SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
ASFALTO NO BARROSO Clerisvaldo B, Chagas, 2 de novembro de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.604 Nesses momentos...
ASFALTO
NO BARROSO
Clerisvaldo
B, Chagas, 2 de novembro de 2021
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.604
Agora
a prefeita Christiane Bulhões em parcerias com projetos estaduais e federais,
começou a beneficiar não somente o acesso ao Cemitério São José, mas ao mesmo
tempo à toda à região que abrange o sítio mais conhecido como Camoxinga dos Teodósio.
É o Barroso quem abre os acessos para os sítios Água Fria, Poço Salgado, Tigre,
Camoxinga, Pé da Serra, Troca Topa, Pinhãozeiro e Malembá. A região do sítio
Barroso é plana e alta e o seu tipo de solo atesta o seu nome. Antigamente ali
eram realizadas as corridas de cavalos de Santana do Ipanema, lazer
interrompido após acidente entre o cidadão de Santana, Jacinto Vilela e um
desses cavalos. O óbito selou o local
como pista de corridas.
O
asfalto que inicia na estrada que passa pelo Bairro Lajeiro Grande, facilitará
o trânsito dos cortejos fúnebres, proporcionando maior facilidade para as
famílias visitarem e cuidarem dos seus entes queridos ali no Barroso
sepultados. Portanto, o Dia de Finados promete um grande movimento em ambos os
cemitérios como sempre acontece nessas ocasiões. Celebrações de missas e um
comércio intenso improvisado de velas e flores que tem início às primeiras
horas do Dia de Finados.
O
asfalto, sem dúvida, encurta distâncias e traz benefícios sem conta!
Parabéns
a todos os envolvidos nesse projeto em execução!!!
CEMITÉRIO
SÃO JOSÉ em 2013. (FOTO B. CHAGAS/LIVRO 230).
CARROSSEL Clerisvaldo B, Chagas, 1 de novembro de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.603 Termina o mês de outubro...
CARROSSEL
Clerisvaldo
B, Chagas, 1 de novembro de 2021
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.603
Termina
o mês de outubro sem definir sua antiga posição no calendário anual. Primavera
na agenda, inverno na aparência e verão na vontade escondida. Último domingo
mesclado de incertezas, ora frio, ora pegando fogo, com ameaças de chuvas cujas
nuvens não se resolvem, “carregação”, dizem os entendidos. Assim caminhamos
para o Dia de Todos os Santos, sem definição, sem chuva, sem caminhão-pipa, sem
olhar de futuro, mas ainda confiante nas forças divinas que estão sempre no
coração e no bizaco do homem sertanejo. Céu azul, céu de cinza, céu
carrancudo... O clima da terra vai se virando como pode e nós vamos buscando
esperanças onde as esperanças são rechaçadas pelas ações humanas. Covid,
Carestia, Gasolina, Violência, poluição,,,
Já
vivi tempos assim quando a responsabilidade era pouca. Como criança, fui
passando no Beco de Sebastião Jiló, primeira travessa da Rua Antônio Tavares
pera o rio Ipanema quando um grupo de homens conversava espiando para o céu.
Falava sobre o tempo abafado e sem chuva. O flandreleiro Zé Gancho que fazia
bicas de flandres (zinco) ali pertinho, dizia que “no Ceará choveu foi muito!...”.
Não sei se foi pela sua fala arrastada ou alguma coisa assim que este passante
disse repentinamente: “Choveu bo....”. O artesão sentiu o baque e ficou dizendo
palavras exasperadas. Mas o menino continuou o seu caminho, porque menino é
menino e o saudoso Zé Gancho voltou à sua palestra. Ficava muito brabo ao ser
chamado de Zé Gancho, cujo apelido nem sei o motivo.
Deve
ter chovido mesmo no Ceará. Zé Gancho estava certo e preocupado com o tempo.
Sertanejo só fala em chuva. É o núcleo do agronegócio e suas periferias
diversas que fazem andar as coisas em solos do semiárido. Se vai chegar água do
céu, têm encomendas de bicas (calhas) para Zé Gancho, Manezinho Quiliu e outros
artesãos que perscrutam o tempo todos os dias. O simples sinal do relâmpago já
desperta o interesse, a alegria e a curiosidade: “está chovendo em Cacimbinhas,
Dois Riachos, Palmeira dos Índios, no Alto Sertão que as nuvens trouxeram
notícias. Ontem como hoje, o tempo é senhor de tudo e o Senhor, senhor do
tempo. Deixe que chegue novembro, Dia de todos os Santos... Dia de Finados... E
a sequência do que Deus planejou para nós.
TEMPO
EM SANTANA, FINAL DE OUTUBRO (FOTO: B. CHAGAS)
NOSSA CACHAÇA DE CADA DIA Clerisvaldo B. Chagas, 28 de outubro de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.602 Deixa...
NOSSA
CACHAÇA DE CADA DIA
Clerisvaldo
B. Chagas, 28 de outubro de 2021
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.602
Nunca,
porém, procurei saber o nome de cada uma delas. Na Rua Antônio Tavares,
primeira travessa para a Rua Nova, havia na esquina a casa do senhor José
Lopes, com um grande corredor descoberto. Nunca fomos olhar a “cana”, mas todos
diziam que lá para dentro havia uma fabriqueta de aguardente. Já em pleno
comércio, vizinha à Alfaiataria “Nova Aurora”, se não estamos enganados,
funcionava a fabriqueta de aguardente do senhor Antônio Bulhões que entregava o
produto em jegues e caçuás. Por trás da
atual Loja Maçônica, às margens do Ipanema, bem perto da ponte sobre o riacho
Camoxinga, o senhor Sinval, morador da Rua Nova, também produzia aguardente,
enquanto recitava poemas de Zé da Luz.
E como
recuperar fábricas e fabriquetas fica muito difícil, a cidade continua
dependendo de indústrias de fora em todos os ramos que se imagina. Por aqui não
se fabrica nem picolé redondo. Enquanto isso Arapiraca, Major Isidoro, Maceió e
Murici se enchem de indústrias cada vez mais. A cidade se desenvolve sem dúvida
com o comércio, a prestação de serviço particular. as repartições públicas e as
atividades sofridas do agronegócio. Mas como cada fase na vida é uma fase,
vamos vivendo essa nova que de “nada adianta chorar o leite derramado...”
E nem
a cachaça consumida de Santana do Ipanema.
ALAMBIQUE
(CRÉDITO: DIÁRIO DO RIO).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.