SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
A MORTE DA SERENATA Clerisvaldo B. Chagas, 7 de agosto de 2026 Escritor Símbolo ...
A MORTE DA SERENATA
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de agosto de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3456
A
serenata é o ato de cantar melodias à noite, ao ar livre e sob janelas com
objetivos românticos. A seresta é uma forma de música em grupo de amigos,
cantada em qualquer lugar e a qualquer hora. Já tivemos antes, em Santana do
Ipanema, o “Bar Seresta” localizado na segunda parte de chamada Rua Nova. O
proprietário, músico filho do Bairro São Pedro, não teve muito êxito com a
boemia da cidade. Era tempo que se ouvir serenatas, era a coisa mais importante
do mundo. As pessoas, dormindo, acordavam altas horas com um violão bem
afinado, voz melodiosa e músicas
extremamente românticas. Muito melhor do que um sonho. Geralmente era conduzida
por um pequeno número de pessoas que evitavam qualquer outro barulho.
É
certo que aqueles que faziam serenatas, eram grupos de rapazes ou adultos que amavam
músicas e gostavam de beber. Todavia, na hora do ato eram muito cuidadosos com
o silêncio. Não descartamos, porém, que uma vez ou outra pode ter havido algum
bate boca entre os membros de algum grupo. Mas, por isso ou por aquilo, chegou
um novo delegado de polícia na cidade e resolveu proibir a tradição. Ninguém
soube informar se foi alguma denúncia ou
a própria arrogância policial. O certo é que correu de boca em boca a decisão
da autoridade. Assim, esses encantos melodiosos . escuras ou enluaradas de Santana do Ipanema. Dos inúmeros
Não
queremos citar nomes dos inúmeros cantores da cidade que marcaram épocas pelas noitadas sadias de
Santana. As melodias eram baseadas na páginas musicais dos grandes cantores
nacionais como Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Núbia Lafayete,
Agnaldo Rayol, Moacir Franco e outras feras da música e brasileira. Quando o delegado de fora
assassinou em Santana do Ipanema, a tradição da serenata, fez calar a alma
santanense diante da arrogância dos frustrados e desalmados contraproducentes
da Cultura. Restaram apenas os seresteiros,
raros, inseguros e desconfiados, montados nos acordes.
SERENATA
(ADOBE STOCK).
A
MORTE DA SERENATA
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de agosto de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3456
A
serenata é o ato de cantar melodias à noite, ao ar livre e sob janelas com
objetivos românticos. A seresta é uma forma de música em grupo de amigos,
cantada em qualquer lugar e a qualquer hora. Já tivemos antes, em Santana do
Ipanema, o “Bar Seresta” localizado na segunda parte de chamada Rua Nova. O
proprietário, músico filho do Bairro São Pedro, não teve muito êxito com a
boemia da cidade. Era tempo que se ouvir serenatas, era a coisa mais importante
do mundo. As pessoas, dormindo, acordavam altas horas com um violão bem
afinado, voz melodiosa e músicas
extremamente românticas. Muito melhor do que um sonho. Geralmente era conduzida
por um pequeno número de pessoas que evitavam qualquer outro barulho.
É
certo que aqueles que faziam serenatas, eram grupos de rapazes ou adultos que amavam
músicas e gostavam de beber. Todavia, na hora do ato eram muito cuidadosos com
o silêncio. Não descartamos, porém, que uma vez ou outra pode ter havido algum
bate boca entre os membros de algum grupo. Mas, por isso ou por aquilo, chegou
um novo delegado de polícia na cidade e resolveu proibir a tradição. Ninguém
soube informar se foi alguma denúncia ou
a própria arrogância policial. O certo é que correu de boca em boca a decisão
da autoridade. Assim, esses encantos melodiosos . escuras ou enluaradas de Santana do Ipanema. Dos inúmeros
Não
queremos citar nomes dos inúmeros cantores da cidade que marcaram épocas pelas noitadas sadias de
Santana. As melodias eram baseadas na páginas musicais dos grandes cantores
nacionais como Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Núbia Lafayete,
Agnaldo Rayol, Moacir Franco e outras feras da música e brasileira. Quando o delegado de fora
assassinou em Santana do Ipanema, a tradição da serenata, fez calar a alma
santanense diante da arrogância dos frustrados e desalmados contraproducentes
da Cultura. Restaram apenas os seresteiros,
raros, inseguros e desconfiados, montados nos acordes.
SERENATA
(ADOBE STOCK).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.