A CUECA DO ENEM (Clerisvaldo B. Chagas. 9.10.2009) Querendo discutir o que é uma cueca, de onde veio ou quem a fez, gastaríamos...

A CUECA DO ENEM

A CUECA DO ENEM

(Clerisvaldo B. Chagas. 9.10.2009)

Querendo discutir o que é uma cueca, de onde veio ou quem a fez, gastaríamos uma noite inteira antes que encerrássemos a discussão. Para alguns, o homem das cavernas que viveu há sete mil anos, já usava uma espécie de toga que poderia ter sido a precursora da cueca. Para outros, esse pedaço de pano teria surgido no século XII, quando os guerreiros usavam um tipo de tecido por causa dos arranhões das armaduras. Segundo mostram os filmes, os egípcios usavam um tecido fino de fibra vegetal que seriam as primeiras manifestações das atuais cuecas. Quando assistimos aos filmes romanos antigos, notamos panos por baixo dos saiotes dos soldados e, mesmo nas películas sobre a Palestina, vimos aquelas tiras de panos em forma de “X”, como a que representa o Cristo Crucificado.

Naturalmente a cueca, assim com a calcinha e o sutiã, foi tornando-se peça cada vez mais sofisticada, de tecido, de lona, de algodão de sede, de quase nada. Tem gente que nem usa essas coisas por achar objetos inúteis. Quando reclamamos certa feita de que Fulano estava com a calça rasgada atrás, ele nem se abalou. Indagou apenas: Para que é que eu uso cueca? Uns usam-nas por necessidade, outros para ficarem sex. E outro ainda não usa cueca para não gastar dinheiro; porque incomoda; porque fica no osso como cavalo de índio.

O certo, porém, é que a cueca, de uma maneira ou de outra, sempre serviu para alguma coisa. Depois de ter enfrentado esse tempo todo da história, surge agora como peça chave utilitária da corrupção. Sim, meus amigos, após cobrir as genitálias, a pequena peça entra na sofisticada “máfia” do Senado e do Enem. Não sabemos ainda se os dólares encontrados na cueca — pelo cheiro característico por onde passou — passaram a valer mais ou menos, no comércio interno e externo. As notas do Enem, também não sabem, até porque a tramóia foi descoberta a tempo. Caso o aluno soubesse que tinha sido reprovado poderia questionar: mas o cheiro ativo do lugar por onde passou a prova não me deixou respirar. Como poderia ter tirado nota melhor? E assim, ficando na memória dos povos como simples peça de pano, a cueca se especializa na criatividade brasileira que vai exportando para o mundo outras prestações de serviços. Antigamente as mulheres jogavam as coisas mais leves no sutiã, como bilhetes e dinheiro. Agora os homens vencem com dólares, cadernos do Enem e celulares para presídios. Está faltando muito pouco para que a cueca seja decretada peça fundamental da república brasileira. Por outro lado, aproveitando o prestígio e a organização, talvez o MST também saia às ruas defendendo a cueca como peça chave nacional. Cuecas verdes, amarelas, azuis, desbotadas, fubentas, fuleiras, esculhambadas, continuando assim, poderão formar até o símbolo das olimpíadas 2016. Quem diria! Pano saído das cozinhas nordestinas para as sofisticações do Enem, do Senado...

Eu mato, eu mato

Quem roubou minha cueca

pra fazer pano de prato...”

Cruz Credo! Cabia um caderno NA CUECA DO ENEM!

OS CABRAS (Clerisvaldo B. Chagas. 8.10.2009) Cabra é por excelência a fêmea do bode. No Nordeste brasileiro, quando o termo se referia a hu...

