SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
OS ENCONTROS NO LANÇAMENTO Clerisvaldo B. Chagas, 12 março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3377 Foi uma f...
OS
ENCONTROS NO LANÇAMENTO
Clerisvaldo B. Chagas, 12 março de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3377
Foi uma felicidade, no comparecimento á Câmara
de Vereadores Tácio Chagas Duarte. Era o lançamento do livro LEMBRANÇAS DO
PASSADO, do saudoso Ialdo Falcão e sua esposa Marina Falcão. Ali pude rever
pessoas que até pensava não mais rever, devido às ausências prolongadas por
esse Brasil de meu Deus. Remi Bastos, Joaquim (primo), Socorro Chagas (prima),
Edvan, filho do saudoso senhor Miron, os filhos das estrela da noite, Marina
Falcão, Ialdo e Charles e, várias outras pessoas que mesmo vivendo na mesma
comunidade, não víamos de perto há muito. Conversei bastante com o compositor e
cantor Remi Bastos, no seus 80 e eu nos meus 79. Botei quase em dia a palestra
com a prima Socorro Chagas que às vezes substituía sua mãe Helena Oliveira,
como nossa professora ocasional, que maravilha!
A solenidade aconteceu quando chegou a
escritora Marina Falcão. Conduzido pelo escritor e editor José Malto Neto, foi
composta à mesa e em seguida a apresentação de José Malta que também fazia o
papel de mestre de cerimônias e o falatório dos componentes da mesa, sob os
aplausos da plateia. Ao encerrar essa parte com o pronunciamento da escritora,
fomos nós para a famosa fila dos autógrafos com o final daquele encontro com
várias palestras de grupos no reencontro. Retornei a casa às 23 horas, mas
ainda deixei as conversas no salão bastante animadas. Não deixei de lembrar que
aquela casa legislativa fora o salão onde funcionara a Empresa de Luz desde a
elevação da vila à cidade de Santana do Ipanema.
Pois, o lançamento do livro SAUDADES DO
PASSADO, além de prestar à comunidade santanense pedaços da história pessoal de
Firmino Falcão Filho, o Seu Nozinho (ô), exibiu as entranhas da sua
administração de 1947-1948, como prefeito/interventor, nomeado pelo, então, polêmico
governante estadual, Silvestre Péricles. E como não deixaria de ser, o livro
traz o sentimentalismo da família do autor, passagens engraçadas que comoveram
os que ali estavam presentes ouvindo com atenção e respeito as narrativas de
quem conviveu com o autor, Ialdo Nemésio Falcão Filho.
Paz e bênção no reino sertanejo de Santana do Ipanema.
FALÉSIAS Clerisvaldo B. Chagas, 11 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3376 Especialista em Geografia ...
FALÉSIAS
Clerisvaldo
B. Chagas, 11 de março de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3376
Especialista
em Geografia
As
encostas íngremes ou verticais que estão voltadas para o interior, chamam-se
“barreiras”; quando estão voltadas para o mar, são conhecidas como falésias. As
falésias possuem variações na altura conforme o local e mostram entre vinte e
trinta metros de altura, podendo atingir até os quarenta metros. Atualmente são
as falésias muito exploradas pelo turismo, menos pelo seu estudo geográfico e
muito mais pelas paisagens que exibem diante de praias e suas características com
as variações de cores dos mares. O litoral de Alagoas é riquíssimo em falésias
e em inúmeras formações geográficas que encantam estudiosos, turistas e
banhistas costumeiros. Tanto faz o litoral Norte quanto o litoral Sul,
delimitados virtualmente pela capital Maceió, possuem essas maravilhas.
