SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
O MAR ALHEIO Clerisvaldo B. Chagas, 8 de julho de 2024 Escritor Símbolo do Sertão alagoano Crônica: 3.073 O meu Sertão não te...
O MAR
ALHEIO
Clerisvaldo B. Chagas, 8 de julho de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão alagoano
Crônica: 3.073
O meu Sertão não tem oceano, não tem mar, vamos
então falar sobre o mar alheio mesmo sendo nós da terra dos mandacarus. “ Os mares diferem dos oceanos pela posição geográfica, extensão, profundidade e
características físicas das águas. Localizam-se próximos aos continentes ou no
interior deles. São menores que os oceanos, apresentam menor profundidade e
maior variedade de temperatura, salinidade e transparência das águas. Existem
três tipos de mares: costeiros ou abertos, continentais ou interiores, fechados
ou isolados.
Os
mares costeiros ou abertos – Localizam-se nas costas dos
continentes ou ficam muito próximos das costas e apresentam ampla comunicação
com o oceano por meio de largas passagens. O mar do caribe é um exemplo de mar
costeiro.
Os
mares continentais ou interiores – São assim chamados por
estarem localizado no interior de um continente e possuírem uma pequena saída
para o oceano, ou seja, um canal ou estreito. O mar vermelho que se comunica
com o oceano Índico pelo estreito de Babe el Mandeb, é um exemplo de mar
continental.
Os
mares fechados ou isolados - São aqueles que não apresentam saída para o
oceano ou outros marres, O mar cáspio é um exemplo de mar fechado. ”.
PAULA,
Marcelo Moraes & RAMA, Ângela. Jornadas.
Geo. São Paulo, Saraiva, 2012.
Pág. 163.
O mar de Maceió é tipo mar aberto ou costeiro,
litoral rico em enseadas, pontas, arrecifes de corais e arrecifes de arenito. A
maioria das riquezas animal e mineral dos oceanos está justamente nos seus
mares, principalmente na chamada Plataforma Continental. Entretanto, os
litorais são bastante sensíveis às ações dos ventos e das Correntes Marinhas.
Ninguém vai ao banho de mar pensando nas mil
facetas de oceanos e mares. À procura é a diversão e a fuga do estresse do
cotidiano. Mas se o banhista pudesse conciliar o banho e a pesquisa seria muito
interessante tanto para a Saúde quanto para o conhecimento. Mas faltou dizer
que as marés, tão relevantes para os pescadores, também recebem grande
influência da Lua.
Um oceano de felicidades para os nossos
assíduos leitores!
LITORAL (DIVULGAÇÃO DE VENDAS – INTERNET).
BACURAU Clerisvaldo B. Chagas, 5 de julho de 2024 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.072 A região do Bairro sã...
BACURAU
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de julho de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.072
A região do Bairro são Pedro, em Santana do
Ipanema deve ter sido iniciada desde os tempos da Rua, hoje Antônio Tavares, a
primeira de Santana do Ipanema, após o quadro comercial. Um prolongamento da
rua já consolidada. Somente em 1935 ou
37 foi inaugurada a Igreja de São Pedro. “O Bacurau”, ou Escola Batista
Accióly, foi erguida na mesma década da Igreja em tempo revolucionário no
Brasil. Foi ali criada essa escola para os adultos que trabalhavam pelo dia e
não podiam estudar nos dois primeiros turnos. Como essa escola funcionava à
noite, ganhou o apelido popular de “Bacurau”.
Os próprios revolucionários diziam que aquilo fora benefício da
revolução. Continua com a mesma estrutura: um vão apenas (um salão grande)
rodeado de janelas de madeira bruta.
Ainda alcancei o “Bacurau”, como adolescente e
nela estudei particularmente com o professor Agilson que trabalhava no DNER, se
não me engano e, foi assassinado num acidente de trânsito em Maribondo. O
prédio já estava ocioso e a turma grande que ali estudava pelo dia, pagava ao
professor e tentava passar no exame de Admissão à quinta série do Ginásio
Santana. Pior do que um vestibular. Lembro quando o professor, muito
competente, mas um pouco pernóstico, saiu apontando alguns alunos dizendo os
que seriam aprovados no Exame de Admissão. Coisa ridícula que não poderia
dizer, uma humilhação para o restante. Entre os que seriam aprovados, segundo
ele, fui apontado. E de fato fui aprovado.
