SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
RCAMOXINGA Clerisvaldo B. Chagas, 26 de janeiro de 2024 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3004 Antes do lançament...
RCAMOXINGA
Clerisvaldo
B. Chagas, 26 de janeiro de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3004
Antes do lançamento do livro
“A Igrejinha das Tocaias”, fomos até a Camoxinga dos Teodósio, onde estivemos
na Camoxinga dos Teodósio I, Camoxinga dos Teodósio II e Pinhãozeiro,
comunidades rurais da região serrana de Santana do Ipanema. Tarde maravilhosa,
encantada e dos excelentes acolhimentos. Apesar da vegetação dos montes já está
sem o verde dos tempos de chuvas, as árvores frutíferas estavam lotadas de
frutos, sobretudo cajueiros e mangueiras. Fomos acompanhados de amigos como o
professor Robson França e a líder rural, professora e rezadeira (benzedeira)
Aparecida Mendonça. O objetivo era
entrevistar algumas almas bondosas devotas do Santo do Juazeiro. Êxito
retumbante, além daquele delicioso bolo de macaxeira e suco de maracujá.
Fui
surpreendido pela nova paisagem das minhas andanças por aquelas bandas. Muitas
casas surgiram ao longo da estrada e manadas nelore pastando pelas encostas. No
sítio Pinhãozeiro estivemos bastante perto da serra onde nasce o famoso riacho
Camoxinga. (Vou interromper este trabalho porque a chuvarada voltou com tudo,
agora às 3.30 da tarde). Recomeçando às 20.30. Tarde quente e melancólica, pessoas
se aglomerando na vizinhança para conversar. Encontro com amigos de longas
datas e vamos procurando gozar de todos os benefícios que os sítios nos
oferecem.
Dias
depois, estávamos na periferia de Santana, precisamente na Igrejinha das Tocaias,
assistindo missa e lançando o livro sobre a sua história. E aqueles do sítio
Pinhãozeiro que prometeram presença, de fato chegaram para a celebração da
missa e lançamento do livro. Até mesmo o famoso cantor e sanfoneiro Benício
Guimarães, desceu a serra do Almeida e foi nos dá uma palhinha nas Tocaias. E
agora que já corrigimos a prova do livro O BOI, A BOTA E A BATINA, HIATÓRIA
COMPLETA DE Santana do Ipanema (436 páginas) e já a enviamos de volta à
gráfica, brevemente estaremos fazendo nova festa com o seu lançamento, em Maceió
e Santana do Ipanema.
CARRO
E CARREIRO FUTURA CAPA DE ROMANCE – SÍTIO PIÃOZEIRO (FOTO DE ROBSON FRANÇA)
SANTANA DO IPANEMA Clerisvaldo B. Chagas, 4 de dezembro de 2023 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.003 Vamos fecha...
SANTANA DO IPANEMA
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de dezembro de 2023
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.003
Vamos
fechando o circuito de todas as cidades sertanejas alagoanas apresentadas. Estava
faltando somente Santana do Ipanema.
Cidade
sertaneja servida pela BR-316 e pela AL-130, fundada em 1787. Fica entre as
cidades de Dois Riachos e Poço das Trincheiras. Seus munícipes são chamados de
santanenses e tem como padroeira Nossa Senhora Santana. Possui duas paróquias:
a de Senhora Santana e a de são Cristóvão, cujos festejos dos seus respectivos padroeiros
acontecem no mês de julho e no mês de outubro.
Sua vegetação pertence ao bioma caatinga e seu clima é o semiárido. A cidade apresenta-se ladeirosa e repleta de
patamares onde estão localizadas ruas e avenidas importantes.
Já
foi chamada “Terra dos Carros de Boi”, “Terra do Feijão”, mas continua com o
título de “Rainha do Sertão”. É a cidade sertaneja de Alagoas mias importante
de todas. Sua distância para a capital, Maceió, gira em torno de 220 km.
