SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
A EXUBERANTE FESTA DO BOI Clerisvaldo B. Chagas, 15 de março de 2023 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3024 Êxito...
A EXUBERANTE
FESTA DO BOI
Clerisvaldo B. Chagas, 15 de março de 2023
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3024
Êxito
retumbante do lançamento do livro “O Boi, a Bota e a Batina, História Completa
de Santana do Ipanema”, em Maceió. A
Estaiada Choperia e Drinkeria, do meu sobrinho Felipe, ficou lotada de tantos
santanenses e de pessoas dos mais diversos lugares. Pareceu mesmo uma festa de
confraria, sem rigidez de formalidades. O riso frouxo no salão; a presença de
quatro escritores, dois de Maceió, um de Santana e outro da região de Olho
d’Água das Flores/Santana; vários ex-alunos do Ginásio e do Colégio Estadual
Mileno Ferreira; amigos de longas datas; familiares e pessoas do grupo dos 100
e outros de fora atraídos pela noite de Cultura, abrilhantaram a festa numa
verdadeira apoteose.
Foi
muita alegria, muito carinho e rasgados elogios, inclusive do próprio
mestre-de-cerimônia, ex-aluno, intelectualizado, inspirador e aniversariante do
dia. A oração oficial foi assegurada com o mestre Antônio Sobrinho (Tonho
Cupim), ex-funcionário do Banco do Brasil, orador maçônico arrebatador e que
muito ajudou no evento colocando a cereja no bolo. A noitada do intelecto,
permitiu um êxito de venda extraordinário, com rendimento de histórias
individuais narradas que se formaram
em grupos, após, permitindo novo
material para outros livros no porvir. E no meio da conversa que vem, da
conversa que vai, acabei descobrindo o nome de guerra do ex-cangaceiro Filemon,
coisa muito pesquisada e já considerada perdida.
Agora vamos para a segunda etapa de
lançamento que será realizado no miolo de Santana do Ipanema, no Restaurante do
outro Sobrinho, Cleber, no “Santo Sushi”, Bairro Domingos Acácio. “O Boi, a
Bota e a Batina”, que tem início no Brasil Colônia, segue rigorosamente por ordem
cronológica de todas as fases políticas e históricas brasileiras até
desaguar no ano de 2006, quando foram encerrados esses trabalhos, com 436
páginas e mais de 360 ilustrações.
Amigo, amiga, você se comprometeu com o
grupo. Pode esquecer de comparecer, mas não esqueça do compromisso do PIX. A
gráfica é um contrato coletivo.
DIÁRIO ALAGOAS Fernando Valões Jornalista e sociólogo 05.03.2023 O ilustre escritor e acadêmico Clerisva...
DIÁRIO
ALAGOAS
Fernando
Valões
Jornalista
e sociólogo
05.03.2023
O ilustre
escritor e acadêmico Clerisvaldo B. Chagas está prestes a honrar o cenário literário
com o lançamento da sua mais recente obra na capital alagoana, Maceió, bem como
na cidade de Santana do Ipanema. Este evento marca uma ocasião de significativa
importância cultural e intelectual, notadamente após uma dedicação de 18 anos
de concepção da obra.
A
revelação oficial de “O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do
Ipanema” está agendada para ocorrer em primeiro momento na Estaiada Choperia e
Drinkeria localizada na região de Jatíúca, Maceió no dia 13 de março.
Subsequentemente o lançamento será replicado em Santana do Ipanema,
especificamente no Restaurante Santo Sushi situado no Bairro Domingos Acácio,
no dia 20 de março. Este livro, fervorosamente aguardado por entusiastas da
história regional em todo o sertão de Alagoas, promete ser uma contribuição inestimável
ao patrimônio cultural e historiográfico da região.
A
fim de assegurar a inclusividade e a ampla disseminação desta obra seminal, a
organização do evento providenciará em sistema de distribuição de convites e a
possibilidade de transições via PIX, destinados inicialmente a um grupo seleto
de 100 pessoas. Todavia esforços adicionais serão empregados para garantir que
indivíduos fora deste círculo também tenham oportuninadade de adquirir a obra, reafirmando
o compromisso com a acessibilidade cultural.
