OS GANSOS DE SANTANA (Clerisvaldo B. Chagas, 17 de janeiro de 2011)        Mais uma vez vamos visitando bairros e ruas da nossa terra. Man...

OS GANSOS DE SANTANA

OS GANSOS DE SANTANA
(Clerisvaldo B. Chagas, 17 de janeiro de 2011)

       Mais uma vez vamos visitando bairros e ruas da nossa terra. Mandando notícias para os santanenses que estão espalhados por este país; para os da cidade que não andam na periferia. Dessa vez, com mais algumas pessoas, fomos dar uma olhada no Bairro Floresta como um todo. Primeiro estivemos no Conjunto Marinho, lado superior do novo hospital. A única novidade desde a gestão do senhor Paulo Ferreira, é uma igreja bonita não católica, ainda em preto, ao lado das últimas casas do conjunto e da cidade para aquelas bandas. As mesmas “casas de pombos” construídas na gestão dos Ferreira. Ruas esburacadas, sem calçamento, inclinadas e difíceis onde à pobreza extrema predomina na área. Conjuntos Cajarana, Santa Quitéria, e a rua principal do Bairro que dá acesso às Tocaias e a sítios distantes como o Olho d’Água do Amaro, completamente sem benefícios, entregues a própria sorte. Nada, absolutamente nada foi feito pelo poder público no bairro que se tornou perigoso para quem transita por ali à noite. O riacho Salgadinho que corre ao longo dos fundos de quintais, continua enlarquecido pela tradição de extrair argila para tijolos. Seu leito nunca foi aprofundado para evitar invasão às residências. O Bairro Domingos Acácio encostou seu casario no Salgadinho, porém, nem sequer uma pinguela de tábua foi construída para interligar os dois bairros durante as cheias, por aquelas imediações. Não existe nenhum planejamento para ambos os bairros que crescem desordenadamente. O terreno enorme que impede a expansão da cidade abaixo da malfadada fábrica de fubá, pertence aos da elite que não loteiam e nem vendem o terreno. Aliás, a cidade está cercada de terrenos de figurões, que não são incomodados pela prefeitura. Nenhum gestor tem a coragem suficiente para a desapropriação dentro da lei em benefício do crescimento de Santana. Permanecem os gargalos ditados pelos proprietários que muitas vezes são amigos ou compadres dos gestores. No lugar onde iriam ser construídas as instalações da UFAL, não se vê sequer um marco visível, das cercanias.
       Começo a me perguntar se não já é hora de fazer como tantos que deixaram sua terra querida por não suportarem sucessivos desmandos que parecem infinitos. Maceió, Recife, Aracaju, estão ali bem pertinho de nós, acolhendo os descontentes, os inconformados com o vício do desprezo ao município por parte das autoridades. Se você, caro leitor santanense, estiver morando em outras plagas, não deixa de contemplar também outros desmandos. Mas a dor não é a do filho da terra em que nasceu. Praticam os absurdos, mas você vai entregando a revolta para os nativos. Por que se estressar tanto? Mas se fosse no torrão natal, amigo, sendo pessoa esclarecida você estaria com os nervos a flor da pele. O descaso contínuo com a “Rainha do Sertão” vai continuar pela falta de voz na defensiva. Os gatos-pingados não tem força para enfrentar os caminhões de “gansos” do bico aberto. Talvez as inspeções parem por aqui. Afinal, nunca um dito popular expressou tanta verdade: “Cada povo tem o governo que merece”. Em São Miguel dos Campos, ficou famosa a Feira da Ponte, onde se compram galinhas na Semana Santa. Mas se você, cabra velho, não gosta dessa ave, traga uma carreta para levar OS GANSOS DE SANTANA.

RAIOS, CORISCOS E TROVÕES (Clerisvaldo B. Chagas, 14 de janeiro de 2011)        Como no momento falarmos de outro assunto perante as tragéd...

RAIOS, CORISCOS E TROVÕES

RAIOS, CORISCOS E TROVÕES
(Clerisvaldo B. Chagas, 14 de janeiro de 2011)