OS CABRAS

OS CABRAS
(Clerisvaldo B. Chagas. 8.10.2009)

Cabra é por excelência a fêmea do bode. No Nordeste brasileiro, quando o termo se referia a humanos, representava a designação do não prestar para nada; pessoa igual à cabra, animal de valor mínimo, criado à solta na caatinga ou amarrado nas imediações das taperas. Um cabra qualquer seria uma pessoa sem expressão, sem vontade, sem brio. Não valia coisa alguma. A designação é bastante antiga e difícil é precisar o seu surgimento. Por viverem “amarrados” aos patrões, coronéis da época, indivíduos que faziam os serviços sujos passaram a ser designados, além de capangas, jagunços ou homens do coronel, também de cabras de Fulano ou Beltrano. Dizia o saudoso escritor e fazendeiro Darci de Araújo Melo, que “o cabra é mestiço de branco com preto, cabelo ruim e amarelado”. O termo passou a ser mais conhecido quando começou a fazer parte dos bandos de famosos cangaceiros. Como exemplos tem “os cabras de Lampião; os cabras de Antonio Silvino”. Assim, um cabra qualquer não tinha valor, mas o cabra do coronel ou do cangaço tinha a seu favor a valentia. Já o cabra de aió era aquele matuto comum, pobre, que costumava usar a tiracolo um aió (objeto de fibra que também pendurado à cabeça do cavalo, servia como depósito de ração, principalmente de grãos de milho). O cabra de aió era um ser peculiar, olhado com desconfiança e desprezo, como se não prestasse; mas valia mais do que o cabra qualquer; era falante e sempre tinha alguma habilidade. Geralmente sabia escrever e contar. Dava ótimo apontador de obras. Resta ainda o cabra de peia ou cabra safado. Este era o pior de todos. Tinha todos os defeitos: mentiroso, velhaco, medroso, bajulador, ladrão, sem firmeza, sem caráter. Esse tipo apanhava quase sempre de peia (objeto de corda que aprisionava as patas de animais para evitar grandes deslocamentos). Mas também levava surras de cipós, tabefes e pontapés no traseiro.
Certa vez, no litoral paulista, conhecemos um cidadão de idade avançada, chamado Seu Cazuza. Remanescente do bando de Antonio Silvino ou ferrenho admirador do cangaceiro paraibano, Seu Cazuza angariou muita simpatia pelos casos contados sobre a saga nordestina. Quando os conhecidos o avistavam, de longe iam dizendo com exclamação forte: “Cabra!...” E o velho bandoleiro respondia da mesma maneira, satisfeitíssimo da vida.
E a ventania vai carregando as nuvens do tempo, a sociedade evoluindo, o mundo se enchendo de instruções. Mesmo assim os pais, as escolas, os segmentos religiosos não dão conta dos desvios sociais como um todo. Não é fácil moldar para o bem as mentes desvirtuadas. Vamos acompanhando o filme da vida real moldado neste século, com tremenda semelhança da primeira metade do século XX. É preciso muita ação e fé das organizações para melhorar os turbilhões de absurdos noticiados pela mídia. Os diversos cabras estão alojados em todos os lugares como escorpiões às sombras dos pedregulhos. Com a proliferação desenfreada deste substantivo, os dicionários desistiram sim senhor, de verbetes de bodes e de CABRAS.

INVESTIR EM SANTANA (Clerisvaldo B. Chagas. 7.10.2009) Santana do Ipanema , cidade sertaneja e comercial está situada na boca do Se...

INVESTIR EM SANTANA

INVESTIR EM SANTANA

(Clerisvaldo B. Chagas. 7.10.2009)

Santana do Ipanema, cidade sertaneja e comercial está situada na boca do Sertão alagoano. Possuindo quase 50 mil habitantes, é o polo do médio Sertão, congregando em torno de si, municípios desmembrados do seu antigo território e outros mais. Santana recebe diariamente inúmeras pessoas dos municípios vizinhos, através de uma rede de transportes viva e dinâmica. Esses passageiros desembarcam no comércio todos os dias, vindos de Ouro Branco, Maravilha, Poço das Trincheiras, Dois Riachos, Olivença, Carneiros, Senador Rui Palmeira e Olho d’Água das Flores. Existem também transportes diários de Piranhas, São José da Tapera, Canapi e Mata Grande. Chamada ainda de Rainha do Sertão, Santana do Ipanema sempre foi uma cidade comercial por excelência, desde os tempos de povoado e vila. O seu progresso foi interrompido quando da construção da rodovia para atendimento à hidrelétrica de Xingó, em desvio de tráfego pela BR-316, que ficou abandonada. Atualmente a cidade é o centro de aproximadamente 300 mil consumidores, tendo retomado o desenvolvimento através do comércio e das prestações de serviços. Santana começa a ser redescoberta por firmas importantes, principalmente no ramo de eletrodomésticos. Seu trânsito diário quase não cabe mais tantos automóveis, caminhões-baús, camionetas, vans e motos. Entre seus principais serviços, estão os três bancos oficiais, Correios, escolas, hospital e inúmeros outros serviços. Previsto ainda para a cidade, o funcionamento de novo e grande hospital e um polo da Universidade Federal de Alagoas. Recentemente foi anunciado mais um supermercado de importante rede consolidada em Alagoas.