Atualmente é Centro Educacional de peso e conta com a presença das
representações da UFAL – Universidade Federal de Alagoas; UNEAL – Universidade de
Alagoas; e IFAL - Instituto Federal de Alagoas. Sua economia se baseia na
agropecuária, comércio e serviços, conta com três bancos federais e um
movimento diário de trânsito muito forte com veículos diários de cerca de 30
cidades da região, bem como o atendimento do Hospital regional Dr. Clodolfo
Rodrigues que atende mais ou menos ao mesmo número de cidade acima.
A
cidade é circundada por serras e serrotes que permitem o turismo paisagístico
natural. Santana tem como principal acidente geográfico o rio Ipanema que banha
a cidade e que antigamente era abastecida de água por ele. A cidade pode ser
desvendada na sua história, arquitetura e na geografia. Sua culinária
representa o resumo apaixonante das comidas típica de toda a região. Brevemente
será lançado o maior documentário jamais produzido em Santana do Ipanema: o
livro: “O boi, a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema”.
Covardias à parte, aguardemos o primeiro trimestre de 2024.
ESTÁTUA
AO JEGUE (FOTO: B. CHAGAS)
CAROÁ, CROATÁ, CROÁ Clerisvaldo B. Chagas, 17 de novembro de 2023 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.002 Caroá, cr...
CAROÁ, CROATÁ, CROÁ
Clerisvaldo B. Chagas, 17 de novembro de 2023
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.002
Caroá, croatá, crauá ou Croá, “É uma planta
terrestre da família das bromeliáceas, nativa do Nordeste do Brasil. A planta é
uma bromélia nativa do estrato baixo da caatinga brasileira, apresenta folhas
lineares, acuminadas e listradas e flores protegidas por brácteas com coloração
viva e frutos em bagas suculentas. Já teve muita importância na caatinga, antes
do advento do plástico. Dela se fazia cordas, cordões, redes, sacos, tecidos e
roupas. Proporcionou emprego e renda em vários lugares do Sertão nordestino,
gerou indústrias e até originou cidades como Senador Rui Palmeira no alto
Sertão alagoano, cuja origem foi uma “usina” de fazer barbantes de caroá. A
grande riqueza de outrora do Nordeste, o algodão, era ensacado com destino as
bolandeiras ou vapores (máquinas de beneficiamento do algodão) com enormes
sacos de caroá, que tinham aparência de tarrafas nos seus trançados espaçosos e
transportados, geralmente por carros de boi.
O caroá fez ótima circulação de dinheiro no Sertão
e Agreste entre extrativistas rurais, empresários, fábricas, comércio e
usuários. O agave, planta espinhenta da qual se fabricava cordas e outros
produtos semelhantes ao caroá, tinha mais nobreza, pois em muitos lugares do
semiárido, era plantado com vigor. O caroá, apenas era extraído da caatinga. Em
várias regiões apresentava-se abundante e em locais privilegiados, crescia até
dois metros de altura. Como o nome da
planta varia muito em cada região, é possível que ela também seja chamada
gravatá (sítio e poderoso riacho de Santana do Ipanema).
As riquezas antigas dos nossos sertões são pouco
divulgadas e temos certeza de que pouquíssimas pessoas têm esse conhecimento. O
uso da lã de barriguda, a utilidade dos juncos nas fabriquetas de colchões,
representam segredos do Sertão antigo (não tão antigo assim) e que deslumbram
por certo, pesquisadores e fontes dos mais velhos que assim conviveram.
Infelizmente, o advento do plástico, muito útil, prático, leve e barato
substituiu nossos produtos inocentes e passou a poluir o mundo. É pena porque
nem todo nosso passado foi registrado e dão trabalho aos pesquisadores, mais do
que os temas sobre animais pré-históricos.
CAROÁ (AUTOR NÃO IDENTIFICADO).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.