SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
VERMELHO-SANGUE Clerisvaldo B. Chagas, 17 de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3478 Quando faltavam cl...
VERMELHO-SANGUE
Clerisvaldo B. Chagas, 17 de setembro de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3478
Quando
faltavam clientes na Farmácia, o seu proprietário Cariolando Amaral
(Carôla) gostava de se dirigir para a
sombra da tarde, onde o Hotel Central, a projetava na calçada larga. Ali,
aproveitando a sombra e a brisa da tardinha, passava a jogar gamão com seus
amigos da vizinhança. Tabuleiro nas pernas e diante da porta de acesso ao hotel de
primeiro andar e o barzinho de Tonho Honorato -
matador de charadas e apologista dos bons repentes – o comerciante
ficava cercado de “perus”. E como criança que transitava por ali, eu nada
entendia de jogo de gamão, Notava no
lazer uns copos de couro nos quais os jogadores colocavam os bozós (dados),
agitava-os e os despejavam no tabuleiro
de madeira. Conforme o resultado, iam separando sementes grandes e vermelhas
cor de sangue pelos recantos da tábua.
Ora,
só depois fiquei sabendo que aqueles grãos tão vermelhos, belíssimos, eram
sementes de mulungu. Pedaços de tronco
ou de galhos dessa belíssima árvore, surgiam no Poço do Homens, rio Ipanema,
deixados por algum banhista. Nós usávamos essas toras de mulungu como Câmaras
de ar, porque a madeira pouco densa boiava e ajudava na brincadeira do nado. A árvore mulungu é alta, gosta de proximidades
de correntes d’água e, na época certa, solta suas sementes, deixando o solo
forrado daquele vermelho duro. Sempre que avistava um pé de mulungu nas minhas
andanças pelos caminhos sertanejos, parava para apreciá-lo como se tivesse
diante de uma árvores divina. A
admiração e a simpatia profunda por suas sementes ainda hoje perduram.
Vamos
encontrar nas farmácias, o mulungu em forma de
remédio como calmante, propriedade das suas cascas. Algumas cidades do
Brasil, plantam a árvore mulungu na arborização de ruas. Pelo seu porte, acho
que ficaria bem melhor para os parques e as praças. No período da sua florada,
as flores vermelhas dizem por si, porque
foram escolhidas para a zona urbana. Assim, quando se fala em mulungu,
eu me transporto para as toras do Poço dos Homens, no rio Ipanema, no lazer dos
banhistas e nas sementes vermelho-sangue do gamão de Seu Carola (Ô).
MULUNGU.
NA DUVALINA – ESCOLA Clerisvaldo B. Chagas, 16 de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3477 O nosso t...
NA
DUVALINA – ESCOLA
Clerisvaldo
B. Chagas, 16 de setembro de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3477
O
nosso trabalho literário pelas escolas, desaguou, ontem,
terça-feira, nas escola Durvalina Pontes, o citado estabelecimento está localizado no Bairro
São José e se chamava ESCOLA ESTADUAL
PROF. HELENA BRAGA DAS CHAGAS. A escola,
antes do estado, passou para o município, com
o título de Durvalina Pontes. Então, o nome Helena Braga passou a ser a
rua principal do Bairro São José, a
mesma rua da escola. Foi aí que prosseguimos o nosso trabalho sobre o livro
SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA, em companhia do editor do Instituto SWA, José Malta Neto. Fomos
recebidos com júbilos e tanto carinho que viramos timidamente menino.
E
naquela escola cuja vizinhança lateral
fazia parte da antiga rodagem
construída por Delmiro Gouveia, esclarecemos
sobre todas as curiosidades dos presentes sobre o livro acima e o autor.
Foi a penúltima escola onde trabalhei como professor e na época, deixei
uma biblioteca arrumada e com secções
especiais para autores santanenses e alagoanos. Revi na ocasião, algumas
ex-alunas que se tornaram professoras e, os
elogios recebidos ao professor de Geografia, deixaram profundamente o
professor feliz por ter cumprido corretamente aquela trajetória na vida. Pois
foi assim que o tempo que estava nublado lá fora, deixou brilhar naquele
momento o Sol sorridente repleto de esperanças.
Ao
sair, ainda contemplei a antiga craibeira de tronco robusto e altura de
princesa das caatingas. Árvore que está completamente preparada para o novo
natal com sua bela florada amarela. A mudança de mãos da escola interrompeu o
meu plano de fixar-lhe uma placa de metal indicativa para alunos e visitantes:
nome, nome científico, idade e o homem que a plantou que ainda continua vivo.
Lembrando tudo isso agora, vou incentivar a direção da escola a fazer o que não
fiz. Pelo menos a ação ecológica poderá retribuir um pouco
daquele carinho de rei o qual fui recebido. Gratidão! Gratidão! Gratidão!...
NA
ESCOLA RURAL CLEODON TEODÓSIO.
SÃO CRISTÓVÃO I Clerisvaldo B. Chagas, 15 de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3476 Só alegria e...
SÃO CRISTÓVÃO I
Clerisvaldo
B. Chagas, 15 de setembro de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3476
Só alegria e progresso literário e humano na
Escola Particular São Cristóvão, situada à Rua Siloé Tavares, no Bairro
Camoxinga. Terceira escola trabalhada por nós, escritor Clerisvaldo B. Chagas e
editor Malta Neto. Era grande a roda de alunos que nos entrevistava sobre o
livro em evidência, SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA. Surpresa imensa e
interessante quando o Autor indagava de volta, quem gostaria de ser escritor. A
resposta positiva generalizada, deixou felizes escritor, editor, professores e
a própria dirigente da Escola São Cristóvão. As perguntas sobre a época dos
curtumes e das fábricas de calçados no
município, foram além da dinâmica economia da época e entraram fundo na própria
história do bairro isolado MANOÇOBA/BEBEDOURO que produzia couro curtido, sola
e uma infinidade de artesanatos.
Mas foi surpresa também para o escritor e
professor de Geografia Clerisvaldo, o fato de que três professores presentes,
foram seus alunos em escolas diversas. Além disso, uma das professoras se tornara escritora de literatura para
crianças e nos dedicava o seu simpático trabalho com o título de CLARINHA E
NINO EM: CONHECENDO ALAGOAS, Maria Verônica Maciel. Porém havia mais surpresa
naquela radiosa manhã de entrevistas. A própria filha da escritora, Lícia Maciel,
estava presente para registrar o encontro em fotografias que muito agitaram a
plêiade, era escritora também. Inclusive, tem livro de poesia com prefácio meu.
Ora, formou-se então, uma miríade de estrelas com quatro escritores presentes e
a adolescência quase completa querendo ser escritor, escritora.
Ficamos cientes de que essa juventude não
deixará o tempo esquecer da história da nossa cidade com suas repletas nuances
municipais. Por fim, uma aguinha de coco para aliviar a garganta e ativar o
paladar. Deixamos à escola São Cristóvão, ainda com outra satisfação de novamente ter feito uma visita
a um ponto da cidade o qual nunca mais tínhamos ido, a parte, alta do Bairro
Camoxinga onde está situado o Estádio Arnon de Melo. Levaremos o êxito total da
Escola São Cristóvão para a Escola
Durvalina Pontes, amanhã, com o mesmo entusiasmo em servir.

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.