SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
TAPUIO Clerisvaldo B. Chagas, 17 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3380 Dou um doce se você disse os...
TAPUIO
Clerisvaldo B. Chagas, 17 de março de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3380
Pois
bem, o povoado Tapuio é pequeno, simpático, limpo e ensolarado a cerca de 3 ou
4 quilômetros da BR-316. Tapuio ou tapuia era a expressão em que os Tupis
denominavam aos estrangeiros, gente de outras tribos, gente do interior.
Interessante é que já li em algum lugar um autor se referindo, a um tipo
matuto, atrasado e sem futuro como tapuio. “naquele momento surgiu um
tapuio...”. Mas não queremos aprofundar o termo, apenas fazer referência a ele,
porque não é em todos os lugares que existe um povoado com o nome atípico de
Tapuio, assim como a denominação Quandu, que o tempo se encarrega de fazer
esquecer o significado e os próprios moradores muitas vezes ignoram o topônimo.
Falar nisso lembrei-me que tenho um livro para fazer entrega no Tapuio.
Os
povoados sertanejos são excelentes para pessoas de cidades grandes que
pretendem descansar. Bem-estar que se
inicia com o canto do galo pelos arredores, o curral do leite, pertinho, a
calma, o ar puro que invade as ruas, o carro de boi, o carneiro, uma pinga na
bodega, passeio a cavalo, culinária simples e saborosa, canto de pássaros e
incrível por de sol. As noites são frescas, agradáveis, excelente para dormir.
Existem outros povoados de nomes estranhos, em Alagoas em que poderemos falar
sobre eles em outro ocasião. O perigo é um só: apaixonar-se pelo lugar e não
retornar mais à cidade de origem.
POVOADO
TAPUIO (IMAGEM DIVULGAÇÃO)
FOI REALIZADA Clerisvaldo B. Chagas, 16 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3379 Foi realizada sim, ...
FOI REALIZADA
Clerisvaldo B.
Chagas, 16 de março de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3379
Foi
realizada sim, com êxito total a nossa missão do sábado passado. Estivemos em
terras de Dois Riachos, procuramos chegar até a “Pedra do padre Cícero”, onde
existe a maior romaria do estado de Alagoas. Entre o oratório da pedra, com sua
escadaria, a igreja bem arrumada e a BR-316, pagamos promessa familiar ao padre
Cícero do Juazeiro. Não conhecia ainda o túmulo dentro da igreja, do fundador
da igrejinha no topo da rocha. A sua esposa Maria, também já havia falecido,
porém descobrimos um filho de José Antônio Lima e sua esposa Maria, que se
recuperava em casa ali pertinho, de um AVC. Deixamos, então, o livro PADRE
CÍCERO 100 MILAGRES NORDESTINOS, INÉDITOS, e que um dos milagres tinha sido
motivo de construção do hoje, ponto de romaria.
Interessante
é que neste dia de sábado comum. Parou um caminhoneiro da Bahia, ali na BR-316
e foi sem demora orar no topo da escadaria, no oratório sob um Sol abrasador,
demorando bastante tempo. Em baixo, nós soltávamos foguetes, mas ninguém teve a
ousadia de indagar ao caminhoneiro sobre seu ato de fé. Desceu, ligou o
caminhão e partiu acenando para nós, alegremente. Que maravilha! Então, fomos
ao retorno a casa. Ao passarmos em Areia Branca, povoado quase cidade, matei à
vontade em conhecer familiar dos fundadores Manoel Joaquim e Rosa. Ao invés de
encontrar a neta, encontramos a filha, muito animada numa rua central ao lado
da Igreja que era tudo do fundador. Pense numa palestra agradável de
pesquisador.
Por
fim, vamos junto tentar erguer um obelisco à fundação de Areias Branca.
Aproveitando o ensejo, fomos conhecer o núcleo habitacional feito nas faldas do
serrote do Cruzeiro para os abrigados da última grande cheia do rio Ipanema e
ao mesmo tempo, apreciarmos o roteiro da estrada AL-120 que será interligada a
BR-316, passando pelo sopé da serra Aguda. Esse novo trecho passa exatamente
pelo centro do núcleo habitacional. Paisagens espetaculares, principalmente
agora que tudo está verde por aqui.
PEDRA
DO PADRE CÍCERO, IRMÃ JEANE DESCENDO ESCADARIA (FOTO: IVAN CHAGAS).
VISITANDO Clerisvaldo B. Chagas, 13 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3378 Estamos reservando ...
VISITANDO
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de março de
2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3378
Estamos
reservando esta sexta-feira para fazermos uma visita ao povoado Areias Brancas
(Santana do Ipanema) e a Pedra do Padre Cícero, em Dois Riachos. Em Areias,
iremos visitar familiares dos fundadores do povoado que hoje parece uma cidade
e cujos iniciantes não moram mais ali. E nós, que escrevemos a história do
povoado (ver: o BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO
IPANEMA) queremos pelo menos conhecer a neta dos fundadores, Manoel Joaquim e
Rosa. Inclusive, o casal fundador do povoado está em nosso livro PADRE CÍCERO,
100 MILAGRES NORDESTINOS, INÉDITOS. Assim vamos também confirmar o recebimento
do livro pela neta do casal. Areias Brancas fica no limite dos município de
Santana com Dois Riachos, cortado pela BR-316.
Assim
iremos dar um esticadinha até a pedra do Padre Cícero, no município vizinho de
Dois Riachos. Sim, uma visita de fé e pagamento de promessa programada. Não,
não é dia de romaria na Pedra, romaria maior de Alagoas realizada no dia 20 de
julho, mas um dia comum, um dia calmo nas imediações da Pedra. Mas também
iremos ter a honra de conhecer familiares do homem que construiu o oratório no
topo da rocha. Aliás, também fazer a entrega do livro do padre Cícero, em cujas
páginas estar registrada a ação de agradecimento do milagre alcançado no
Juazeiro de quem construiu o oratório. Portanto, uma viagem curta com dois
motivos de honra e alegria. Amanhã, sábado, continuação desse mister de outro
maneira. Na padre estarei com Ivan e Jeane, irmão e irmã. No sábado, com o
escritor Marcello Fausto, distribuindo livros remanescentes a quem faltou o
lançamento.
Pois,
enquanto determinado país, semeia guerras, terror, mortes e assassinato frios,
vamos semeando livros em nosso pedaço de chão. Infelizmente tem o que mata em
briga comum, o que mata para roubar, o que mata por vingança e o que mata
estando no poder se reafirmando como o assassino do mundo. Para onde irão esses
tipos de almas sebosas? Enquanto isso, os livros continuam divulgando a arte, o
belo, o conhecimento, acalentando a alma do seu leitor.
Ah!
Mundo véi sem porteiras!
Que
achas, tu?
PEDRA
DO PADRE CÍCERO, EM DOIS RIACHOS (FOTO: B. CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.