Em
nossa opinião, o litoral Sul parece ter muitas formações geográficas que não
têm no litoral Norte. Achamos também que a beleza máxima dessas formações está
no município de Jiquiá da Praia, porém, estamos falando especificamente em
falésias e barreiras. Em Maceió mesmo, sua falésias foram motivos de filmagens
e capa de antigo catálogo telefônico do estado cuja paisagem alcançou alto
índice de aprovação e beleza. Elas são usadas como mirantes, para construções
de torres de sinais, construções avançada de símbolos como capelas ou mesmo
mansões de veraneio. Mas é preciso
cuidado com elas, pois as falésias constantemente sofrem os desgastes das marés
que levam o nome de “abrasão”.
Pode
acontecer numa falésia – pela constante insistência das marés – um desgaste em
que o tempo longo pode formar uma caverna rasa em parte rochosa e que na
prática é muito utilizada para propaganda turística. Conforme o local, muitas
vezes a maré cheia avança para tão perto da falésia que fecha a praia e,
consequentemente a única passagem de pessoas e veículos, por algumas horas. Poderemos
encontrar também outras formações geográficas interessante: lagoas, ilhas,
atóis, promontórios, dunas, restingas, recifes, istmos, pontas, cabos, enseadas
e mais. E como já foi dito, Alagoas é rica em inúmeras destas formações.
E
você? Prefere as barreiras ou as falésias?
FALÉSIAS
(DIVULGAÇÃO).
O COMÉRCIO SANTANENSE E O TEMPO Clerisvaldo B. Chagas, 9 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3376 Qu...
O
COMÉRCIO SANTANENSE E O TEMPO
Clerisvaldo B. Chagas, 9 de março de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3376
Quando
o senhor Abílio Pereira, comerciante com Armarinhos no “sobrado do meio da rua”
teve o sobrado demolido pelo, então, prefeito, Ulisses Silva, procurou, como
outros comerciantes, encontrar novo lugar para negócios. Estabeleceu-se no Largo
Prof. Enéas ainda no Centro Comercial e, pelo que eu observava, mudou de ramo e
passou a negociar com ferragens. Modernizou sua casa comercial e nela implantou
um segundo andar que na certa servia de depósito. Foi o primeiro prédio do
Comércio de Santana com primeiro andar, depois, segundo. Fato histórico,
portanto. E, como o prefeito e seus seguidores pensavam, de fato novos e
modernos horizontes surgiram na paisagem do Centro, afastando definitivamente o
seu aspecto de vila.
Vale
salientar que pareceu que o Sertão inteiro acompanhava a transformação que
aconteceu na “Rainha do Sertão” e “Capital Sertaneja”. Muitos diziam que havia
duas Santana: a do passado e a do presente. Muito embora as opiniões se
dividissem, ninguém ousou desafiar o prefeito e, os contra as demolições do
“prédio do meio da rua”, inclusive, minha opinião de adolescente, também era em
favor dos edifícios que eram uma espécie de Shopping de Santana do Ipanema.
Entretanto, o tempo deu razão ao prefeito, muito embora a forma com foi feita
tivesse sido truculenta e rápida sem consulta pública para não dá tempo ao povo
pensar. Isso também havia acontecido na década de 40 quando derrubaram o antigo
cemitério de Santana à marretadas e pauladas, durante uma noite.
Histórias
de empáfias e macabras se encobriram nas curvas do tempo e na força, na marra,
no cacete, o Comércio de Santana do Ipanema foi considerado por inúmeros
caixeiros-viajantes, como o mais bonito do interior de Alagoas. Imaginem agora
com as transformações naturais e profundas que sempre estão acontecendo! Agora,
como novo becos, viadutos, pontes e alargamentos de ruas estão completamente
desatualizados, cada dia que passa o trânsito vira terra de ninguém. E como o
número de motoqueiros só perde para Arapiraca, imagine o caos em que estamos
vivendo. Ninguém sabe dizer até quando vai continuar essa falta de estrutura
urbana para a segunda modernização. Enquanto isso viramos uma Índia no tráfego
doido da cidade.
LARGO
PROF. ENEAS (FOTO: B. CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.