       Como no momento falarmos de outro assunto perante as tragédias que se abateram sobre o Sudeste do Brasil? A televisão exerceu papel fundamental no entendimento dos fenômenos naturais que dividem meio a meio com a inobservância humana. As imagens vistas e repetidas dos deslizamentos de encostas, o desespero das vítimas e as terríveis marcas de destruição, lembram os bombardeios alemães sobre Londres ou os tsunamis do mundo asiático. Antigamente o que chamava a atenção eram as secas do Nordeste que dizimavam centenas de milhares de pessoas e animais e, as cheias do Recife e Maceió. Praticamente resolvidas essas vergonhas de todos os anos (em Maceió com o Dique Estrada) mudam-se os alvos para cidades ribeirinhas e serranas de grande parte do país. O Sudeste urbano com suas cidades grandes e prevenções pequenas são a atração do infortúnio com alagamentos e quedas de barreiras. Ambos os motivos são culpas das autoridades pelos mais diferentes motivos relacionados à prevenção. Entre eles: indiferença falta de pulso e política.
       Os alagamentos em cidades com o relevo da capital paulista, não podem ser apontados com a desculpa de fenômeno. O tempo traz chuvas, relâmpagos, tempestades. Quem não sabe disso? Cabe ao homem proteger-se contra os excessos e para isso existem as autoridades votadas por ele. Se o povo obstrui canais de escoamento com lixo, cabem as autoridades uma campanha permanente de fiscalização e duras medidas. E ainda no mesmo assunto, solucionar os problemas com equipes de engenheiros, geólogos e urbanistas abrindo novos caminhos e ampliando outros para o escoamento das águas que não é mais mistério o como fazer. No caso de quedas de barreiras o caso é também das construções irregulares pelos motivos expostos. Deixe de construir em área de risco e o problema não existirá. Mas os nossos dirigentes, de um modo geral, procuram desviar as verbas que poderiam salvas centenas de famílias. Vão deixando os problemas que tem relacionamento direto com a Natureza como ameaças de rios, morros e formas abruptas de vales.
       Quem percorre qualquer lugar das regiões serranas do estado do Rio ou dos morros cariocas, fica embevecido com tanta beleza. O tempo de estio nesses lugares, em relação à paisagem natural, tem mesmo relacionamento com o tão sonhado paraíso. É de se permanecer horas a fio vendo o mundo lá de cima cercado de matas, colinas, córregos, estradinhas e horizontes azulados que anulam o estresse de qualquer um. Nessa época de Sol forte é difícil prestar atenção aos riscos permanentes das estações chuvosas. Mas as autoridades não são pagas pelo povo para contemplar paisagens paradisíacas. A sensibilidade para o perigo deve fazer parte da alma e da política de quem está à frente da defesa coletiva. Ao invés da prevenção, andar correndo atrás de prejuízos, atos típicos, corriqueiros e nefastos dos que nos representam, costuma mostrar depois os horrores televisionados. Enquanto não houver punições para os verdadeiros assassinos pelas tragédias, vão procurar um jeito de levar os inocentes à cadeia: RAIOS, CORISCOS E TROVÕES.

PEDRO BAIA (Clerisvaldo B. Chagas, 13 de janeiro de 2011)        Já falei nesse indivíduo antes: Pedro Baia. Anos 60, em Santana do Ipanem...

PEDRO BAIA

PEDRO BAIA
(Clerisvaldo B. Chagas, 13 de janeiro de 2011)

       Já falei nesse indivíduo antes: Pedro Baia. Anos 60, em Santana do Ipanema, Pedro Baia, pintor de paredes, chamado na época de caiador, era profissional do ramo. Um pincel usado era de um tipo de planta, compacto, leve e comprido com aparência de fêmur, por isso mesmo chamado “Canela de Ema”. Ao terminar o serviço, Pedro costumava desenhar seu logotipo que era justamente o próprio animal. Na época surgiu um atrativo forró, se não me engano, de Jackson do Pandeiro que teve grande sucesso:

“A ema gemeu
No tronco do juremá
Será que é o nosso amor,
Moreninha
Que vai se acabar (...)”

       Pedro Baia era galego, alto, forte, bem rosado, usava chapéu de couro abas viradas para cima e um lenço vermelho no pescoço. Mesmo assim todo cristão se achava no direito de enxugar o braço no pé do ouvido de Pedro Baia. Chateavam-no com perguntas como “Pedro cadê a ema?” Fizeram até uma paródia com a música do forró. Após o estribilho acima, vinha a criatividade:

“A ema quando canta
Pedro Baia se levanta
Com medo de apanhar (...)”

       Um dia, cansado de tantas gozações e taponas, Pedro fez de uma espingarda de cartucho sua companheira de andanças. Foi avisando a todos que daquele dia em diante, o primeiro que mexesse com ele morreria. Dito e feito. Ao tirar a vida do adiantado, foi preso, tirou cadeia e, um dia em liberdade, foi embora para sempre de Santana do Ipanema.
       O Brasil já “apanhou” muito da Inglaterra, no passado imperial. Essa ação corajosa de não permitir que um navio de guerra inglês em direção as Malvinas, aportasse no Brasil, foi também soberana e solidária a Argentina. O exemplo terá repercussão positiva em toda a região. Ele é o líder e é quem tem que mostrar o caminho de destemor e coerência, sem arrogância como fez. Restou a Inglaterra reconhecer a ação do Brasil e pronto. Por que fazer tempestade nessa hora? O ato brasileiro é passo importantíssimo no fortalecimento político de auto defesa coletiva na América do Sul.
       Quanto à Itália que vive às voltas com a crise econômica e com os escândalos do lascivo e imoral Berlusconi, não dispõe de força nem para mudar o seu palhação ministro. Para esconder a situação difícil, quer agora criar problema com o Brasil para sair do ostracismo e ganhar manchetes de jornais, desviando seus problemas internos, heranças de Nero, Calígula, e outros Césares devassos da Roma antiga. A decisão em congelar acordo de defesa, é no mínimo idiota como o outro ministro que levantou o problema. O Brasil deveria também radicalizar, cancelando de vez o acordo e contatando a França ou países outros do continente asiático. Pior para eles que perderiam os bilhões do Brasil. Dilma, por favor, não se afrouxe com esses comedores de macarrão. Diplomacia sim, mas sem urinar os cueiros. De vez em quando o Brasil tem que arreganhar os dentes quando preciso, para não ficar na qualidade da primeira fase de PEDRO BAIA.