro
maneira. Na padre estarei com Ivan e Jeane, irmão e irmã. No sábado, com o
escritor Marcello Fausto, distribuindo livros remanescentes a quem faltou o
lançamento.
Pois,
enquanto determinado país, semeia guerras, terror, mortes e assassinato frios,
vamos semeando livros em nosso pedaço de chão. Infelizmente tem o que mata em
briga comum, o que mata para roubar, o que mata por vingança e o que mata
estando no poder se reafirmando como o assassino do mundo. Para onde irão esses
tipos de almas sebosas? Enquanto isso, os livros continuam divulgando a arte, o
belo, o conhecimento, acalentando a alma do seu leitor.
Ah!
Mundo véi sem porteiras!
Que
achas, tu?
PEDRA
DO PADRE CÍCERO, EM DOIS RIACHOS (FOTO: B. CHAGAS).
OS ENCONTROS NO LANÇAMENTO Clerisvaldo B. Chagas, 12 março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3377 Foi uma f...
OS
ENCONTROS NO LANÇAMENTO
Clerisvaldo B. Chagas, 12 março de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3377
Foi uma felicidade, no comparecimento á Câmara
de Vereadores Tácio Chagas Duarte. Era o lançamento do livro LEMBRANÇAS DO
PASSADO, do saudoso Ialdo Falcão e sua esposa Marina Falcão. Ali pude rever
pessoas que até pensava não mais rever, devido às ausências prolongadas por
esse Brasil de meu Deus. Remi Bastos, Joaquim (primo), Socorro Chagas (prima),
Edvan, filho do saudoso senhor Miron, os filhos das estrela da noite, Marina
Falcão, Ialdo e Charles e, várias outras pessoas que mesmo vivendo na mesma
comunidade, não víamos de perto há muito. Conversei bastante com o compositor e
cantor Remi Bastos, no seus 80 e eu nos meus 79. Botei quase em dia a palestra
com a prima Socorro Chagas que às vezes substituía sua mãe Helena Oliveira,
como nossa professora ocasional, que maravilha!
A solenidade aconteceu quando chegou a
escritora Marina Falcão. Conduzido pelo escritor e editor José Malto Neto, foi
composta à mesa e em seguida a apresentação de José Malta que também fazia o
papel de mestre de cerimônias e o falatório dos componentes da mesa, sob os
aplausos da plateia. Ao encerrar essa parte com o pronunciamento da escritora,
fomos nós para a famosa fila dos autógrafos com o final daquele encontro com
várias palestras de grupos no reencontro. Retornei a casa às 23 horas, mas
ainda deixei as conversas no salão bastante animadas. Não deixei de lembrar que
aquela casa legislativa fora o salão onde funcionara a Empresa de Luz desde a
elevação da vila à cidade de Santana do Ipanema.
Pois, o lançamento do livro SAUDADES DO
PASSADO, além de prestar à comunidade santanense pedaços da história pessoal de
Firmino Falcão Filho, o Seu Nozinho (ô), exibiu as entranhas da sua
administração de 1947-1948, como prefeito/interventor, nomeado pelo, então, polêmico
governante estadual, Silvestre Péricles. E como não deixaria de ser, o livro
traz o sentimentalismo da família do autor, passagens engraçadas que comoveram
os que ali estavam presentes ouvindo com atenção e respeito as narrativas de
quem conviveu com o autor, Ialdo Nemésio Falcão Filho.
Paz e bênção no reino sertanejo de Santana do Ipanema.
FALÉSIAS Clerisvaldo B. Chagas, 11 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3376 Especialista em Geografia ...
FALÉSIAS
Clerisvaldo
B. Chagas, 11 de março de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3376
Especialista
em Geografia
As
encostas íngremes ou verticais que estão voltadas para o interior, chamam-se
“barreiras”; quando estão voltadas para o mar, são conhecidas como falésias. As
falésias possuem variações na altura conforme o local e mostram entre vinte e
trinta metros de altura, podendo atingir até os quarenta metros. Atualmente são
as falésias muito exploradas pelo turismo, menos pelo seu estudo geográfico e
muito mais pelas paisagens que exibem diante de praias e suas características com
as variações de cores dos mares. O litoral de Alagoas é riquíssimo em falésias
e em inúmeras formações geográficas que encantam estudiosos, turistas e
banhistas costumeiros. Tanto faz o litoral Norte quanto o litoral Sul,
delimitados virtualmente pela capital Maceió, possuem essas maravilhas.
Em
nossa opinião, o litoral Sul parece ter muitas formações geográficas que não
têm no litoral Norte. Achamos também que a beleza máxima dessas formações está
no município de Jiquiá da Praia, porém, estamos falando especificamente em
falésias e barreiras. Em Maceió mesmo, sua falésias foram motivos de filmagens
e capa de antigo catálogo telefônico do estado cuja paisagem alcançou alto
índice de aprovação e beleza. Elas são usadas como mirantes, para construções
de torres de sinais, construções avançada de símbolos como capelas ou mesmo
mansões de veraneio. Mas é preciso
cuidado com elas, pois as falésias constantemente sofrem os desgastes das marés
que levam o nome de “abrasão”.
Pode
acontecer numa falésia – pela constante insistência das marés – um desgaste em
que o tempo longo pode formar uma caverna rasa em parte rochosa e que na
prática é muito utilizada para propaganda turística. Conforme o local, muitas
vezes a maré cheia avança para tão perto da falésia que fecha a praia e,
consequentemente a única passagem de pessoas e veículos, por algumas horas. Poderemos
encontrar também outras formações geográficas interessante: lagoas, ilhas,
atóis, promontórios, dunas, restingas, recifes, istmos, pontas, cabos, enseadas
e mais. E como já foi dito, Alagoas é rica em inúmeras destas formações.
E
você? Prefere as barreiras ou as falésias?
FALÉSIAS
(DIVULGAÇÃO).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.