Caros empresários invistam em Santana do Ipanema que ainda possui espaço amplo para a construção civil, apartamentos, casas, condomínios fechados; fábricas de doces e salgados, shopping, clínicas médicas, restaurantes, hospedarias e tantos outros ramos de negócios. As indústrias da terra ainda são poucas, com destaques para a farinha de milho, colchas, padarias, beneficiamento do algodão e o pré-moldado. Não pense em Santana como cidade, mas sim, como o centro de tantos municípios citados. Além disso, Santana do Ipanema é servida pela BR-316 e pela AL-220 — que estão em boas condições — ainda com energia elétrica garantida e água encanada do rio São Francisco. O Canal do Sertão está em andamento passando nas imediações do trajeto Delmiro Gouveia—Arapiraca. Investir em Santana no momento é crescer juntos nesse novo despertar da Rainha do Sertão. É certo que a cidade ainda não possui um marketing agressivo sobre o assunto acima. Entretanto o investidor esperto saberá que à hora é agora para se instalar nessa região tão promissora. Santana do Ipanema não fica tão longe de outras cidades importantes como Palmeira dos Índios, Arapiraca e Paulo Afonso. Querendo contato com Garanhuns, a ”Suíça Brasileira”, tem ainda duas saídas importantes pela BR-316, uma por Palmeira dos índios e outra pelo entroncamento Carié, um dos mais importantes do Nordeste. Vale à pena INVESTIR EM SANTANA.

A RÉ PARA TRÁS DE ATAÍDE FUMEIRO (Clerisvaldo B. Chagas. 6.10.2009) Para Creusa de Ataíde e Renalvo Lira Distribuídos pelas cidades brasile...

A RÉ PARA TRÁS DE ATAÍDE FUMEIRO

A RÉ PARA TRÁS DE ATAÍDE FUMEIRO
(Clerisvaldo B. Chagas. 6.10.2009)
Para Creusa de Ataíde e Renalvo Lira

