SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
MARIA BONITA A DEUSA DA CAATINGAS Clerisvaldo B. Chagas, 1 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3409 ??...
MARIA BONITA A DEUSA DA
CAATINGAS
Clerisvaldo
B. Chagas, 1 de maio de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3409 ??
É necessário, sim, mas pense como é de perder a
paciência, Estamos falando sobre corrigir a prova de um livro na gráfica, antes da impressão. Além disso, consome muito
tempo e outras tarefas vão se amontoando. Mas, sendo os “ossos do ofício”,
vamos dando sequência aos rituais de novos nascimento. Ao corrigir um
livro da gráfica, prova final para
imprimir, apelidado popularmente de “boneca”, vem a ordem de impressão. Estamos
quase no fim de correção da boneca do novo livro MARIA BONITA, A DEUSA DAS CAATINGAS. É um
livro clássico sobre o grande amor de Lampião e ,que não existe similar no
mercado. O lançamento poderá acontecer em Maceió ou em Santana do Ipanema entre
maio e junho. O estilo é o mesmo do
livro completamente esgotado, LAMPIÃO EM ALAGOAS.
A
Primeira tiragem será pequena, mas o nosso amigo, a nossa amiga pode entrar em
contato conosco, ou com o próprio autor ou com o editor, meu irmão Ivan Braga
(Ivan Caju) em Maceió. Estamos produzindo o belo para ornar a sua alma, o seu
bem-estar, com um livro profundamente esclarecedor e que vai lhe deixar c e
excluir o seu cheios de conhecimentos, embalar os seus sonhos e excluir o seu
estresse. Você jamais leu um livro assim sobre Maria Bonita. Um clássico raríssimo do mundo cangaceiro. Que
fascina e seduz.
BARLAVENTO E SOTA-VENTO Clerisvaldo B. Chagas, 29 de abril de 202 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica; 3409 Os termos ...
BARLAVENTO
E SOTA-VENTO
Clerisvaldo B. Chagas, 29 de abril de
202
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica;
3409
Os termos acima estão em diversos seguimentos
humanos. Entretanto, deixemos de lado os
termos em outras áreas e vamos para a Geografa. Barlavento é o lado de um monte
que recebe o vento. Muitas vezes é vento úmido e que ao bater no monte, sobe e
se precipita em forma de chuva. Sotavento, é o lado oposto do monte, sempre
mais seco do que o do barlavento. Exemplo claro desta dinâmica, acontece em
Santana do Ipanema no monte que circunda a cidade denominado serrote do Gonçalinho, depois, serrote do Cristo, depois,
serrote da Micro-ondas. O seu Barlavento
é úmido e verde, o seu Sotavento é seco. Atualmente, a barlavento, formou-se um
bairro a seus pés que teve início com algumas casas pobres e virou o Bairro
Santo Antônio. O Sotavento, além de íngreme, nada tem.
No caso das chuvas normais, ambos os lados são
contemplados equitativamente, a não ser com chuvas de ventos. O sistema a
Barlavento permite uma cultura, no caso do serrote, feijão, milho, frutas e
legumes. No Sotavento é quase sempre a vegetação nativa, lutando contra a
secura. Entretanto, pode ser cultivada a palma forrageira e, nunca falta
plantas nativas medicinais, tanto como arbustos quanto em formas de ervas.
Afinal de contas, não existem terrenos imprestáveis para tudo, nem na montanha,
nem no deserto nem na planície. E muitas e muitas vezes no mundo, quando nada
se pode cultivar em cima, a riqueza mineral está no subsolo. Você já pesquisou
sobre o uso geral da terra?
Quando
eu ainda era rapazinho, nas andanças que eu fazia pelo sítio Cipó (hoje urbanizado) notava o
fenômeno mais não sabia explicar. Até já tentei, com amigos maiores, quando
criança escalar a parte do Sotavento do serrote. Era uma face muito seca e
repleta de alastrados nos lajeiros verticais que havia. Os grandões conseguiam
subir, eu chorava diante da altura, da dificuldade em prosseguir e de rolar
serrote abaixo. Os companheiros ajudaram e eu consegui chegar ao topo. Aquilo
não era para crianças, mas bem diz o povo: “Quem anda com morcego dorme de
cabeça para baixo” Por duas vezes cai na armadilha ao acompanhar morcego.
Barlavento e Sotavento.
Deu para entender?
SÃO JOÃO DAS QUADRILHAS Clerisvaldo B. Chagas, 28 de abril de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3408 As quadrilhas...
SÃO
JOÃO DAS QUADRILHAS
Clerisvaldo B. Chagas, 28 de abril de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3408
As
quadrilhas de São João eram pontos altos do festejo junino. Nunca participei de
bailes de quadrilhas de coco de roda, de pastoril e nem de Guerreiro. Apenas
apreciava quando achava bonito. Conheci
de perto, mas apenas isso, o famoso
“Gritador de Quadrilha”, senhor Eloy Pinto. Homem já de idade avançada, caminhando devagar, arrastando os pés, olhos brancos
como quem tinha catarata, porém, bem-vestido. Dizia o povo que Eloy era o
melhor “puxador ou gritador’ de quadrilha
que existia. Se eu não me engano, ainda houve uma despedida
do homem ao gritar uma quadrilha entre as
Ruas Antônio Tavares e São Pedro. E para
os dias de hoje, parece tolice, mas era
um dote altamente honroso e muito apreciado.
Ao
falecer o senhor Eloy, um dos seus filhos de nome Walter, conhecido como Walter
da Geladeira (por consertar refrigeradores) assumiu a função festiva do pai,
naturalmente com outra cadência, mas também viveu o auge das quadrilhas de São João em Santana
do Ipanema. Apesar da genética, o outro
filho do senhor Eloy, de nome José Pinto, tinha outras ideias e não se arriscava
no mister. Este, que chegou a ser vereador em Santana, tinha como slogan:
“vote no Pinto Preto”, isso para o distinguir de outro José Pinto e que era
branco. Não gostava de trabalhar no bom sentido, procurava se vestir bem e diferenciado e não deixava de
ser um bom locutor que anunciava no programa radiofônico da prefeitura. A “Voz
do Município”, de divulgação e entretimento.
No
meu romance que será lançado em breve, AREIA GROSSA, existem cenas com esses
personagens citados acima. As quadrilhas de Santana resistiram ao tempo até,
aproximadamente, a gestão do prefeito Paulo Ferreira. E se as quadrilhas
juninas, ainda resistem em cidades maiores, é tudo forçado pelo turismo e pela
descoberta da mina para a economia local. Investimento maciço. No Sertão, a
brincadeira cansou e vai ficando cada vez mais rara, porque o mundo gira com
outras táticas de divertimentos. Nem fogueiras,
nem balões, nem nada... Apenas o
milho, algumas bombinhas esporádicas e
aguardente no “tolé” , porque cachaça não se acaba nunca.

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.