JESUS VIROU BEBÃO Clerisvaldo B. Chagas, 9 de abril de 2012.            A infelicidade do ator Tiago Klimeck, em Itararé, São Paulo, foi...

JESUS VIROU BEBÃO

JESUS VIROU BEBÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 9 de abril de 2012.

           A infelicidade do ator Tiago Klimeck, em Itararé, São Paulo, foi mais uma das coisas estranhas que se contam a respeito das encenações da Paixão do Cristo. Muitos falam de episódios sobrenaturais sobre o espetáculo que também é assistido por um bom número de espíritos misturados aos encarnados. Falam também da própria intervenção divina em certas partes comoventes que mexem em profundidade com a vida particular de atores que imitam o Cristo. Assim como descrevem coisas comoventes, surgem também as partes divertidas maquinadas pelos encarnados mesmo. No caso do ator Tiago, ele se enforcou de verdade em confundir determinadas cordas. Como fazia parte do espetáculo, o ator ficou desacordado e ninguém percebeu, pois estava escrito na cena. Descoberto o acidente, Klimeck foi levado ainda com vida para o hospital, porém, em estado grave.
          Na banda hilariante, falam que certa feita, numa encenação da Paixão do Cristo, o ator principal adoeceu, justamente no dia da estreia. Um viciado em álcool, que amava o teatro e assistia aos ensaios todos os dias, vendo o aperreio da trupe, ofereceu-se para fazer o papel de Jesus. Sem alternativa, o homem foi aceito. O teatro estava lotado e comovido com o desempenho do “filho de Deus” que dava um espetáculo interpretativo. Na hora da crucificação, porém, o pseud.(o) ator sentiu a necessidade fremente do álcool. Um camarada mais experiente que fazia o papel de soldado romano, vendo o aperreio do crucificado, passava álcool em um algodão quando ele pedia água. Mas o pouco de álcool, não dava nem para molhar os lábios de “Jesus”, apenas estimulava mais ainda o viciado. O ator estava louco para beber, diante de uma plateia religiosa que vinha às lágrimas. Não podendo mais se controlar diante do figurino, o ator improvisado não resistiu ao cheiro do álcool no algodão, mais uma vez para acalmá-lo, e levantando a cabeça no mais veemente protesto possível, gritou para os companheiros: “Eu quero é cachaça, rebanho de peste!”. Onde diabo já se viu um Cristo pedindo cachaça! Foi gente espanar para tudo quanto é canto num apavoramento triste! Acabou-se o espetáculo.
          Minutos depois o “Jesus” arrependido foi encontrado acalmando os nervos no lotado boteco da esquina. Literalmente o “filho de Deus” acabava de trocar a vida eterna por uma dose da branquinha. No outro dia, a parede do teatro amanheceu pichada: “JESUS VIROU BEBÃO”. 








VOLTAREMOS NA SEGUNDA




VOLTAREMOS NA SEGUNDA

A GUERRA DO PÉ NA BUNDA Clerisvaldo B. Chagas, 4 de abril de 2012.   A briga do governo brasileiro com a FIFA vai se delineando para os ...

A GUERRA DO PÉ NA BUNDA

A GUERRA DO PÉ NA BUNDA
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de abril de 2012.

 A briga do governo brasileiro com a FIFA vai se delineando para os brutos e para o humorismo pastelão. Isso me faz lembrar um caso acontecido aqui em Santana do Ipanema quando um sujeito considerado bruto, ignorante, recebeu dobrado o preço dos maus bofes. Acostumado a tratar mal o povo que não reagia, foi surpreendido certa vez por um cliente que ao ser advertido que tivesse cuidado com o ignorante, indignou-se, meteu as duas mãos espalmadas no balcão e, colérico, deu o seu recado antecipado. O ignorante número um comeu o bife de osso que passava para terceiros. Ficou caladinho, Seu Zé! Nem sequer um pio! É por isso que reza o nordestino: “remédio para um doido, é doido e meio”. É assim que de vez em quando desaparece um filho bastardo do Planeta da espécie cavalo do cão.
          Dizem que um desses cabras da língua bifurcada é o senhor Jérôme Valcke que tem nome de índio do Velho Oeste com remédio de farmácia. Como era costume, falou aquela idiotice de que o Brasil merecia um chute no traseiro, sem consideração sequer ao cargo que ocupa. Se fosse em Santana, o povo o chamaria de maloqueiro. Sua presença em nosso país foi rejeitada pelo próprio governo. Pois bem, após pedir desculpa, pensava o maloqueiro, digo, o senhor Valcke que estaria tudo bem após as desculpas. O senhor Blatter, que parece ser do mesmo naipe do parceiro, veio conversar humilde com a Dilma e bastou sair do Brasil para também conversar como herói do mangue. É nesse momento que precisamos de doido e meio; de madeira nodosa de mororó e “chuletado” de pé 44. Não deu outra. Apareceu o presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, senador Roberto Requião ─ delicado que só papel de enrolar prego ─ para dá o troco com palavras ao senhor Valcke, animadinho para vir ao Brasil. Disse o senador: "Não aceitamos o porteiro da FIFA. O requerimento aprovado foi para receber o Blatter, não esse bedel da FIFA. Se depender de mim, ele receberá um pontapé em suas redondas abundâncias”. Precisamos ou não de doido e meio?! “Quem se abaixa de mais...” continua o povo na sabedoria.
          Ninguém agora pode recuar. Nem a FIFA nem o Brasil. Mas, nós, o povo, poderá continuar nas arquibancadas nuas ainda, assistindo bem atentos a briga dos traseiros, o embate das abundâncias ou mesmo, domesticamente, A GUERRA DO PÉ NA BUNDA.