O “Bacurau” transformou-se em biblioteca de
bairro. Na última vez que andei ali foi para ministrar palestra a uns pequenos
de escola particular, quando falei completo do Bairro São Pedro, onde estava
situada a escola. Porém, fiquei triste com a tão pouca quantidade de livros nas
prateleiras da Biblioteca. E olhe que o salão, quando abertas todas as janelas,
entra uma claridade natural tão agradável que dá gosto se estudar naquele
ambiente. Quanto ao nome Batista accióly, foi como ficou conhecido um dos
governadores de Alagoas e que era filho do Litoral Norte de Alagoas. Ouvi uma
pessoa intelectual (já falecida) dizer que o Accióly seria um médico. Descobri
por acaso que fora governador com esse sobrenome usado na política.
De qualquer maneira o “Bacurau foi também um dos
fatores de impulso do Bairro São Pedro.
ALUNOS EXIBEM UM DOS NOSSOS LIVRO.
O CRISTO DOS ATEUS Clerisvaldo B. Chagas, 3 de julho de 2024 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3. 071 Quando o, ent...
O
CRISTO DOS ATEUS
Clerisvaldo B. Chagas, 3 de julho de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3. 071
Quando o, então, prefeito Genival Tenório
colocou três imagens no Morro do Pelado, Cristo Crucificado, Frei Damião e
padre Cícero, atualizou a denominação do Monte para “Alto da Fé”. O cimo do
serrote recebeu um bar ao lado das imagens que virou lugar suspeito e houve
profanações das três imagens ali colocadas. Frei Damião de verdade morrera no
governo do prefeito Paulo Ferreira que o homenageou com uma pracinha no Bairro
Camoxinga, no centro dispersor de três ruas. No governo do prefeito, Isnaldo
Bulhões, das três imagens profanadas no Serrote do Pelado, foram retiradas
duas. Padre Cícero foi parar em pedestal diante da sua igrejinha no Bairro Lajeiro
Grande. Sábia decisão. A imagem de Frei Damião, foi removida para a praça
construída por Paulo Ferreira em homenagem. Sábia decisão.
Assim, das três imagens profanadas, somente o
Cristo Crucificado permanecia no serrote (pequena serra). Não sabemos dizer
porque o prefeito Isnaldo Bulhões deixou de remover a imagem principal. Mas, no
apagar das luzes do governo Marcos Davi, alguém da prefeitura consultou-me onde
deixar a imagem do Cristo. Apontei o Alto do Cruzeiro, o maior ponto turístico
de Santana do Ipanema e tradicionalmente o monte sagrado de visitas em
multidões de épocas de Semana Santa, o mirante da cidade mais completo e natural.
Lá estavam desde o primeiro dia do Século XX um cruzeiro de madeira marcando
seu início e uma igrejinha construída em 1915. Cristo foi jogado como um lixo,
escondido por trás da igrejinha, Onde as intempéries que já destruíra duas
igrejinhas ali implantadas, destruíam impiedosamente o Cristo desprezado.
Não quero culpar o prefeito Davi, mas pelo
menos ele deveria ter inspecionado o local. E se a imagem do Cristo ainda
estiver no mesmo canto, apelamos para o Departamento de Cultura da atual gestão
municipal, que seja restaurada a imagem e feita as devidas correções (O Boi, a
Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema) como sugere o texto.
Basta um Pôncio Pilatos e um Herodes na história.
Quanto ao Frei Damião, está precisando de mais
atenção para melhorar a sua imagem em uma pracinha que quase foi acabada com
tanta coisa negativa que houve por ali. Também está precisando alguns ajustes
para embelezá-la tornando o trecho mais belo, mais atraente.
CRISTO DESPREZADO POR TRÁS DA IGREJA DO
CRUZEIRO (FOTO: B. CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.