O DIA Clerisvaldo . B. Chagas, 22 de outubro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3492 O dia amanheceu de céu comp...

 

O DIA

Clerisvaldo . B. Chagas, 22 de outubro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3492



O dia amanheceu de céu completamente branco, com muita umidade no ar. Quando o Sol começou a furar as nuvens, já passava das oito horas. Alguns pássaros cantavam animados como se estivessem enganados com sinais de chuva. E assim surgiu um coleira na fiação da rua, fazendo a diferença com o chilrear irritante dos pardais. Mas não posso ficar o tempo todo apreciando a natureza e vou prosseguir o trabalho do novo livro DNER – DNOCS, DOIS GIGANTES NO BRASIL GIGANTE em terras de Santa Ana. Aí foguetes cortam o ar, em lugar mais distante. Ficamos sem entender se é novena, se propaganda de comércio ou se é patim de políticos.  

Vou para o computador enfrentar estradas do DNER, caçambas, tratores e barragens do DNOCS, açudes, secas e riachos de bacias. E a vem a mente para incluir os gloriosos momentos do Ipanema Atlético Clube. As recordações vitoriosas do “Canarinho do Sertão nas pautas do homem do DNOCS que , respirava futebol 24 horas por dia. Vou tentando  equilibrar pesquisas de trabalho com o futebol da terra porque tudo está ligado  a repartição pública federal. É um mergulho nos anos 50 que o escritor se perde nas ações do tempo lá fora. E uma gritaria distante que não se pode precisar.

Ficamos na possibilidade de fazer uma visita ao DENIT, substituto do DNER e mais outra visita a Palmeira  dos Índios onde fica a sede do DNOCS, pesquisas para   maior  firmeza, sem abandonar as histórias que o povo conta. Volta-se à porta da rua, passa a moto do leite, berra o carro do ovo, grita a carroça dos churros, um galo ainda canta atrasado nos  quintais dos arredores e a vista percorre rapidamente os montes. Um cafezinho com marca de vergonha, uma vontade danada de comer broa, latidos de cachorro na rua e gritos distantes que não se sabe precisar. É preciso continuar o cotidiano e lá vou eu perscrutar para a crônica intrusa ao livro.

                                                             



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