Distribuídos pelas cidades brasileiras encontram-se indivíduos peculiares e
Interessantes. Naturalmente essas figuras são divertidas e causam imensa alegria aos seus munícipes. Alguns alcançam até fama nacional, como é o caso do Seu Luna, em Juazeiro do Norte.
Vários desses tipos de Santana do Ipanema já foram apresentados à imprensa alagoana. O amigo Ataíde é um deles. Negociante de fumo de corda na feira livre, Ataíde é uma pessoa alegre, amiga e bem-humorada. Hoje mora à margem do rio Ipanema onde curte um pomar com sua merecida aposentadoria. Ataíde anda sempre com um cassetete à mão, segundo ele, para espantar cachorros e maloqueiros. O cigarro tipo braço-de-juda, não sai da sua boca. Pois bem, há décadas, “Ataíde Fumeiro”— ricaço com o comércio do fumo arapiraquense — resolveu comprar um jipe. Foi a maior novidade! Todos queriam brincar com o feirante. Comprada a máquina, o homem partiu para os devidos aprendizados. Certa feita alguém perguntou como o nosso herói estava se saindo no volante. Resposta na íntegra de Ataíde: “Homem, estou indo bem danado, mas tem uma tal de ré pra trás que é a boba da peste!”.
Espelhando-se no caso acima, vamos vivendo, convivendo o observando os vivos. Às vezes a pessoa não é absolutamente nada. E na procura de oportunidade, consegue algum cargo de chefinho de alguma coisa. Muitas dessas oportunidades aparecem em repartições públicas manobradas pelos políticos. Ali entocado, o indivíduo depois de algum tempo, começa a colocar às unhas de fora. (Antes, nem unhas possuía). Era um cordeiro desmamado que dava pena. Agora, com a grande força do “carquinho”, acha-se no direito de perseguir, de caluniar, de desrespeitar, virando o reizinho todo poderoso da sua repartição. Os colegas de trabalho vivem desapontados, desestimulados, desanimados com aquele ditador e mateu nos calcanhares. Quer mandar mais do que o chefe que na maioria dos casos nem está sabendo desses abomináveis acontecimentos. Você conhece bem esses filhos e filhas de cobras, pois talvez esteja acontecendo com você. Aqui em Santana do Ipanema, Alagoas, vários prefeitos não conseguiram a reeleição, justamente por causa desses chicoteadores do povo. Quando o prefeito desperta para demitir, o estrago entre seus eleitores já está feito. Mas não é só em prefeituras que eles se alojam como barbeiros em casas de taipa. Em outros lugares lá estão os glutões, beberrões e caluniadores agressivos. Uns detratam em público e pedem desculpas às escondidas, outros nem desculpas pedem. São os infalíveis lambe botas dos políticos. Estão lembrados do caso da roda? Um dia a roda que transporta para cima, carrega para baixo. Novamente o filhote de cobra fica humilde, encolhe as unhas e, de cabeça baixa, vai procurar outros mandantes para novos favores. Esse espírito infeliz não procura as suas vítimas para pedir perdão. Seu carro é um atropelador de honras e dignidades, não consegue jamais dá A RÉ PARA TRÁS DE ATAÍDE FUMEIRO.

O DESENROLAR DAS OLIMPÍADAS (Clerisvaldo B. Chagas. 5.10.2009) Para alguns pesquisadores, os gregos teriam iniciadas essas comemor...

O DESENROLAR DAS OLIMPÍADAS

O DESENROLAR DAS OLIMPÍADAS

(Clerisvaldo B. Chagas. 5.10.2009)

Para alguns pesquisadores, os gregos teriam iniciadas essas comemorações há 2.500 anos a.C., em homenagem a Zeus. Outros falam que a Grécia teria criado esses jogos no ano 776 a.C., como celebração e atributos aos deuses, cuja cidade-estado teria sido em Olímpia. De qualquer maneira, todos acreditam que os jogos olímpicos vieram da Grécia e que teriam até sido proibidos em determinada época (393) pelo imperador Teodósio, convertido, ao considerar as atividades como pagãs. Histórico à parte, o que se pensa atualmente em um país como o Brasil, é no significado teórico e prático dessas realizações em território nacional. O Rio de Janeiro, como sempre, ex-capital do Brasil e com uma das dez maravilhas do mundo moderno, naturalmente levaria quase todos os louros das vitórias. Não se pode negar a total capacidade do território carioca por seu passado e pela capacidade do presente. De qualquer maneira, Rio e São Paulo são as cabeças que movem o corpo brasileiro. No caso, então, o importante é que o evento de 2016 acontecerá em nosso país. Para o Rio de Janeiro, falando em obras físicas, será um passo largo e invejável para chegar à estrutura as grandes capitais do mundo desenvolvido. Sem contas serão os benefícios das áreas de segurança, transporte, hotelaria, comunicação, turismo, comércio e mesmo da indústria. Lógico que nada será melhor para o Brasil de que ser o alvo positivo do mundo com dois eventos importantes, os maiores, seguidamente: a copa e as olimpíadas. Além de toda estrutura física que ficará para depois desses eventos, também nada pagará o incentivo aos atletas brasileiros em todas as modalidades irradiadas da sede para as mais pequeninas cidades dos confins desse país.

