SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
A RESERVA TOCAIA Clerisvaldo B Chagas, 3 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3370 Em Santana do ...
A
RESERVA TOCAIA
Clerisvaldo B Chagas, 3 de março de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3370
Em
Santana do Ipanema, Alagoas, a “Reserva Tocaia”, foi a primeira do estado no
Bioma Caatinga. Foi oferecida ao governo estadual sob condições pelo
proprietário, professor, comerciante, fazendeiro e ex-pracinha, Alberto
Nepomuceno Agra. Hoje, sob os cuidados do seu filho, Alberto Nepomuceno Agra
Filho, conhecido por Albertinho.
A
Reserva Tocaia, foi criada pela Portaria N 0 018/2008 com meta de
preservação integral. Sua área /corresponde a 21.7 há entre baixios e serrotes,
em direção ao riacho João Gomes, não tão distante dali. Na Reserva encontram-se
aroeira, angico, Juazeiro, imbuzeiro, cedro, catingueira, baraúna e outras
espécies de grande e médio porte. Em sua fauna, registram-se a presença de
gato-do-mato, pequenos roedores, aves típicas, serpentes e saguins. Escolares,
pesquisadores e curiosos, sempre visitam a Reserva em simbiose com seu
guardião, Albertinho.
Extraído
do livro: CHAGAS, Clerisvaldo B. & MENDES, João Neto Félix. A igrejinha
das tocaias, sua história. SWA, Santana do Ipanema, 2023.
A
propósito, a Reserva Tocaia, estar localizada a oitocentos metros do final da
rua Joel Marques, no Bairro Paulo Ferreira, limite da zona urbana com a zona
rural. O trecho desta estrada bissecular é de terra variando entre bom e
péssimo de acordo com as épocas de chuvas.
O
município de Santana do Ipanema, ainda possui mais duas reservas,
uma maior e outra menor do que a Tocaia. A maior fica nas imediações do povoado
Pedra d’Água dos Alexandre, a menor estar localizada às margens da AL-120,
imediações do da ponte do riacho João Gomes. Vale salientar que estive algumas
vezes na Reserva Tocaia, mas nunca visitei as outras duas, portanto não posso
passar informações outras, porém, todas as três, prestam relevantes benefícios
ao bioma e são grandes exemplos de desapego e amor à Natureza. Meio ambiente
preservado. Visitem.
AGUARDEM Clerisvaldo B. Chagas, 2 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3369 Aguardem para breve, os l...
AGUARDEM
Clerisvaldo
B. Chagas, 2 de março de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3369
Aguardem
para breve, os lançamentos da terceira edição do livro a IGREJINHA DAS TOCAIAS,
SUA HISTÓRIA; a segunda edição do livro SANTANA:REINO DO COURO E DA SOLA, inclusive,
este com possível filmagem do documentário e a edição inédita do livro ZÉ COXÓ,
O POETA DO FANTÁSTICO, estilo inédito no Brasil. Olha amigos, tem gente da
região Sudeste que confirmou presença quando for o lançamento. Estímulo extra
para o autor. O primeiro livro terá sua nova edição ampliada com pesquisas
recentes. E o segundo livro terá homenagem à família Félix do subúrbio
Maniçoba/Bebedouro. Será trabalhado nas escolas municipais de Santana à
semelhança do primeiro. Quanto a ZÉ COXÓ, terá Coxó normal e Coxó para adultos.
Fica, portanto, ainda inéditos: os romances: AS
TRÊS FILHAS DO CORONEL E AREIA GROSSA; mais os livros documentários: BARRA DO
IPANEMA, UM POVOADO ALAGOANO E MARIA BONITA, AS DEUSA DAS CAATINGAS. Qual deles
o amigo pode patrocinar em parceria? Sobre o livro ZÉ COXÒ, O POETA DE
FANTÁSTICO, recebi do jovem cineasta Samuel Cabral, o prefácio do livro, tão
fantástico quanto as nuances do próprio ZÉ COXÓ. Um prefácio que por si só,
dispensa qualquer outra crítica literária mais profunda e que deixou o autor
completamente empolgado pela aceitação de ZÉ COXÓ que em breve estará no
mercado livreiro de Alagoas, do Nordeste e do Brasil. Passei o prefácio do jovem para mais três
amigos da literatura e eles concordaram com a rara inteligência do menino.