Esta
obra monumental abrangendo 436 páginas, oferece uma narrativa abrangente e
meticulosamente cronológica da história de Santana do Ipanema, desde os seus
primórdios habitacionais nas margens da Ribeira do Panema até os eventos
transcorridos no ano de 2006. Trata-se de um estudo abrangente que atravessa
diversos períodos significativos da história-brasileira, incluindo a era
colonial, do vice-reinado e imperial, fornecendo um panorama detalhado das
transformações sociais, culturais e políticas da região. Diferentemente das
narrativas históricas convencionais centradas nas elites governantes, esta obra
destaca a confluência de diferentes estratos sociais oferecendo uma perspectiva
inclusiva e multifacetada da história local.
A
capa do livro, uma obra de arte meticulosamente composta, simboliza elementos
culturais e históricos de Santana do Ipanema, incorporando ícones locais como o
Museu Darras Noya e a Igreja Matriz, bem como figuras proeminentes da
comunidade; este aspecto visual não só enriquece a apresentação da obra, mas
também serve como um convite visual para os leitores mergulharem nas
profundezas da história e cultura de Santana do Ipanema.
Portanto,
convidamos a comunidade acadêmica, entusiasta de história e o público em geral
a se unirem a nós neste evento literário de grande envergadura, que promete ser
não apenas uma celebração do legado de Santana do Ipanema, mas também um marco
significativo no campo da historiografia brasileira.
MACEIÓ,
5.3.2023.
TRADUZINDO PARA VOCÊ Clerisvaldo B, Chagas, 5 de março de 2023 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.022 Até quase o ...
TRADUZINDO
PARA VOCÊ
Clerisvaldo B, Chagas, 5 de março de 2023
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.022
Até quase o final do século passado, o povo
sertanejo alagoano usava bastante as palavras bogó, cabaça, aió e trempe. Você
da capital sabe traduzir? Então, mãos à obra:
Bogó é uma bolsa de couro com
boca estreita e dura. Serve para transportar água em viagens. Quanto mais
quente é o tempo mais a água esfria. Por ser pesado estando cheio, é mais
apropriado para ser transportado por animais como o cavalo, o burro, o
jumento... Foi muito usado por vaqueiros e cangaceiros.
Cabaça fruto do cabaceiro, duro e
cortado ao meio tem ínúmeras serventias. Inteira, tem a mesma função do bogó e
que também foi muita usada pelos cangaceiros e forças volantes, na caatinga. Também é usada em nome masculino como cabaço
que se tornou pejorativo para a virgindade da mulher. O primeiro documento de
Santana do Ipanema, menciona o rio dos cabaços, atualmente conhecido como
Capiá, o mais importante do Alto Sertão alagoano.
Trempe é a junção de três
pedras, fogo no centro, à lenha ou a carvão, geralmente no solo limpo onde será
colocada a panela – a maioria de barro – para cozinhar a comida. Em algumas
regiões do Nordeste a trempe também era chamada tucuruba, nome indígena,
cuja diferença era que as tucurubas tinham o fogo no chão escavado, num buraco.
Cangaceiros usaram muito as tucurubas.
Aió bolsa de tecido especial,
entrançado, para ser pendurado na cabeça do animal cavalar, com ração,
notadamente de milho. Foi muito usado por homens humildes do sertão, a tiracolo
como se fosse uma bolsa de couro atual. Esses indivíduos eram discriminados e
chamados com desprezo de “cabra de aió”. Isto é, sem confiança, sem caráter.
Essa expressão foi muita usada pelos coronéis sertanejos – fazendeiros ricos,
arrogantes e assassinos, cujos títulos vinham de patentes da Guarda Nacional,
criada pelo padre Diogo Feijó. Assemelha-se às expressões: “cabra ruim”, “cabra
peste”, “cabra safado” e “cabra de peia”.
Assim continua o terreno fértil sertanejo em
aberto para os pesquisadores deste mundo encantado.
MUNDO ENCANTADO ENTRE JARAMATAIA E SERROTE DO
JAPÃO (FOTO: B. CHAGAS)

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.