Entramos na história do esporte amador tardiamente. Enquanto em certo tempo apenas nos preocupávamos com futebol masculino e profissional, países outros aplicavam maciçamente no esporte amador assim como a Alemanha, Cuba, Estados Unidos e os do leste europeu. As nossas escolas ficaram muito tempo vazias de esporte (e até mesmo de merenda). Houve década (1960), em que ainda existiu um arremedo de vôlei, de futebol de salão e tênis de mesa. Depois tudo desapareceu novamente. Ainda bem que o Brasil vem tentando, desigualmente, recuperar tantas décadas perdidas. Inúmeras escolas nesse país nem tem quadra, nem tem espaço, nem merenda e muito menos algum tipo de incentivo. Perguntamos a um professor de Educação Física, por que ele não praticava basquete com seus alunos. A resposta foi por causa da fome. Nesse caso, disse ele, era melhor trabalhar no comum, isto é, no handebol mesmo.

Estávamos pertinho de finalizar esta crônica quando saiu o resultado das próximas olimpíadas. Foi de fato emocionante. O momento do presidente Lula ao defender o evento para o Brasil foi simplesmente divino. As representações brasileiras de políticos, técnicos e atletas, mostraram um espetáculo belíssimo de união e patriotismo que ficará para a posteridade. As palavras do presidente após a escolha foram as palavras que teriam sido as nossas. Por tudo que sempre viemos dizendo aqui, do grande momento de uma nova era, de uma nação que ocupa definitivamente seu espaço no cenário mundial, de uma potência que emerge e procura seu assento merecido no meio dos grandes. Agora, relaxados pela vitória e movidos pelo trabalho, aguardemos O DESENROLAR DAS OLIMPÍADAS.

TERRENOS EM SANTANA (Clerisvaldo B. Chagas. 2.10.2009) De certo tempo para cá, é costume dizer que falta terreno em Santana do Ipanema para...

TERRENOS EM SANTANA

TERRENOS EM SANTANA
(Clerisvaldo B. Chagas. 2.10.2009)

De certo tempo para cá, é costume dizer que falta terreno em Santana do Ipanema para implantar isso ou aquilo. A nossa visão de Geógrafo afirma justamente o contrário. Não se pode querer de uma cidade progressista, como é a Capital do Sertão, que tudo seja colocado dentro do comércio, no centro da cidade. Temos alguns exemplos a apresentar: O local onde iria ser implantada a Caixa Econômica, era muito longe, afirmavam. Hoje é centro e comércio. A rodoviária também era longe. E hoje? Centro e comércio. A UNEAL, situada na Lagoa do Junco, era o fim do mundo. Pois bem, A UNEAL puxou o Batalhão de Polícia (hoje seu vizinho), atraiu o moderno fórum e a SEFAZ. Recentemente por ali, entre o Batalhão e a UNEAL, foi construída uma bela escola modelo do município. Quanto a novos terrenos, podemos encontrá-los nos pontos cardeais de Santana. Quem sobe aos mirantes dos serrotes Cruzeiro (antigo Goiabeira), das Microondas (antigo Gonçalinho) ou mesmo do Alto da Fé (antigo Pelado), pode notar nos arredores de Santana bastante terreno para se construir o quer quiser como hospital, clínica, shopping, fábricas, repartições públicas, faculdades, centros tecnológicos e muito mais. Ao norte temos uma fazenda de gado dentro do perímetro urbano que se inicia por trás do DENIT até o Poço do Boi, no rio Ipanema. Existe também uma imensa área em que poderia ser construída uma nova Santana, descendo das imediações do Cemitério São José até a Rua Aloísio Ernande Brandão, próxima ao Colégio Estadual. Ao sul, temos outra área enorme que vai do antigo posto Firminão às faldas leste do serrote do Cruzeiro. O lado oeste desse mesmo serrote também se encontra desocupado, acima da antiga fábrica de fubá. A leste de Santana temos três grandes áreas desafiando o progresso. A primeira vai desde o Batalhão de Polícia ao açude do Bode. A segunda vai desde a lateral do Batalhão aos confins do Bebedouro e, a terceira, vai desde o final da Rua São Pedro ao Ipanema, entre aquele bairro e a Maniçoba. A oeste temos terrenos de sobra no bairro que estar começando, Clima Bom, até a fazenda do senhor Ivo Wanderley, numa grande faixa entre a BR-316 e o rio Ipanema. Todos os terrenos citados estão na bacia hidrográfica do Panema drenados por córregos e riachos como Salobinho, Salgado, Camoxinga, Bode e Sem Nome.
Agora, desejar somente terreno no centro da cidade é uma coisa. Almejar apenas terras planas é sonhar, pois o sítio urbano é formado com as suas intermediações de colinas. Também dizer que não existe terreno porque já tem dono... Onde encontrar terreno sem dono? Amigo investidor: invista em Santana do Ipanema, cidade polo que movimenta mais de trezentas mil pessoas de outros municípios que aqui vem em procura dos seus serviços. Precisamos de clínicas médicas, de fábricas de doces, de móveis, de calçados, de shopping, de apartamentos, de condomínios, de supermercados e de tantas outras coisas para acelerar o desenvolvimento. Santana do Ipanema é cidade comercial por excelência, desde os seus áureos tempos de povoado. E você, santanense, não atrapalhe quem quer investir em sua terra. NÃO HÁ FALTA DE TERRENOS.