É pena, a cachoeira dos mais diferentes temas
literários que despeja em nossa cabeça e que proporciona o belo, causar
indiferença de publicações das autoridades, como se tivessem medo da
concorrência preferencial humana no mesmo espaço. Infelizmente, só encontramos
dois caminhos confortáveis para os escritores: ou o escriba é rico para custear
suas produções ou é compadre, puxa-saco, ou parente do mandatário. Quase
parodiando o escritor Oscar Silva da década de 30, no assunto acima e em outro
caso de encaixamento em um batalhão de polícia, repito sua frase: Não sendo
rico nem puxa-saco, “só me resta adaptar-me. É a terceira via.
CAPA: SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA. BURROS
CARGUEIROS AO ANOITECER, ARTISTICAMENTE EM TOQUE DE COMPUTADOR (B. CHAGAS).
O COMÉRCIO SANTANENSE E O TEMPO Clerisvaldo B. Chagas, 25 de fevereiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3368 ...
O
COMÉRCIO SANTANENSE E O TEMPO
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de fevereiro
de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3368
Quando
o senhor Abílio Pereira, comerciante com Armarinhos no “sobrado do meio da rua”
teve o sobrado demolido pelo, então, prefeito, Ulisses Silva, procurou, como
outros comerciantes, encontrar novo lugar para negócios. Estabeleceu-se no
largo Prof. Enéas, ainda no Centro Comercial e, pelo que eu observava, mudou de
ramo e passou a negociar com ferragens. Modernizou sua casa comercial e nela
implantou um terceiro andar que na certa servia de depósito. Foi o primeiro
prédio do Comércio de Santana com segundo andar e primeiro. Fato histórico,
portanto. E, como o prefeito e seus seguidores previam, de fato novos e
modernos horizontes surgiram na paisagem do Centro, afastando definitivamente o
seu aspecto de vila.
Vale
salientar que pareceu que o Sertão inteiro acompanhava a transformação que
aconteceu na “Rainha do Sertão” e “Capital Sertaneja”. Muitos diziam que havia
duas Santana: a do passado e a do presente. Muito embora as opiniões se
dividissem, ninguém ousou desafiar o prefeito e, os contra as demolições do
“prédio do meio da rua”, inclusive, minha opinião de adolescente, também era em
favor dos edifícios que eram uma espécie de Shoping de Santana do Ipanema.
Entretanto, o tempo deu razão ao prefeito, muito embora a forma com foi feita
tivesse sido truculenta e rápida sem consulta pública e para não dá tempo ao
povo pensar. Isso também havia acontecido na década de 40 quando derrubaram o
antigo cemitério de Santana à marretadas e pauladas, durante uma noite.
Histórias
de empáfias e macabras se encobriram nas curvas do tempo e na força, na marra,
no cacete, o Comércio de Santana do Ipanema foi considerado por inúmeros
caixeiros-viajantes, como o mais bonito do interior de Alagoas. Imaginem agora
com as transformações naturais e profundas que sempre estão acontecendo! Agora,
como novo becos, viadutos, pontes e alargamentos de ruas estão completamente
desatualizados, cada dia que passa o trânsito vira terra de ninguém. E como o
número de motoqueiros só perde para Arapiraca, imagine o caos em que estamos
vivendo. Ninguém sabe dizer até quando vai continuar essa falta de estrutura
urbana para a segunda modernização. Enquanto isso viramos uma Índia no tráfego
doido da cidade.
PARCIAL
DO COMÉRCIO DE SANTANA (FOTO: B. CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.