SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
RIO IPANEMA Clerisvaldo B. Chagas, 18 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3381 O maior rio de Alagoa...
RIO
IPANEMA
Clerisvaldo
B. Chagas, 18 de março de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3381
O
maior rio de Alagoas, tem cerca de 220 km de extensão, nasce na serra do
Ororubá no município de Pesqueira, PE e tem a sua foz no povoado Barra do
Ipanema, município de Belo Monte no rio São Francisco. Em Alagoas o rio banha três cidades e vários
povoados. Os municípios são Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema e Batalha,
pela ordem. O rio Ipanema, penetra em Alagoas, pelo povoado Tapera em Poço das
Trincheiras, onde recebe de imediato o afluente Tapera, vindo também das bandas
de Pernambuco. Daí em diante, além das três cidades acima, banha pela ordem os
povoados: Tapera, Quandu, Fazenda Nova, Funil, Timbaúba, Dionel, Poço do Marco,
Telha e Barra do Ipanema. Vale salientar que o rio Ipanema é temporário.
Em
Santana, o rio Ipanema coleta as águas dos riachos Salobinho, Salgadinho e
Camoxinga, sendo este o mais forte dos três. Entretanto, além deste três
riachos que despejam na cidade, a jusante da urbe iremos encontrar a foz do
riacho do Bode e do riacho Gravatá que também é forte. Entretanto, o afluente
mais pujante do rio Ipanema, é o rio Dois Riachos no município de igual nome. Em
Santana, as três pontes: da Barragem, Padre Bulhões e General Batista Tubino
são os melhores mirantes para apreciação das cheias do rio. São duas pontes
sobre o leito do rio Ipanema e uma sobre a foz do riacho Camoxinga. As águas do
rio Ipanema já lavaram os lastros de duas delas, por causa de obstáculo no seu
leito como oficina debaixo de ponte e verdadeira rua invadindo o seu leito.
Agora
que a população sertaneja possui água encanada do rio São Francisco, foi
adotada a “cultura do esquecimento” da Geografia, da História, da sociologia de
todos os rios do Sertão em tempo de estiagem como o Ipanema, o Traipu, o Capiá,
o Riacho Grande. Não se vê estudos sobre os rios sertanejos, não se vê debate,
não se vê interesse mínimo. Os caudais somente são lembrados durante as grandes
cheias, apenas como inimigos perigosos. É uma evolução devoradora de cultura,
que se inicia pela inércia de professores. Vamos esperar que eles ressurjam com
bastante água para vê se chama atenção dos fazedores de vídeos terrorista para
os ausentes.
É
a chamada corda bamba em ação plena.
RIO
IPANEMA (FOTO B.CHAGAS).
TAPUIO Clerisvaldo B. Chagas, 17 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3380 Dou um doce se você disse os...
TAPUIO
Clerisvaldo B. Chagas, 17 de março de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3380
Pois
bem, o povoado Tapuio é pequeno, simpático, limpo e ensolarado a cerca de 3 ou
4 quilômetros da BR-316. Tapuio ou tapuia era a expressão em que os Tupis
denominavam aos estrangeiros, gente de outras tribos, gente do interior.
Interessante é que já li em algum lugar um autor se referindo, a um tipo
matuto, atrasado e sem futuro como tapuio. “naquele momento surgiu um
tapuio...”. Mas não queremos aprofundar o termo, apenas fazer referência a ele,
porque não é em todos os lugares que existe um povoado com o nome atípico de
Tapuio, assim como a denominação Quandu, que o tempo se encarrega de fazer
esquecer o significado e os próprios moradores muitas vezes ignoram o topônimo.
Falar nisso lembrei-me que tenho um livro para fazer entrega no Tapuio.
Os
povoados sertanejos são excelentes para pessoas de cidades grandes que
pretendem descansar. Bem-estar que se
inicia com o canto do galo pelos arredores, o curral do leite, pertinho, a
calma, o ar puro que invade as ruas, o carro de boi, o carneiro, uma pinga na
bodega, passeio a cavalo, culinária simples e saborosa, canto de pássaros e
incrível por de sol. As noites são frescas, agradáveis, excelente para dormir.
Existem outros povoados de nomes estranhos, em Alagoas em que poderemos falar
sobre eles em outro ocasião. O perigo é um só: apaixonar-se pelo lugar e não
retornar mais à cidade de origem.
POVOADO
TAPUIO (IMAGEM DIVULGAÇÃO)
FOI REALIZADA Clerisvaldo B. Chagas, 16 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3379 Foi realizada sim, ...
FOI REALIZADA
Clerisvaldo B.
Chagas, 16 de março de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3379
Foi
realizada sim, com êxito total a nossa missão do sábado passado. Estivemos em
terras de Dois Riachos, procuramos chegar até a “Pedra do padre Cícero”, onde
existe a maior romaria do estado de Alagoas. Entre o oratório da pedra, com sua
escadaria, a igreja bem arrumada e a BR-316, pagamos promessa familiar ao padre
Cícero do Juazeiro. Não conhecia ainda o túmulo dentro da igreja, do fundador
da igrejinha no topo da rocha. A sua esposa Maria, também já havia falecido,
porém descobrimos um filho de José Antônio Lima e sua esposa Maria, que se
recuperava em casa ali pertinho, de um AVC. Deixamos, então, o livro PADRE
CÍCERO 100 MILAGRES NORDESTINOS, INÉDITOS, e que um dos milagres tinha sido
motivo de construção do hoje, ponto de romaria.
Interessante
é que neste dia de sábado comum. Parou um caminhoneiro da Bahia, ali na BR-316
e foi sem demora orar no topo da escadaria, no oratório sob um Sol abrasador,
demorando bastante tempo. Em baixo, nós soltávamos foguetes, mas ninguém teve a
ousadia de indagar ao caminhoneiro sobre seu ato de fé. Desceu, ligou o
caminhão e partiu acenando para nós, alegremente. Que maravilha! Então, fomos
ao retorno a casa. Ao passarmos em Areia Branca, povoado quase cidade, matei à
vontade em conhecer familiar dos fundadores Manoel Joaquim e Rosa. Ao invés de
encontrar a neta, encontramos a filha, muito animada numa rua central ao lado
da Igreja que era tudo do fundador. Pense numa palestra agradável de
pesquisador.
Por
fim, vamos junto tentar erguer um obelisco à fundação de Areias Branca.
Aproveitando o ensejo, fomos conhecer o núcleo habitacional feito nas faldas do
serrote do Cruzeiro para os abrigados da última grande cheia do rio Ipanema e
ao mesmo tempo, apreciarmos o roteiro da estrada AL-120 que será interligada a
BR-316, passando pelo sopé da serra Aguda. Esse novo trecho passa exatamente
pelo centro do núcleo habitacional. Paisagens espetaculares, principalmente
agora que tudo está verde por aqui.
PEDRA
DO PADRE CÍCERO, IRMÃ JEANE DESCENDO ESCADARIA (FOTO: IVAN CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.