AINDA O CASO ZELAYA (Clerisvaldo B. Chagas. 1º.10.2009) Dias atrás publicamos a crônica Brasil e o Equilíbrio Circense. Para qu...

AINDA O CASO ZELAYA

AINDA O CASO ZELAYA

(Clerisvaldo B. Chagas. 1º.10.2009)

Dias atrás publicamos a crônica Brasil e o Equilíbrio Circense. Para que as nossas palavras não ficassem boiando sozinhas e nem gerassem desconfianças, vem a nosso favor o linguista e teórico Chomsky. Professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Noam Chomsky tem mais de 80 obras publicadas e é um dos ferrenhos críticos da guerra do Vietnã. O professor possui ainda extensos trabalhos que criticam a política externa dos Estados Unidos, chamando este país de principal nação terrorista do mundo. (Nós, particularmente, chamávamos o governo Bush de sanguinário). Noam critica abertamente a atuação dos Estados Unidos no episódio de Honduras, dizendo da fraqueza das suas ações que praticamente nada fez. Por outro lado, elogia o papel do Brasil quando fala que a atitude brasileira foi admirável. As mesmas opiniões do senhor Noam Chomsky, são as nossas, portanto, quando analisamos a vontade geopolítica da nação americana. Obama pode ter uma mentalidade própria, porém, é forte a pressão dos conservadores que ainda querem dominar o mundo sozinhos. Como já foi dito aqui, todo o continente americano era considerado domínio dos ianques. Com o novo despertar da América do Sul, os americanos ficaram no domínio dos países caribenhos. As novas ofensivas de integração na América Central, feitas principalmente pela Venezuela e pelo Brasil, deixaram os Estados Unidos enciumados. Eles haviam esquecidos dessa região nas aventuras malucas sobre o Afeganistão e o acompanhamento sobre o desenrolar da Coréia do Norte e do Irã. Enquanto geravam ódio pelo planeta, o Brasil diversificava seu comércio pela África, pelo Oriente Médio, pela Europa e mesmo pela Ásia. A influência brasileira no mundo inteiro já é uma realidade, além da liderança que exerce entre os emergentes e os países pobres do globo. O que estava faltando para que os americanos despertassem para o seu quintal, foi o caso de Honduras. Enciumados, repetem a história de que não pode haver dois galos no mesmo terreiro. Foi por isso que Obama fez corpo mole na crise de Honduras, pois se quisesse já teria resolvido tudo.

