SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
OS AVISOS IGNORADOS Clerisvaldo B. Chagas, 9 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3375 Com certeza esta...
OS AVISOS IGNORADOS
Clerisvaldo
B. Chagas, 9 de março de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3375
Com
certeza estamos vivendo este fim de verão, como se fosse o outono. O período
chuvoso da sertão alagoano sempre foi de outono/inverno. Geralmente iniciando
em maio e seguindo até a primeira quinzena de agosto. O certo é que nos últimos
anos, esse período se prolongava chegando mesmo até outubro que era o mês mais
seco do ano. Mas agora, como tudo parece sem nexo, esse período foi antecipado
para os últimos meses do verão e completamente a seu modo. Tudo parecido com o
outono que começará no próximo dia vinte. Confusão: Sol sem se esperar, chuva
sem se esperar, frio sem se esperar... Fazer o quê? O homem já fez o que não
deveria ter sido feito volta a valer a natureza. Em nosso entender, não tem
mais remendo novo que dê jeito no panorama velho
Pelo
menos agora, parece mesmo em voga a profecia dos tempos de Canudos “que o
Sertão vai virar mar e o mar vai virar Sertão”. Também parece que o conselho de
muitos agricultores experientes continua valendo: “choveu, plantou”. Esperar por
quem? Entretanto, essa mudança confusa do tempo, divide muito opiniões. Semana
passada um vídeo dessas últimas chuvas era exibido na Internet, quando o
narrador mostrava a cheia chegando na barragem do rio Ipanema. Ao invés de
alarme e terrorismo – como fazem alguns deixando em polvorosa as famílias de
santanenses que estão fora – simplesmente dizia o narrador, elogiando a cheia e
dizendo: “tempo rico”. Concordo com sua visão em passar a ESPERANÇA e não o
MEDO, o TERROR.
Em
breve, estaremos comendo feijão-de-corda com galinha de capoeira, comemorando a
riqueza das águas. Barreiros absolutos, açudes “esborrotando”, capim cobrindo
lombo de boi, galo correndo nos terreiros atrás das frangas, amor na cama após os
trovões, dinheiro no bolso e fé adiantada. Esse é o Sertão paradisíaco que eu
conheço e vivo. Sobre a Natureza, não
posso salvar o mundo, mas as pequenas coisas individuais que podemos fazer
diariamente, formam um todo no Planeta. Vou fazendo a parcela mínima que diariamente
é obrigação. O meio ambiente agradece.
O
importante é o verde da caatinga.
Amor,
amor... Somente AMOR.
CHUVA
NA FEIRA (FOTO: B. CHAGAS).
PARCERIA Clerisvaldo B. Chagas, 06 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3372 Tive a alegria de receb...
PARCERIA
Clerisvaldo B. Chagas, 06 de março de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3372
Tive a alegria de receber em minha residência o jornalista, editor e escritor José Malta, conhecido como Malta net. Como, onde existe boa-vontade há evolução, tratamos da parceria entre escritor e editor para acontecer a mais nova edição da IGREJINHA DAS TOCAIAS, SUA HISTÓRIA E SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA. O Objetivo é sempre enriquecer a memória da juventude com a nossa história, a nossa tradição. Ambos os livros serão lidos e analisados pelos alunos das escolas municipais de Santana do Ipanema, entre alunos, professores e editor. Em uma segunda etapa, entra autor ou autores para possíveis entrevistas que dissiparão dúvidas e curiosidades encravadas nos textos. Relevantes prestações de serviços que o jornalista José Malta, vem realizando a bem da nossa história e da literatura produzida na terra.
Mas
o momento também é de prestigiarmos o lançamento do livro, no próximo sábado,
LEMBRANÇAS DO PASSADO, na, Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte, às 19
horas. O livro é da autoria de Ialdo Falcão (In memoriam), complementado pela
esposa Marina Falcão. O referido livro foi editado pelo Instituto SWA de
Santana do Ipanema e, contém prefácio do escritor romancista Clerisvaldo B.
Chagas. Além da sensibilidade familiar o
livro fala da trajetória do pai do autor, tanto como homem do povo, quanto da
sua profícua administração como prefeito/interventor e que traz muitas luzes
para a complementação da história santanense. Um sonho da família, um presente
para a nossa sociedade.
A
construção da Ponte Padre Bulhões, a aplicação do nome Benedito Melo à Rua
Nova, a doação do terreno para a construção da sede dos Correios, foram ações
concretas do pai do autor, Firmino Falcão Filho, que se orgulhava de ter sido
nomeado prefeito/ interventor pelo, então, governador Silvestre Péricles, para
o período 1947-1948. Firmino Falcão Filho, o seu Nozinho (ô), particularmente,
foi quem introduziu a raça de gado Gir, em Santana do Ipanema. Foi ele ainda
quem doou terras na parte norte de Santana, onde hoje funciona a EMATER, a
Caixa Econômica e, antes, o Posto de Puericultura. Portanto, a entrada moderna
de Santana – Capital, deve-se às suas doações. Firmino foi um grande benfeitor
ao clube futebolístico Ipanema. Todos esses dados do livro de Ialdo Falcão,
contribuíram com o livro O BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA
DO IPANEMA.
RIO IPANEMA Clerisvaldo B. Chagas, 5 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3372 O hábito salutar era ...
Clerisvaldo B.
Chagas, 5 de março de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3372
O
hábito salutar era prático, séculos atrás. As pessoas, sedentárias ou nômades,
procuravam facilitar a sobrevivência, fazendo suas moradias às margens de rios.
Primeiro era a luta diária pela água de beber. Depois, pelos benefícios da água
nas tarefas domésticas e o uso da sua umidade para o criatório ou para o
plantio. Mas, mesmo os rios periódicos, secos, forneciam ainda material para a
sobrevivência humana. Lenha, caça, ervas medicinais, madeira para móveis, para
arreios, pasto e espaço para os animais domésticos. Mas isso era em todos os
lugares do mundo. Hoje aquele hábito prático tornou-se perigoso pelas própria
ações humanas que não respeitam a Natureza. O nosso tão apreciado rio Ipanema,
prestava todos esse serviço acima. Considerado o “pai de Santana”, sem ele a
cidade não teria existido.
Como
as coisas muito evoluíram, os seus habitantes foram ficando cada vez mais,
independentes dos fornecimentos do rio. Atualmente, não só o Ipanema, inúmeros rios do Sertão ficaram tão
esquecidos que o povo não sabe mais sobre suas nascente foz e trajeto. As novas
gerações somente lembram dos rios da sua terra, quando acontecem as cheias
assombrosas. A falta do cultivo das nossas tradições nas escolas, traz a
indiferença sobre as nossas relíquias, ainda vivas. É de se perguntar: como as gerações mais jovens, vão valorizar,
estudar, pesquisar... Se ninguém nada lhes fala? Estamos vivendo, então, um
tempo sem memória em que o jovem formado, ou não, ignora suas origens e prefere
mesmo nem lembrar nada e viver como um robô, matando sua curiosidade no
celular.
O
rio Ipanema é o maior rio de Alagoas, com cerca de 220 quilômetros de extensão.
Nasce na serra do Ororubá no município de Pesqueira, Pernambuco. E sua foz
estar localizada no povoado Barra do Ipanema à jusante da cidade de Belo Monte,
no rio São Francisco. Em Alagoas banha três cidades e vários povoados com as
cidade de Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema e Batalha. Melhor consultar
o livro IPANEMA, UM RIO MACHO, deste mesmo autor.
“O
PAI DE SANTANA” (FOTO: B.CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.