Se os Estados Unidos resolvessem essa situação, poderiam sair desse impasse, até aplaudidos. Mas se o Brasil conseguir resolver com honras o caso de Honduras, o estado do norte terá perdido uma grande oportunidade de mostrar ao mundo como ainda é o dono da situação. Em acontecendo essa segunda hipótese, o Brasil terá saído de fase incômoda e arriscada para o sucesso e liderança definitiva entre seus novos parceiros ao norte da América do Sul e na América Central. Havia um antigo ditado que dizia: se não quer coado, vai com pó e tudo. Nada mais impede a liderança brasileira no sul e com os possíveis tentáculos no que era do Tio Sam: o quintal das republiquetas de bananas como eles as chamam. Queiram eles ou não, agora existe um gigante em cima e um gigante em baixo com uma disputa no meio. Nenhum mérito será acrescentado à indiferença americana em Tegucigalpa. Vamos deixar desenrolar AINDA O CASO ZELAYA.

AS DUAS FACES (Clerisvaldo B. Chagas. 29.9.2009) Anedotas contadas em roda de amigos, em festinhas, em mesas de bar, também trazem lições d...

AS DUAS FACES

AS DUAS FACES
(Clerisvaldo B. Chagas. 29.9.2009)

Anedotas contadas em roda de amigos, em festinhas, em mesas de bar, também trazem lições de vida. Muita gente conhece a história dos três comandantes militares que estavam reunidos. Um alemão, um russo e um brasileiro. O alemão, querendo dizer que o soldado da Alemanha era o mais disciplinado do mundo, partiu para a justificativa. Chamou o praça mais perto e disse: “soldado, morra pela pátria”. O militar prontamente pegou a arma, atirou na própria cabeça e caiu morto. O comandante russo encheu o peito de ar e falou que aquilo nada provava. Chamou um dos seus soldados e repetiu a frase do colega alemão: “soldado, morra pela pátria”. E o praça assim o fez. Pegou a arma, atirou na própria cabeça e caiu morto. O comandante brasileiro, ante os olhares interrogadores, procurou fazer a mesma coisa. Chamou o soldado mais próximo e disse: “soldado, morra pela pátria”. O soldado brasileiro riu, olhou bem para o superior e disse: “Já está bêbedo uma hora dessas, comandante!”
A disciplina cega pode se tornar fanática, como a parte alemã e a parte russa da anedota. Os casos de fanatismos acontecem muito na sociedade civil em todos os setores. É comum se ouvir falar na obediência sem limites, principalmente nas áreas religiosa e esportiva. Vejamos o exemplo de dona Mariana em O Paraíso, novela de uma rede de televisão. O fanático religioso não quer nem ouvir outras versões de fatos narrados e, não raras vezes, perde a razão como se tivesse submetido a uma lavagem cerebral. O pano preto que tem diante dos olhos não baixa nunca, sendo quase impossível a uma pessoa de bom senso conversar sobre o assunto com esses indivíduos. No esporte é mais frequente o fanatismo no futebol que é apontado como uma das grandes paixões brasileiras. Mas também a paixão irada acontece sobre qualquer assunto e quem a carrega jamais dá razão ao seu interlocutor.
No outro lado da pequena história divertida, está a opinião do soldado brasileiro. A situação não quer dizer sobre a indisciplina militar, mas sim do modo descontraído como o filho do Brasil encara todos os momentos. Não é o lado relaxado e moleque, mas um modo de pensar e desviar de perigos irreparáveis. A pessoa equilibrada nas suas idéias e nas suas práticas é pessoa confiável. A moderação supera a raiva, o ódio, a cobiça, a vingança... Levando o ser humano a um ponto que o torna admirado. Geralmente encontramos essa virtude em pessoas simples e em verdadeiros líderes caminhantes para o bem. Conhecemos vários professores que nos causaram essa sensação de equilíbrio e segurança em suas aulas. O homem sensato sabe guiar e possui a sensibilidade em lidar com outros seres que precisam luz. Quem não tem esse dom trazido pela própria natureza, poderá espelhar-se nas almas lúcidas e tentar o cultivo dessa planta sensitiva. Não é fácil, mas é possível. E mais complicado ainda é quando o ser é bastante apegado às coisas terrenas. Entretanto, todas as religiões dizem por uma boca só: você não está sozinho. Após as gargalhadas que vem com as anedotas, cabe refletir no que ficou de bom. Eis aí, meu amigo, o valor em analisar as DUAS FACES.